ComicPod #101 – Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge


Postado em 09/08/2012, por Vlad 'Focus'
Em: # Todos os podcasts , Adaptações , Comicpod , Destaque


Whaaazzup galera! Sejam bem-vindos a mais uma edição do ComicPod! Neste episódio, Matheus ‘Kajima’, Vlad ‘Focus’, Felipe Morcelli, Luis Alberto, Joacélio e Delfin conversam sobre o final épico da trilogia dirigida por Christopher Nolan nos cinemas: O Cavaleiro das Trevas Ressurge!

E chamamos também nossos amigos podcasters para dar a opinião deles, portanto ouçam também as participações de Gui Branco, Mano Araújo e Caetano Neto (HCast), Flávio Vieira e Rafael Moreira (Vortex Cultural), Daniel HDR e Fabiano ‘Prof. Nerd’ Silveira (ARGcast), Luis Garavello, André Faccas e Vitor Azambuja (Quadrimcast) e Hell e Algures (Melhores do Mundo).

Atenção: contém spoilers sobre o filme!

Divisão de blocos do podcast:

  • 00:02:17 – ComicPod
  • 00:35:02 – HCast
  • 00:55:19 – Vortex Cultural
  • 01:09:35 – ARGcast
  • 01:26:23 – Quadrimcast
  • 01:49:05 – Melhores do Mundo

Podcasts relacionados:

Links:

Playlist:

  • The Dark Knight Rises Soundtrack – Hans Zimmer (2012)

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Comentários

  1. Wagner diz:

    Opa, vai ser bom! =D

  2. Cristiano Lima diz:

    Maravilha esse comicpod! E pra mim, chega em ótimo momento, pois só consegui ir ao cinema hoje! Acabei de assistir ao filme… Bora ouvir!

  3. Jéssica diz:

    Sobre o lance da Miranda Tate, eu achava que ela era a Tália, mas não tinha certeza. A confirmação veio quando ela começa a falar em energia sustentável e a salvar o mundo. Esse é o papo de sempre dos Al Ghul. O que foi mais interessante, porque a cada coisa que ela fazia, eu já sabia que havia segundas intenções.

    Tem algo que me deixou muito incomodada e em nenhuma crítica que eu li ou ouvi alguém chegou a citar: Como uma alucinação da mente doentia do Batman, informou pra ele que a criança que saiu da prisão era na verdade filha do Ra’s Al Ghul? Eu não sei se fui eu que não entendi, ou foi uma dedução com base nas informações daqueles presos que estavam ajudando ele, mas me pareceu muito forçado e estranho.

    E tiveram dois momentos vergonha alheia, que eu só não me matei rindo, porque ninguém mais na minha sessão riu: Um foi aquela morridinha ridícula da Tália, e o outro foi quando o Batman está descendo o sarrafo nos bandidos e o Blake está olhando, e daí o Blake fala que faltou um e o Batman dá um chutinho muito do capenga no bandido.

    E não foi só o Luiz Alberto que chorou da cena do Alfred se desculpando para os pais do Bruce; eu também chorei. Não tem como; a expressão no rosto do Michael Caine é de uma tristeza que não tem explicação. E eu também me emocionei na cena que o Alfred vai embora. Novamente o olhar de tristeza, decepção e cansaço do Caine ganha a cena.

    Apesar dos problemas eu adorei o filme, fechou direitinho a história do primeiro, deixou os fãs do Batman felizes (e os fãs do Batman são bem hardcore) e eu não vejo a hora de sair em DVD para eu poder assistir os três em seqüência.

    E o cast foi ótimo. Ficou realmente muito bom poder ouvir várias opiniões e diferentes pontos de vista . Parabéns gurizada!

  4. Sena diz:

    Delfin ganhando o prêmio F5 é marmelada. rsrsrs

  5. Samvi diz:

    FODA!

  6. Jos-El diz:

    É só comigo ou toda semana o feed dá problema?

  7. Paula Tejando - que joga torta na cara do Delfin. diz:

    @Delfin

    A louça esta te esperando Delfin!

  8. Guilherme Brito diz:

    Podcast espetacular! Ótima ideia juntar os podcasts amigos e fazer esse crossover! Ficou massa!

  9. alexandre diz:

    Sobre o Blake descobrir é meio simples e plausível, ele tinha o mesmo sentimento que o Bruce, ao olhar nos olhos dele ele entendeu esse sofrimento. E ai ele deduziu que o Bruce playboy era uma mascara, dai ele ligou alguns pontos e chegou no Batman

  10. janjão diz:

    Valeu pelo spoiler. Ainda não vi o filme e me colocam o ras al ghul bem na ilustrção do post!!!! Valeu mesmo….

  11. T'Charr® diz:

    Janjão, será que é spoiler mesmo?
    Assista o filme e nem se preocupe.

    Jéssica, não achei vergonha alheia as duas cenas, apenas descontraídas, um risinho de canto de boca no máximo.
    E sobre a alucinação linguaruda, lembre-se que é tudo fruto da imaginação do Bruce, ou ainda, a forma como ele, naquela situação, estava processando as informações.
    Não é que a alucinação contou pra ele.. foi a forma de reciocinar que fez ele deduzir a informação (de maneira errada, inicialmente).

    No mais, excelente filme!

  12. Sandro diz:

    É só comigo ou toda semana o feed dá problema?

    Jos-El, se aqui fosse o MdM a gente podia por a culpa em certa parte da sua anatomia pelos problemas no feed. :D

  13. ogrodafloresta diz:

    Sem querer ficar aqui de cuequinha verde, mas o tal tablet que ele, supostamente, dá um sumiço no estilo “Feira da Fruta” ficou no chão da avenida. Ele só carregou a antena (que, supostamente, tem as informações da transação).

