Multiverso ComicCon: Evento caloroso, mesmo no frio


Postado em 03/07/2012, por Morcelli
Em: Análise , Destaque , Matérias


O Terra Zero esteve na 2ª Edição da Multiverso ComicCon, convenção de quadrinhos e cultura pop que está ganhando cada vez mais espaço e notoriedade na capital sul-rio-grandense.

Organizada por um coletivo de fãs, jornalistas e promotores de eventos semelhantes em Porto Alegre, a já chamada MCC#2 contou com quase 30 convidados neste ano, além de muitos estandes e exposições para todos os gostos.

Dentre estes convidados estavam grandes nomes do mundo artístico e editorial dos quadrinhos, como Eduardo Risso, Fabiano “Oggh” Denardin, Sidney Gusman, Levi Trindade, Cris Peter, Luke Ross, Daniel HDR, Rafael Albuquerque, Renato Guedes e muios outros, entre artistas muito bem estabelecidos, gente nova e gente independente. Infelizmente uma das maiores atrações, Lourenço Mutarelli, teve um imprevisto de última hora e não pôde comparecer ao evento.

Pontos Positivos

- A equipe que organizou a MCC#2 estava bem organizada. Correndo pra lá e pra cá o tempo todo, com rádios para comunicarem-se entre si, os organizadores logo deixaram claro que estavam dando todas as suas energias para fazer o evento acontecer. E aconteceu bem.

- Houve uma grande diversidade de paineis, que variaram de entrevistas com autores emergentes e conhecidos a paineis editoriais de grande qualidade crítica e jornalística. Com discussões mais enérgicas ou bate-papos tranquilos e informativos, a produção ganhou pontos ao proporcionar atrações variadas para os presentes, que puderam acompanhar diversas discussões num local espaçoso e com ótima qualidade sonora.

- Os estandes estavam bem localizados e tinham uma boa diversidade de conteúdo. Alguns eram dedicados a artistas, outros a estúdios, a lojas etc. Tinha de tudo um pouco, mantendo vivo não apenas o comércio como também a troca de informações entre lojistas, artistas e leitores.

- O mesmo vale para as exposições (de todos os gostos possíveis), que se espalharam por várias salas e andares do Colégio e estavam muito bem sinalizadas para os presentes saberem pra onde ir.

Pontos Negativos

- O Colégio Marista-São Pedro pareceu pequeno. Com um público confirmado de mais de 3500 pessoas nos dois dias, é hora da organização começar a procurar um espaço maior para melhorar a circulação dos presentes.

- Infelizmente, mais uma vez, nenhuma editora se fez presente. Ainda que isso não seja culpa da organização, a falta de comunicação entre editoras e seus consumidores finais é uma irreponsável (e muito comum) prática no circuito de convenções nacionais. Quando os olhos delas irão se abrir? [Retificação feita em 04/07]Como a própria organização manifestou na área de comentários desta matéria, havia sim editoras no evento, oferecendo seus produtos e falando com seus fãs/consumidores. Que esta atitude louvável sirva de exemplo para que, finalmente, se crie uma cultura de presença da maior quantidade possível de editoras em futuros eventos.

- O curto espaço entre palestras não causou tanta renovação de público, principalmente pela semelhança temática entre algumas delas. Sem dúvida é muito bom ver que o público está interessado em todo tipo de coisa, sem preconceito nenhum, porém é importante haver um respiro legal para que todos possam passar pelas atrações sem desespero.

- A área de Sessão de Autógrafos dividia espaço com os estandes, provocando congestionamentos complicados entre os presentes. Às vezes, como na sessão de Eduardo Risso, por exemplo, ficava muito difícil pro fã conseguir andar ou ficar na fila dos autógrafos sem ser trombado o tempo todo.

