[o artigo abaixo contém spoilers]
Quando a DC Comics investiu no universo de First Wave, o movimento criado para dar destaque aos velhos heróis pulp Spirit, Doc Savage e muitos outros teve seu destaque inicial, mas logo fadou ao esquecimento graças ao pouco interesse do leitor. Doc Savage, uma série que tinha textos e capas de ninguém menos que o aclamado J.G. Jones, acabou cancelada na edição #17 não só por baixas vendas, mas também porque o DC Relaunch aconteceu e nenhum herói pulp foi perdoado no machado da DC.
Curiosamente, esta revista de despedida deixava um “Continua…” em sua última página. O que pouca gente percebeu, é que Jones foi contratado para um arco de 6 partes, tendo ele se iniciado na edição #13. Ou seja, faltava um pedaço da história. Agora, quase 1 ano depois do término do título, a editora disponibilizou a 18ª edição nas plataformas digitais a US$ 0,99.
Numa iniciativa extremamente duvidosa, a editora não divulgou o lançamento do título em nenhum de seus veículos e nem na imprensa, assim como o próprio JG Jones (atualmente fazendo Before Watchmen: Comedian) parece não ter se importado muito. Bom para os fãs, que ao menos verão o fim da história. Mas ruim para a editora, que não teve iniciativa nenhuma para divulgar um produto novo.
Tags: Doc Savage, First Wave, JG Jones, reboot




Você leu, Morcelli? Não valeria ao menos um encadernado?
Gastaram todo o dinheiro do marketing em Before Watchmen e largaram todo o resto de mão…
First Wave
Eu li as primeiras revista algum tempo atrás. A arte e a diagramação das páginas era incrível e a condução da narrativa ainda é referência pra mim, mas isso no primeiro número… Se você procura as edições avançadas vê uma queda muito grande na qualidade, alguns quadros são deprimentes, sequências confusas.
Arte da capa
Sobre a arte do J.G. Jones, elas não tinham nada a ver com o clima da história… Passava uma fotografia, um estilo bem diferente do conteúdo da HQ. O que quero dizer é que o público que gostasse do estilo de arte da capa, estranhariam a arte interna e vice versa.
Comparações
Eu me lembro de quando os games faziam artes incríveis nas capas que não refletiam em nada o que o game realmente era.
pesquisem Space Invaders 90:
vejam a capa: http://cdn0.spong.com/pack/s/p/spaceinvad189040l/_-Space-Invaders-90-Sega-Megadrive-_.jpg
O mesmo acontecia com os filmes pesquisem o ataques dos tomates assassinos, dos vermes malditos e muitos outros.
Hoje se um game ou filme vende uma ideia na capa que não representa o que o produto realmente é, causa revolta, essas coisas ficaram no passado.
Até mesmo se um filme vende uma ideia com um título que não representa a história, que dá a entender ser de um gênero completamente diferente, causa rejeição do público.
Pesquisem “Namorados para sempre” (Blue Valentine) vendido no Brasil como um filme romântico, até como comédia romântica, passou no dia dos namorados e se trata de um drama super depressivo sobre separação… Era obvio que tinha que dar errado.
Quem quiser criticar os mangás tem todo o direito, mas quem compra uma revista lá tem pleno conhecimento do gênero e do estilo de desenho que será usado por toda a série e não só nas primeiras revistas.
Todo mundo já aprendeu como fidelizar o público, tratá-lo com respeito… Mas o mercado americano continua a fazer o que já está na pré história em todas as mídias…