  14. SirVinnieUltimate diz:

    As vezes eu esqueço que não dá pra comentar em outros lugares da mesma forma que se comenta no MDM.

  15. S diz:

    Belo pod! Filme foda! Vi três vezes (e uma delas em IMAX – incrível imersão!) e verei mais uma antes de sair dos cinemas.
    Alguns comentários:
    - Tinha como não se empolgar com a cena da volta do Batman, com a trilha do Zimmer e o barulho do motor do Batpod? Uma das mais legais da trilogia!
    - O Blake saber que o Bruce é o Batman dá pra explicar… durante o filme mostra que ele sempre estava atento aos detalhes, bem no estilo detetive. Fizeram ele sem os pais (Dick) e descobrindo a identidade do Bruce facilmente e admirando-o (Tim). Juntaram os 2 Robins em um personagem.
    - Depois que você fica sabendo que a Talia era a criança que saiu, dá pra ver que o tempo todo, desde que essa história surgiu na trama, o Nolan jogando isso na sua cara.
    - O tablet não sumiu, ele pegou a antena e jogou o tablet fora.
    - O Bane foi um puta vilão e, apesar de só estar seguindo ordens, conseguiu se mostrar bem frio e terrorista. Palmas pro Tom Hardy!
    - Sobre o final, todo mundo concorda que se mostrasse apenas o Alfred sorrindo seria foda, MAS, foi mostrado o Bruce para mostrar que ele estava com a Selina (que usava o colar da mãe dele) e não qualquer uma. Foi somente por isso.
    - Anne Hathaway é muito mais Mulher-Gato que a Michelle Pfeiffer, por favor! Só porque os filmes do Tim Burton marcaram a infância de muita gente, não significa que seja melhor. Os 2 filmes são muito caricatos… o Nolan fez algo real e crível, não dá pra acreditar naquela Mulher-Gato zumbi da Pfeiffer, sério. Ah, e que rabo apontado pro céu no Batpod foi aquele?
    - Minhas duas únicas críticas ao filme são:
    O erro de continuidade dos policiais saindo do tunel depois de 3 meses e estarem de cabelo cortado e barba feita. Mas, de qualquer jeito, isso não atrapalha em nada na trama;
    Porra, Nolan, grava de novo aquela mulher morrendo! Que péssima atuação! Quase estraga o climax do filme… E ela morreu pq??? O Gordon sai do caminhão de boa e ela morre pq? Podia ter entrado algum cano no peito dela, sei lá… mas enfim, essa cena dela é péssima.
    ______________________________________

    Enfim, esperarei a versão do diretor para poder ver, por exemplo, como ficou a cara do Bane e maiores detalhes da trama.

  16. Reaper diz:

    Eu ouvi até o final só por causa do Hell!HAHAHA!

  17. alexandre miranda diz:

    e olha que tem uma referencia a mulher gato sim
    na hora que o Bruce esta na batcaverna e num lance rapido
    que mostra nos computadores tem um jornal escrito na manchete
    The cat strikes, e mais uma palavra que não lembro
    se for ter o proximo filme que não conte a origem ja faz ele sendo o batman direto

  18. Krulll diz:

    Parabéns ao terra zero e a seus robins pelo ótimo podcast.
    Só faltou o nosso batmasson favorito para completar o time do vortex (que anda muito mal das pernas ultimamente).

  19. Renver diz:

    Nossa a parceria Bane e Thalia…dava um excelente prequel…

    Na vdd a Liga das Sombras do universo do Nolan poderia ser bem mais explorada em outros prequels. Ficaram muitas pontas soltas sobre a Liga das Sombras.

    Tipo eles tem Ninjas e Mercenários… e com certeza eles não tem uam só base no Himalaia. A Liga das Sombras é muito mais abrangente.

  20. Flávio diz:

    A direção agradece, Krulll.

  21. alexandre miranda diz:

    a referencia sobre a mulher gato que ta escrita no jornal na bat caverna é
    THE CAT STRIKES AGAIN