Considerações Finais

A Multiverso Comic-Con provou ser um dos mais importantes eventos de quadrinhos do país em sua segunda edição. A capital gaúcha mostrou que tem força pra se sustentar com cada vez mais público, mostrando aos presentes (que vinham de várias partes do Brasil) estrutura e qualidade.

Já pensando em 2013, a organização está de parabéns, fazendo com que os fãs gaúchos só possam comemorar. Se conseguir consertar alguns dos problemas que tiveram neste ano, a Multiverso Comic-Con entrará de vez para o circuito de convenções como parada obrigatória.

O Terra Zero espera poder prestigiar a já ansiosamente aguardada 3ª edição da MCC no ano que vem. E aguardem, pois mais material do evento está por vir nos próximos dias, já que graças ao Algures do MDM e ao Fabiano “Professor Nerd” do ARGCast, o T0 conversou com muita gente legal por lá.

Fiquem ligados!


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Comentários

  1. Nunca tinha ido antes a um evento de HQs, e gostei bastante do Multiverso Comic-Con. Concordo com todos os pontos citados e complemento:

    Pra mim, o 2º dia (o dia da DC) foi o melhor.

    Levi Trindade tirou muitas dúvidas, sendo franco e sem tentar enrolar, assim como o público que o questionou, perguntando (até insistentemente) sobre scans e HQs digitais no Brasil.

    Sidney Gusman roubou a cena, tanto no seu próprio painel, como no do Batman, que me pareceu ter sido o mais curto. É engraçado que um único personagem (ou filme, no caso) tenha tanto a ser discutido, mais que todo os universos Marvel e DC.

  2. Evilbiel diz:

    e pra quem quiser Curtir! no Domingo do Multiverso ComicCOn rolou uma Adaptação Teatral do clássico HQ do Batman: A Piada Mortal. Pra quem quiser conferir:
    http://www.youtube.com/watch?v=fhXlBgKrfZY

  3. Fico muito feliz com a resenha e certamente iremos refletir sobre todos os pontos citados como negativos. No entanto, tenho que fazer uma ressalva justamente sobre o ponto negativo que não toca diretamente a organização. Tanto a editora Jambô quanto a Balão Editorial estavam presentes. A Jambô com estande próprio e a Balão dividindo espaço com Estevão Ribeiro e Carlos Ruas no Um Estande Qualquer. E a Panini cedeu todas as premiações de nossos concursos cosplay, além de ter entrado como apoiadora na parte de mídia.

  4. Sou do interior do RS, só consegui ir no sábado e mesmo assim achei foda… só os horários das palestras estavam meio rápido demais. E como do ano passado achei o mediador do evento sem carisma e as vezes dava algumas informações erradas ou se intrometia na conversa do convidado.

    Olha, não quero puxar o saco do careca-de-ócules-nerd-feio que é o Morcelli, mas ele foi o melhor mediador de sábado dos paineis. E no painel de filmes da Marvel aquele gordinho que representava o cinema foi um tanto que vergonha alheia, esse ano e ano passado quando debateram o filme do Lanterna Verde.

    Ponto positivo foi poder conversar com artistas e alguns editores da Panini como se fosse algum normal sem ser fanboy. Muito gente fina o Levi Trindade, com quem conversei alguns minutos na fila de autográfo do Vitor Cafaggi.

    O melhor desse ano foi os quadrinhos independentes. Pessoas de renome do país estavam lá, senti um pouco daquele ar que deve ser a FIQ. No arguardo da MCC RS 3.

  5. Capitão Chátomo diz:

    Se a maioria dos leitores desse e de outros sites do gênero vivem criticando a Panini, por que vocês fazem tanta questão do aval dela pra esses eventinhos? E tem outra: sabe-se que boa parte desses leitores baixa scan ilegal, portanto, que diferença faz a presença da Panini?

  6. Independente da prática de baixar scans, quadrinhos de editoras venderam muito bem no evento. Por isso, é importante que elas estejam presentes, seja com estande ou de alguma outra forma.

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