  22. Valmer diz:

    Direção? Que direção? Ou Apertem os cintos o piloto sumiu

    Sinceramente, está muito difícil acreditar que a mesma equipe de roteiristas e diretor que foi responsável por realizar o extraordinário TDK, tenha “cometido” esse cavaleiro das trevas ressurge! Até fico imaginando que desde o início da pré-produção e escolha de elenco, um bando de terroristas estivesse mantendo o tempo todo os familiares deles sob a mira de escopetas e com bombas atadas aos seus corpos, enquanto eles (roteiristas e diretor) tinham que seguir à risca todo um cronograma minucioso elaborado para detonar a conclusão da presente trilogia do Batman no cinema, certamente esse bando estaria a serviço da Marvel, assim como o serial killer lá dos EUA que atacou aquele cinema do Colorado durante a avant première, com o intuito de reduzir a frequência dos americanos nas salas de cinema para ver o filme e causar prejuízos extremos à Warner!
    Muita teoria da conspiração? Também acho, mas é tendência natural do ser humano atribuir sentido para as coisas, buscando uma explicação até mesmo para o inexplicável, é totalmente involuntário, nosso cérebro funciona assim!
    Nesse contexto, Nolan caiu vertiginosamente no conceito de excelente contador de histórias que sempre mostrou ser em vários trabalhos anteriores! Ele foi vítima da maldição que atinge quase todas as trilogias? É uma possibilidade, mesmo para mim que não sou nada supersticioso! Bom, não verifiquei com cuidado sua filmografia, mas presumo que essa seja a primeira trilogia que ele dirigiu em sua carreira e, infelizmente, fracassou no desfecho dela, como já ocorreu com diversos outros diretores de grande prestígio mundial! Não obstante, já parecia quase um consenso em meio aos fãs que não havia a menor condição de se manter o mesmo nível observado em TDK, entretanto, o CAvaleiro das TREvas RESsurge ( daqui em diante me referirei ao filme como catreres) se distancia tanto da qualidade do restante da trilogia (Batman begins também é bastante superior ao katreres) que gera esse estranhamento de imediato! Não estou no papel de detrator de última hora da obra, muito pelo contrário, quem acompanha a comunidade Batman Brasil no orkut sabe que não é de hoje que emiti diversas críticas em relação aos filmes desde Batman begins, sempre apontando escolhas equivocadas, as inconsistências existentes e, principalmente, as grosseiras quebras de formato de alguns personagens (Espantalho mauricinho com pinta de galã e Ra´s Al Ghul GiJoe, por exemplo), todavia, tais falhas em momento algum comprometeram o resultado final e o conjunto da obra, que sempre se converteu em filmes excelentes, pelo menos até aqui quando chegamos à conclusão da trilogia!
    Custei a acreditar nos boatos iniciais de que um dos vilões da última parte da trilogia seria Bane, escolha infeliz por si só, depois a escolha da esquálida senhorita (?) Hathaway para o papel de Mulher Gato prenunciavam ser os dois primeiros passos na borda do abismo, algo que se confirmou posteriormente, mais adiante vou discorrer sobre essas e as demais escolhas lamentáveis que foram feitas pelos roteiristas de catreres!
    Resumidamente, vejo que nessa última parte da trilogia Nolan se supera de fato, mas infelizmente isso ocorre nos aspectos mais negativos possíveis, ele pegou muito da mitologia do Batman juntamente com sua postura realista e simplesmente estilhaçou tudo, produzindo pedaços pontiagudos, por cima dos quais ele caminhou através de referências extraídas de uma das sagas mais sensacionais e sui generis do Batman (Terra de Ninguém), sangrando e deteriorando tudo ao seu redor, utilizando de um ritmo atabalhoado e patético como se fosse uma das correrias (filmes) de Spielberg, entretanto, sem um terço do acabamento que esse diretor sempre imprimiu em seus trabalhos, a edição do filme parece tornar todo o filme numa colcha de retalhos feita de vídeo clipes inacabados! Faltou honestidade desde o início, nas palavras do próprio diretor enquanto trabalhava na direção do filme A origem, ele mesmo afirmou que não era certeza que retornaria ao universo do Batman, que isso só aconteceria se ele tivesse uma história muito boa para contar, e ele não tinha uma boa história nas mãos, embora isso não tenha o detido! Alguns vão dizer que a história apresentada não poderia ser contada dentro de um único filme e eu seria forçado a concordar com isso, então se era inviável contar essa história adequadamente num único filme, que não fizesse merda, parasse no segundo filme, e ponto final! Entretanto, ele (Nolan) não resistiu a tentação de inserir no seu currículo mais um filme bilionário, talvez seja o único êxito (financeiro) que catreres venha a obter de fato!
    Enfim, Nolan demostrou ter o toque de Midas ao contrário nesse caso, creio que algo imperdoável, mesmo para ele que tem serviços recentes inestimáveis prestados aos fãs do Batman , na forma da realização de Batman begins e de TDK!

  23. Valmer diz:

    Mais teoria da conspiração
    Para mim ficou bem claro que “forças ocultas” (citando Jânio Quadros) atuaram nos bastidores do último capítulo da bat trilogia, pelo pouco que se pôde ver nos sets de filmagens, Nolan preparou um tipo de filme e depois não teve autonomia suficiente para fazer esse projeto prevalecer, aposto que em determinado momento ele colocou sua posição a respeito e jogou a toalha, do tipo ligou o foda-se e disse para os executivos editarem o que quiserem que ele só ia assinar a merda que saísse dalí, pois não posso admitir que ele desaprendeu de uma hora para outra como contar soberbamente uma história através da linguagem cinematográfica! Nas locações realizadas no oriente ficou bem óbvio que ele tinha se preparado para utilizar o poço de Lázaro no filme, aquele plástico colorido de crhoma key que cobriu aquele poço antigo no set de filmagens na Índia, se não me engano, não teria outra função senão introduzir um dos elementos fantásticos da mitologia do Batman no desfecho da trilogia, o que leva a crer que em determinado momento da produção do cavaleiro das trevas ressurge, Nolan percebeu que sem elementos fantásticos a história não decolaria, imagino que alguns dos figurões da Warner devem ter vetado o Poço, obrigando o Nolan a improvisar, inventando aquela prisão medieval patética e aquela tal “cura” ainda mais ridícula! Nolan já tinha decidido abrir mão do grande realismo que era a marca registrada e característica sine qua non dos dois filmes anteriores, todavia, com visíveis interferência externas, o terceiro filme se tornou um texto retalhado sem nada do acabamento primoroso que tanto apreciamos em Batman begins e TDK, o fruto de tudo isso foi uma obra totalmente mutilada, em que Nolan corrompeu a coerência que vinha mantendo ao longo dos dois outros filmes a troco de nada que fosse realmente notável enquanto sétima arte!

  24. Sérgio Jango diz:

    Estava esperando por esse podcast. Vamos ver como ficou.

  25. Ryukendo diz:

    Gente, sinceramente eu não consigo enxergar onde estão achando tanta empolgação assim.

    O filme é bom, parte técnica impecável, mas poxa, o andamento é terrível! É um monte de coisa jogada que não te prende em nada. Parece que a edição vai falando: vai filme, vai filme, corre, vamos, vamos, anda, anda, anda!

    As situações são risíveis, a motivação da volta do Batman não convence, assim como a motivação da “Mulher-Gato”. Há um excesso de resoluções que se apoiam MUITO na suspensão de descrença, uma porrada de coincidências.

    Sei lá, acho que o povo deve estar anestesiado pela sequência final, da bomba até o: E ai, firrrmeza? – do Wayne e não consegue enxergar que o filme tem muitos defeitos e que eles incomodam.

    Um adendo pro Sicas, eu acho que o Nolan colocou a personalidade de três Robins no Blake. O como já dito do Grayson, o fato de as vezes ser impulsivo e hot-head como o Todd e o fato de ser esperto a ponto de adivinhar a identidade do Batman como o Drake.

    Sinceramente, filme muito bom, aplausos e tal, mas nota 7 e olhe lá.

    Talvez o corte original, que supostamente teria quatro horas, dê uma salvada, mas por enquanto acho que a galera está na vibe de querer gostar e parece que é um pecado admitir as falhas do filme.

  26. Valmer diz:

    Escolhas trágicas ou quase
    Digamos que cronologicamente Bane talvez seja a primeira escolha trágica da equipe de Nolan para esse filme, se não vejamos: Bane é por excelência um dos personagens bucha mais supervalorizados da “nova” geração, ao lado do Silêncio/Tommy Elliot fariam uma dupla sertaneja bem curiosa e uniforme! Bane um personagem feito por encomenda à toque de caixa, sem motivações decentes, com perfil caricato e muito raso, feito apenas para protagonizar a macrossérie a queda do morcego, também hipervalorizada, e que deveria ter sido prontamente sacrificado ao final dessa mesma saga! Ele sempre foi a representação do leão de chácara vitaminado e forçadamente idealizado com cérebro de estrategista, ou seja, uma verdadeira aberração da natureza com ilusões de conquistador bárbaro (versão século XXI de Hagar o horrível sem o senso de humor). Desde que os rumores da presença dele se intensificaram, estava convicto que ele na melhor das hipóteses poderia figurar como capanga de alguém e olhe lá, agora é interessante notar que o Nolan também concordava comigo! A caracterização do personagem é fraquíssima, em particular aquela voz sonoramente amplificada para parecer um rosnado selvagem e estrondoso foi de uma inadequação tremenda, não é preciso maltratar nossos ouvidos para se obter esse tipo de efeito ameaçador, a tal máscara que nunca é retirada dá um tom trash para a coisa, que certamente orgulharia muito o próprio Zé do Caixão, e assim por diante… Nolan escolhe esse personagem para logo em seguida quebrar o formato dele completamente, nos quadrinhos embora forçadamente, ele era um conquistador com ares de imperador ou coisa que o valha, ele invade Gothan city com a ambição de ser o manda-chuva do pedaço, então Nolan de certa forma regride ele à versão vista nos filmes do Schumacher, ou seja, um capanga, com cérebro e voz dessa vez, mas ainda assim um capanga que operacionaliza os planos de outra pessoa, sendo no máximo um testa de ferro! Sempre detestei o personagem, mas ele tinha uma característica que era interessante, ele era acima de tudo implacável, quando ele confrontou o Batman foi para matá-lo e ponto, sem outro tipo de blá blá blá, ele tinha o fetiche de liquidar os adversários com as próprias mãos, então quando ele rompeu a coluna cervical do Bruce e o jogou de cima de uma marquise, não estava querendo aleijá-lo, a intenção era matar mesmo e em público, mandando um recado para toda a população da cidade que ela não tinha mais nenhum protetor, Bruce Wayne sobrevive por muito pouco, graças a intervenção imediata do Alfred com uma UTI móvel e tal! Vencer o Batman e ter a oportunidade de espancá-lo até a morte e, ao invés disso, pegar o cara e levá-lo para um confinamento há dezenas de milhares de quilômetros de lá é de uma imbecilidade tremenda, isolar a cidade planejando destruí-la daqui a cinco meses é outra coisa totalmente patética e anti-climática, atrair toda a força policial da cidade para tuneis e prendê-la lá por cinco meses, sendo que ele poderia ter liquidado todos em poucos minutos, cara um vilão implacável como o Bane jamais faria uma idiotice dessas, essas e outras abominações do roteiro mostram o grau da quebra de formato do personagem, se resumindo apenas a um capanga que gosta de quebrar pescoços e que aprendeu a falar.

    A escolha da magrela senhorita Hathaway para viver Selina Kyle (não é chamada de Mulher Gato em momento algum) também foi um triste equívoco, ela não convence no papel de uma das personagens mais sensuais da cultura pop, a personagem simplesmente não é construída durante a trama, são apenas jogadas citações da personagem que não se sustentam ao longo das horas de exibição, uma ladra de altíssimo nível que mora num cafofo na periferia (esdrúxulo), insinuação de que ela faz caridade na região onde mora, dando aos pobres o que rouba dos ricos, mas essa NÃO É a Mulher Gato e nunca será, essa anti-heroína vive muito bem com o fruto do seu “trabalho”, não se criou um vínculo sólido entre ela e Batman, alguém que comentou deve ter fugido das aulas pois não tem nenhuma “química” entre eles, não se determinou qual era a ligação dela com Bane e nem convence essa sua mudança de lado durante a história!
    Na verdade, as garotas do filme foram muito maltratadas pelas lentes de Nolan durante toda a trilogia, nesse terceiro filme não foi diferente, arrisco dizer que o cara não gosta mesmo de mulher, pois a única atriz que foi bem focalizada decentemente durante toda a trilogia foi mesmo a feiosa da Maggie que interpretou essa bucha da Rachel em TDK, no mais todas as demais são muito mal retratadas!
    Graças a esse problema na fotografia e aos quilos de enchimento que foram utilizados, certamente foi possível que a magreza de Anne Hathaway passasse desapercebida, fazer citação do visual da Mulher Gato do seriado dos anos sessenta foi outro equívoco triste, incorporar no cinema o visual atual da personagem nos quadrinhos seria algo muito mais razoável do que essa busca no fundo do baú tão anacrônica!
    No final essa “mulher gato” não é nem a sombra da personagem que Michelle Pfeiffer desenvolveu magnificamente no filme Batman o retorno e que consolidou a personagem como um ícone da cultura pop!
    Talvez o equívoco mais infeliz de todo o filme foi a condição de Bruce Wayne aleijado no início do filme, assisti TDK novamente para confirmar o que já tinha percebido, esse detalhe sinceramente traduz a falta de noção de Nolan (fase Frank Miller totalmente escrerosado), parece algo escrito por alguém que nem assistiu o filme anterior, pois ali logo no início tem um gravíssimo erro de continuidade, provavelmente o mais grosseiro de todos os tempos! Como um cara ultra bilionário vai estar aleijado após oito anos, sendo que ele dispõe de todos os recursos possíveis (ou impossíveis) da tecnologia e da medicina?
    Outro aspecto disso e o mais bizarro de todos:
    Ok, ele está aleijado devido ao tombo no final de TDK, mas isso é totalmente impossível, pois depois da queda, ele simplesmente além de levantar sozinho também sai correndo para fugir dos policiais que iriam perseguí-lo, ele não saiu andando ou cambaleando até a moto, ele correu e correu em alta velocidade! Ou seja, como uma fratura tão violenta que deixa sequelas totalmente incapacitantes OITO ANOS depois poderia permitir que ele corresse freneticamente logo após o trauma? ABSOLUTAMENTE RIDÍCULO!
    Isso é muito tosco e mais um insulto grave à obra prima que foi TDK e também ao The Dark Knight returns de Frank Miller, que marca o retorno do Batman após um grande período afastado do combate ao crime, considero que foi também outra citação infeliz dele! Por que Nolan não fez daquela maneira, seria muito mais coerente mostrar Bruce Wayne fazendo outras coisas (mesmo coisas meio suicidas para ocupar sua mente como foi mostrado na graphic novel), afastado por estar sendo procurado pela polícia e ponto, de repente a chegada do tal Bane e os crimes começando a pipocar na cidade fizessem ele não suportar e voltar à ativa, simples assim e muito mais decente!

    Outra escolha péssima de Nolan foi fazer citações de Terra de Ninguém nesse balaio de gatos que ele criou, pois corrompeu a saga mais brilhante já criada para o Batman em toda a sua trajetória, durante o filme a própria Gothan city sofre uma violenta quebra de formato, a cidade totalmente isolada do mundo exterior vira uma cidade-fantasma com todos os habitantes comuns enfurnados em casa esperando a morte vir buscá-los! Em terra de ninguém a cidade magnificamente se reinventa ao ser isolada do mundo, sem recursos mínimos como energia elétrica, gás e semi-destruída pelo terremoto, nesse contexto os cidadãos passam a se adaptar às novas condições do momento, surgem as gangues fatiando todas as áreas da cidade, inclusive os policiais que permanecem lá se tornam mais uma das gangues territoriais, ocorre um processo de medievalização muito interessante que marcou época para todos os fãs do Batman! O próprio ato Harvey Dent ultraja todo o perfil de Gothan city que sempre foi um personagem à parte no bat universo, pois admite que uma simples lei mais dura seria o suficiente para domar o crime na pior cidade do universo DC, essa escolha chega a ser constrangedora, coisa de leigo que viu Batman apenas no seriado dos anos sessenta, pois em praticamente todas as outras mídias Gothan city é um elemento bem definido e extraordinário nas histórias do homem-morcego, em cavaleiro das trevas ressurge a cidade é um mero pano de fundo sem importância alguma na trama!

  27. Valmer diz:

    (cont.) Outra quebra brutal de formato que ocorre em cavaleiro das trevas ressurge é a aparição da Talia vingadora! Novamente, por que tinha que ser a Talia? Nos quadrinhos mesmo Ra´s Al Ghul teve outras filhas que nunca foram muito exploradas, tivesse usado uma dessas obscuras herdeiras e ninguém se incomodaria com tanta distorção, ou mesmo inventasse outra filha sem problemas! Eu disse algo parecido antes quando Nolan usou Ra´s Al Ghul em Batman begins numa versão GiJoe, nada a ver, ele poderia escolher entre tantos vilões do Batman com menor visibilidade e sem um conceito tão bem consolidado como é o caso do cabeça de demônio, se não pretendia respeitar a trajetória do personagem então não pusesse a mão nele, espero que outros diretores observem com mais atenção essa regra básica para uma boa adaptação de quadrinhos!
    Insisto nesse ponto por que a Talia dos quadrinhos e de outras mídias também, sempre foi uma anti heroína, seria uma versão “nobre” de Selina Kyle somado ao componente do vínculo familiar, Batman parece ter um fraco por mulheres com uma índole bem indefinida!
    Talia sempre teve um perfil ambíguo, embora cumprisse as ordens de Ra´s Al Ghul e, dessa maneira, cometesse diversos crimes, sempre ficou nítido que não fazia isso com convicção, sempre transparecia que era uma irresistível “obrigação filial”, tanto é claro isso que em muitos momentos ela interferiu em auxílio de Batman e aliados para reduzir danos provocados pelos planos de seu pai, se mostrando sempre relutante diante de suas obrigações enquanto filha de um líder terrorista mundial! Sendo coerente com o perfil dessa personagem, Talia jamais vingaria a morte do pai, certamente a “morte de Ra´s Al Ghul” (se fosse possível, se o poço de Lázaro permitisse) seria sim um alívio para ela, não se pode conceber que a garota fosse seguir um legado que aos seus próprios olhos era tão maldito, mesmo que ultimamente alguns escritores tenham feito questão de acentuar seu lado vilanesco, isso é só um dos aspectos da personagem Talia e não é o seu lado predominante!
    Para complementar a lambança, Miranda Tate ou Talia foi muito mal desenvolvida durante todo o filme, a francesa Marion para mim foi uma das maiores decepções, se eu esperava algo de algum ator dessa vez, minha atenção estava toda voltada para sua interpretação, que soou como sofrível, para ficar num adjetivo mais ameno! Por exemplo, na sua primeira aparição durante aquela festa à fantasia sua entonação é de uma riquinha fútil e infantilóide, e o personagem não foi assim definido, no filme ela deveria ser desde o início uma empresária poderosa que estava negociando diretamente com uma das maiores empresas do mundo, a Wayne corporation, isso é muita coisa para ela ser interpretada com vozinha de Penélope, para ficar numa citação só, assisti o filme com legendas, talvez quem tiver visto a versão legendada pode ter tido uma melhor impressão dela, mas o fato é que ela não convence em momento algum, nem como Miranda Tate nem como Talia, não encontrou o tom adequado da personagem e se perdeu, Nolan não consegue nem explorar sua beleza estonteante, ela ficou muito melhor retratada nas fotos dos paparazzi que estamparam os sites de celebridades na internet!
    Na verdade, nem dá para culpar individualmente os atores no meio desse equívoco coletivo que foi cavaleiro das trevas ressurge, eles fizeram o que puderam com o material lamentável que receberam, senão vejamos: Michael Caine ultra sub aproveitado, o mesmo pode se dizer do comissário Gordon de Gary Oldman, em contrapartida, se promove a superexposição do zero à esquerda chamado policial Blake de Joseph Gordon-Levitt, com poderes dedutivos totalmente forçados e sendo um inútil do começo ao fim da trama, lógico que esse personagem foi extremamente casuísta, um mero afago nos “cuequinhas verdes” de plantão, como diria a galera do site os melhores do mundo, ele sozinho protagoniza uma das cenas mais jocosas (difícil classificar aquilo) do filme, um grande desperdício de tempo de exibição e um profundo insulto à inteligência dos fãs de todas as idades, depois eu pontuarei essas partes desprezíveis!

  28. Valmer diz:

    Elementos fantásticos, trágicos, lamentáveis, sofríveis e vergonhosos da trama

    São tantos os elementos inseridos nessa última parte da trilogia do Nolan nos cinemas que criam uma grande dificuldade para discorrer sobre todos eles, talvez eu acabe repetindo alguns pontos já citados anteriormente, mas vou tentar apresentá-los na ordem em que se apresentam na história, espero que fiquem pelo menos razoavelmente organizados, se não vejamos:
    Mulher gato? Onde? (sofrível): Descaracterização completa de Selina, o visual de agente da Shield certamente confundiu muitos espectadores que assistiram antes o filme dos Vingadores! Selina Kyle “que toma dos ricos para dar aos pobre” também é outra abordagem que não convence ninguém, rouba peças que valem milhares de dólares e mora numa espelunca, em Batman Ano um de Frank Miller Selina vivia na zona por que naquele momento ela era uma prostituta de subúrbio e não tinha grana para viver em outro lugar, assim que começou a faturar alto com seus roubos ela pegou a Holly e puxou o carro de lá, isso sim é realismo! Será que ninguém falou para o Nolan que a personagem nos quadrinhos não tem nada de irmã franciscana, que religiosa era a irmã dela? Num passe de mágica ela põe as mãos na moto do morcego e aprende a pilotá-la imediatamente, tudo bem isso é cartunesco, compreensível em função do universo em que ela deveria estar inserida, mas essa Selina “Robin Hood” não dialoga nada com nada, muito pelo contrário, por essas e outras é bem claro que a personagem foi muito mal desenvolvida e não criou um vínculo efetivo com Batman, aquela atitude de entregar Batman para o Bane não é da personagem, na trama não se encontra a fonte das motivações dela tanto para colaborar com Bane quanto para reconsiderar e lutar ao lado do morcegão, aquele tipo de traição poderia até ser de Talia (que teria, inclusive, se arrependido depois), ou seja, foi algo incoerente com o perfil dessa personagem tão clássica! Embora os enchimentos tenham sido eficientes para mascarar a magreza extrema dela, não conseguiu transmitir quase nenhuma sensualidade nas suas participações, um imenso desperdício diante da trajetória da personagem em todas as mídias, e considerando a interpretação ainda definitiva e sempre memorável de Michelle Pfeiffer como Mulher Gato!
    Talia (lamentável): A Talia vingadora do pai Ra´s Al Ghul totalmente contraditória diante do perfil da personagem, como já comentei anteriormente, mas a postura dela enquanto filha vingadora que não se vinga é ainda mais ridícula! Afinal, uma assassina fria que quer vingar o pai morto e tem o “assassino” do pai nu dormindo ao seu lado e não liquida o cara é para rir mesmo, algo de encomenda só para ganhar os adolescentes de plantão, se era para o Batman pegar alguém, Nolan deveria ter escolhido a Selina, para que isso pudesse criar um vínculo de fato entre eles, e também fazê-la hesitar um pouco no momento de entregar o Batman!
    Marion foi extremamente mal explorada pelas lentes de Nolan, sendo que ela é belíssima, e nesse aspecto toda a trilogia foi prejudicada, as poucas belas garotas que fizeram parte da trama, simplesmente não foram captadas de uma maneira a cativar o público, os atores ficaram em relevo absoluto sempre!
    A frase do filme (trágico): “Eu vou destruiu Gothan city… Daqui a cinco meses!” Cara, essa frase resume a tragédia dessa trama, isso na boca de Bane (capanga de luxo), retransmitindo as ordens de Talia, talvez seja um dos momentos mais anti-climax (broxantes) da história do cinema de ação, pois alguns parecem se esquecer que cavaleiro das trevas ressurge É ou deveria ser um filme de ação, não é um filme iraniano ambientado numa padaria, por exemplo, que seguiria um ritmo totalmente diferenciado!
    Mas sempre tem aqueles que procuram cabelo em ovo e encontram, aí dizem que isso tudo era para torturar todo mundo “esperando a morte”, o cabeça de demônio tinha a seu serviço a Liga dos assassinos (nome original) e não a Liga dos torturadores, então essa não é deve ser a conclusão da trilogia do Batman, mas o final estendido dos sebosos Jogos Mortais, com seus jogos mentais forçados ao extremo… Aliás, a Liga dos assassinos sequer aparece no filme, o os que aparecem são alguns mercenários e os bandidos que são libertados da prisão! Um assassino inteligente, frio e tão implacável quanto Bane (e Talia também, nessa versão) isolando uma cidade inteira do resto do mundo, mantendo toda força policial da cidade presa nos subterrâneos e ainda por cima alimentando os caras, Bane depois de vencer o Batman dentro dos esgotos e com a oportunidade de espancá-lo em poucos minutos até a morte, mas não, ao invés disso lhe oferece uma viagem até a Índia para ele ficar numa prisão medieval assistindo televisão, entre outras coisas!
    Francamente, tudo isso é patético demais, não se sustenta nem na rica mitologia do homem-morcego e nem na lógica interna que o filme deveria manter, essa “ideia brilhante” (ironic mode) contida nessa frase implodiu a trama de cavaleiro das trevas ressurge de ponta a ponta!
    Robin e outros pesos mortos (vergonhoso): A descartável participação inexplicável de Johnathan Crane, uma verdadeira aparição no pior sentido da palavra, afinal foi a prisão que foi destruída, por exclusão se deduz que o asilo arkhan (onde Crane estava confinado) ficou intacto, o caso de Nolan com esse ator deve ser seríssimo (a esposa dele deve ser uma dona cornélia mansa demais) para justificar sua inclusão de novo no terceiro filme e, ainda por cima, fazendo as vezes de juiz da inquisição que o bandidos estavam promovendo, essa função clássica era para ser do Duas-caras, mas o Nolan quis por que quis liquidá-lo rápido demais, antes ele tinha criticado o Burton por ter matado o Coringa, pegou a franquia e saiu matando a torto e direito todos os principais vilões do morcegão, só poupando o próprio Coringa!
    Detesto desperdício e fiquei furioso com os minutos que Nolan gastou mostrando Bruce pulando de uma pedra a outra no poço daquela tal prisão medieval, da mesma forma o desperdício de mostrar o oficial covarde da equipe do Gordon para fazer um contraponto com a coragem do (hilário) policial Blake, os incontáveis minutos para desenvolver essa forçada de barra faraônica, Gordon distribuindo promoções como quem entrega doces na noite de halloween, as deduções paranormais dele (quem disse que não tinha nenhum metahumano no filme?), tanto na descoberta da identidade secreta do Batman quanto no momento em que ele advinha que Gordon caiu na correnteza dos esgotos e também o local exato onde ele ia sair, superhipervalorizando artificialmente sua total inutilidade ao longo da trama, tudo isso só para fazer um cafuné nos cuequinhas verdes no final!
    Para fechar ainda tem o trecho “Vergonha máxima alheia” em que o Batman encarrega ele (Blake) de fazer a evacuação da cidade devido à eminente explosão do artefato nuclear, então quando menos se espera aparece o senhor Blake dentro de UM ônibus escolar amarelo que devia caber no máximo trinta e cinco crianças, para fazer a evacuação da cidade, meu rosto queima de vergonha só de pensar que eu vi algo assim num filme do Batman! Lembrando que Gothan city sempre é avaliada como sendo uma metrópole com cerca de sete milhões de habitantes, uma cena dessas é tão vergonhosa que fica até difícil de classificar, de tão piegas que ficou! Qualquer besta menos animalesca teria duas opções na trama que seriam muito menos bizonhas: Ou realmente faria uma edição menos asquerosa e mostraria um verdadeiro comboio tentando passar por aquela maldita ponte na marra, com tiroteio e tudo mais, que seria razoável naquele momento da trama, mas talvez já tivesse acabado o orçamento do filme, será que foi um blockbuster da crise? Ou então deslocaria o tal Blake para ir junto com os outros policiais tentar interceptar o caminhão com o artefato nuclear, pois o que o Gordon faz no filme não é para um senhor idoso, nem nos quadrinhos ele faz mais esse tipo de coisa, aquilo já deixou de ser um lance cartunesco para extrapolar, ainda considerando que esse idoso quase morreu pouco tempo antes, mas onde está o realismo relativo do Nolan, aquilo seria um serviço para o tal novinho Robin (Ah, nem! Passa amanhã!) Blake, que não se cansou de ser inútil o tempo todo!

  29. Kal diz:

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    Obrigado e um abraço a todos.

  30. Valmer diz:

    Star Wars e outros “excessos”(fantásticos): Sou um dos fãs que sempre acreditou que a franquia atual não poderia alijar o Batman de seus elementos ditos mais fantasiosos, que não era contraditório de maneira alguma alinhar uma abordagem relativamente realista com outro tipo de referências, sempre bati na tecla de que no terceiro filme deveria haver um poço de Lázaro e a ressurreição de Ra´s Al Ghul, entre outras coisas típicas desse universo sensacional! Percebendo que sem nenhum elemento fantástico seu cavaleiro das trevas ressurge não decolaria, Nolan inseriu vários desses itens, todavia, o fez de uma forma totalmente atabalhoada e, em muitos casos, simplesmente jogada sem o menor cuidado ou zelo, o que resultou nesse balaio de gatos que foi o encerramento da trilogia!
    Nesse aspecto podemos citar as seguintes inserções que foram manejadas de forma grosseira:
    1) A nave do Batman – Aquela aeronave é algo de outro mundo, ou alguém aqui duvida que um veículo daqueles, com o tipo de movimentação que ele faz, o armamento e a estrutura não seja terrestre, algo assim só poderia ser de origem alienígena ou construída com tecnologia muitos séculos no futuro, mas aí a aeronave surge do nada e só falta falar, junto com a moto que era um excesso plausível numa perspectiva cartunesca, mas no ponto de vista do realismo relativo de Nolan, a aeronave é um corpo totalmente estranho na trama até então, isso fica tão claro que os quinze ou vinte minutos finais de cavaleiro das trevas ressurge parecem mais um curtametragem remaker de cenas de star wars com a moto e a aeronave disparando freneticamente tasers o tempo todo, pois não parecem misseis, estão mas para os canhões fotônicos da enterprise (ou seja, tecnologia do século XXIII, no mínimo), um elemento fantástico que foi inserido de uma forma muito displicente!
    2) O exoesqueleto ou coisa parecida – É um elemento até certo ponto fantástico também, e estranho à trama que acabou sendo jogado de qualquer jeito alí, Bruce Wayne coloca o tal aparelho como se calçasse um par de meias e ponto, a partir daí ele vai se movimentar normalmente e foda-se o resto, quem não era nerd certamente ficou boiando por causa dessa má inserção, Nolan deixou o público vendo navios enquanto ele gastava um tempo absurdo desenvolvendo o bolha do policial Blake!
    3) Ghost por que não? – O elemento mais obtuso de todos enfiado no filme é o fato de Bruce Wayne conversar com um fantasma, aquele trecho é completamente sobrenatural, muito longe de ser uma alucinação, o fantasma de Ra´s Al Ghul dialoga com Bruce Wayne, um recurso ultra manjado em diversas mídias que não tem compromisso com nada real, perto disso a introdução do poço de Lázaro seria muito mais digna e ofereceria um encaixe muito mais consistente para encerrar a trilogia, atendendo aos anseios de quem é fã de toda a mitologia do morcego e, não apenas desse recorte e abordagem limitados que Nolan fez nos dois primeiros filmes, em TDKR ele nitidamente perde o controle da trama e, em particular, da noção de continuidade, criando um samba do crioulo doido muito ruim, até mesmo no aspecto técnico de uma edição até certo ponto lobotomizada!

    Conclusão

    Confesso que restou um gosto muito amargo após assistir o final da trilogia, trilogia essa que se iniciou de maneira tão brilhante e habilidosa, mas em algum ponto se perdeu completamente, seja por pressões e interferências internas ou talvez pelos próprios limites criativos da equipe envolvida, o fato é a produção do último filme resultou lamentavelmente num produto de qualidade muito inferior aos dois primeiros, mas é hora de pensar no futuro e acompanhar as movimentações para a realização do filme da Liga da Justiça, algo que só será viável com a presença do homem-morcego, ao mesmo tempo, também começar a fazer previsões de como se realizará o já anunciado reboot do Batman que deve vir logo em seguida!
    Estava pensando a respeito do pós-trilogia de Nolan, creio que eu adoraria ver uma trilogia do Batman comandada por Frank Miller, lógico que isso antes dele ter surtado completamente e feito tantas tolices como aquela coisa criminosa da continuação de The Dark Knight returns, fiquei até imaginando uma parceria do Miller com o Tarantino para levar às telonas novamente o Batman, mas aí o Frank enlouqueceu e começou a produzir lixo um atrás do outro, com pouquíssimas exceções e então se tornou totalmente improvável algo assim, pois certamente isso iria resultar num desastre de proporções bíblicas, sem dúvida!
    Agora é esperar e ver o que o futuro nos aguarda, temo que jamais teremos um batfilme com o nível extraordinário de TDK, mas se não cometerem nada parecido com Cavaleiro das Trevas Ressurge já estará de bom tamanho, pois a filmografia do Batman já está bem poluída por péssimas obras anteriores!

  31. Melhor filme do Batman EVER. Filme sensacional!

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