Superman: Pérez abre o jogo sobre escrever o herói


Postado em 25/06/2012, por Morcelli
Em: Destaque , Editorial , Especiais


Estava demorando para que mais algum profissional da DC Comics resolvesse atacar a nova política interna da editora. Desta vez, no entanto, não foi nenhum novato, mas sim um dos mais importantes nomes dos quadrinhos americanos de todos os tempos: George Pérez.

Em recente comemoração da Superman Celebration nos Estados Unidos, o famoso artista esteve presente para palestrar sobre sua carreira e trabalhos mais recentes. Quando perguntado sobre as maiores dificuldades editoriais que já enfrentou, Pérez afirmou veementemente que seu trabalho mais recente com o Superman foi o mais afetado, arrancando aplausos dos presentes.

Segundo ele, é natural que haja dedos editoriais quando necessário. Porém, no caso de suas 6 primeiras edições escrevendo o Superman para os Novos 52, a linha editorial saiu do controle, alterando sua história muito drasticamente. “Ninguém mais sabia o que estava acontecendo. As pessoas prometiam coisas, depois não cumpriam, desfaziam coisas combinadas e as informações estavam perdidas“, afirmou.

Eu não sabia que meu Superman, no presente, era 5 anos depois do que Grant [Morrison] estava escrevendo. Na verdade, ninguém me falou que Grant escreveria o herói em Action Comics, assim também como ele mesmo não passava algumas informações aos editores sobre a linha que seguiria com o personagem“, desabafou Pérez. “As coisas foram ficando insustentáveis. Foi quando percebi que não era culpa de Dan [DiDio] também, pois a última palavra não era mais dele. Muitas pessoas estavam tomando decisões, brigando entre si e se contradizendo”.

Quem gostou do primeiro arco do Superman, só posso agradecer de verdade. Quando entreguei meu roteiro todo à DC, deixei claro que podiam alterar, mas seria culpa deles e eu nem queria saber o que fora alterado”, continuou o autor. “Foi completamente diferente quando escrevi a Mulher-Maravilha. Naquela época tive uma editora que segurou a onda pra mim e a editora me deu 1 ano inteiro para definir a personagem com calma”, relembrou Pérez.

“Eles queriam que eu fizesse de novo o que fiz com ela, mas não tinha como, estamos em outra época. Tempos depois Keith [Giffen] ligou pra mim pra saber se eu estava sendo demitido do Superman e se não tinha problema pra mim vê-lo assumindo o título. Adoro Keith, nos conhecemos desde que começamos na indústria, e eu disse que simplesmente não aguentava mais o Superman”, falou com tristeza o autor.

Apesar de tudo que foi (e ainda será) dito sobre a atual política criativa que tomou conta da DC, ter um julgamento final baseado em apenas um dos lados da história seria faltar com a justiça. A DC está numa política de silêncio muito estranha desde o Relaunch, impedindo inclusive que seus talentos sejam entrevistados por alguns sites. O Terra Zero aproveita pra revelar que já foi impedido de conversar com um escritor da editora – mesmo que ele quisesse falar com o site.

Outro tópico que merece um destaque importante é o desencontro de informações com Grant Morrison. Alguns sites levantaram (sem provas concretas, vale ressaltar) que o autor foi contra o Relaunch, assim como Geoff Johns e outros nomes de alto calibre. Na teoria destes jornalistas, Morrison teria assumido Action Comics como um “presente de compensação” da editora, que pela primeira vez desde o início dos anos 2000 se viu no medo de perder um de seus principais escritores para a concorrência.

Há poucas semanas, o Bleeding Cool afirmou que Morrison só está agindo com tamanha liberdade lá dentro devido ao medo da DC de perdê-lo. Recentemente, em Batman Incorporated, o autor simplesmente ignorou alguns detalhes do Relaunch e fez valer sua vontade e sapiência cronológica.


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Comentários

  1. waldez diz:

    ‘tá explicado o p dessa revista ser tão ruim.

  2. Zoom diz:

    Eu já tinha ouvido falar dessa caixa-preta editorial da DC antes, e o que Pérez fala tem bastante lógica. Qualquer um pode notar que Grant Morrison faz um Superman só dele e Action Comics funciona como um projeto completamente independente da outra revista do herói, ele não divide estas informações mesmo. Ainda assim, com todo esse problema das interferências e toda esse desrespeito que a gente conhece bem, desde o início achei que Pérez não tinha sido uma boa escolha para escrever o personagem. O acho um ilustrador excepcional, ninguém desenha heróis como ele, gosto bastante de seu trabalho com a Mulher Maravilha…mas o que vimos em Superman foi realmente equivocado. Pérez construiu sua trama em cima de uma narrativa repleta de paineis diálogos e recordatórios que podia ter uma grande funcionalidade a vite e tantos anos atrás mas não hoje. Entendo, respeito e acredito em suas queixas, mas seu arco era realmente fraco e ponto final.

  3. Jax - Ur diz:

    Ok, Ok…E seis meses depois Keith Giffen e Dan Jurgens estão se despedindo de Superman também. Quais serão as justificativas dos dois nessa? Sei lá, não sou advogado de nenhum tirano da alta cúpula da DC, sabemos que essas denuncias são muito fundamentadas e é claro que muita coisa no Relaucnh foi feita “nas coxas”, mas acho que a pior lambança foi colocar escritores medianos para roteirizar grandes personagens. E nisso, infelizmente inclui o Pérez ( que não escreve nada desde os anos 90 ). Sinceramente, não acho que os bedelhos editoriais tornem uma grande ideia para uma história ficar muito ruim. No mínimo ela JÁ nasce mediana. Não adianta unilateralizar, problema está nos dois extremos da ferradura.

  4. S diz:

    Concordo com o Jax – Ur. Os roteiros, no minimo, já sabem medianos para poderem se tornar lastimáveis quando editores metem o dedo.
    O Superman não é um personagem fácil de escrever e isso todos sabem. Fazer qualquer coisa pra cumprir tabela mensal o torna tão chato quanto a maioria já acha.
    É mais “fácil” fazer uma história fechada e com total liberdade (All Star) e desenvolver novos conceitos a partir do zero (Action Comics) do que contar uma história que depende das de outra pessoa.
    Agora, Pérez? Por favor! A arte do cara é datada! Me da raiva ver esse personagens que parecem bonecos. E pelo jeito os roteiros não são tudo isso também… pode doar pra Marvel que não faz falta.
    Acredito que a partir de setembro a nova equipe do Superman possa dar uma boa reviravolta! Porque essa de agora… dá tristeza até de lembrar.

  5. James diz:

    Essa é só mais uma prova de como o editorial da DC está uma completa bagunça. E apesar do sucesso comercial, eu ainda acho que o Relaunch é simplesmente o atestado máximo de desrespeito com os leitores e com a maioria dos personagens.

  6. King Moby diz:

    Perez desenha muito!! Longa vida a ele!!!

  7. ogrodafloresta diz:

    Só tive o “desprazer” de ler a primeira edição do Superman do Perez, nem quis perder tempo com o resto. Clark Kent com cara de Harry Potter é foda!

    E a pergunta que não quer calar: ALGUÉM AÍ, DE VERDADE, LIGA PRA CRONOLOGIA?

    Não seria mais importante termos boas histórias, não importando se Action Comics casa com Superman que casa do Liga da Justiça?

  8. Monitor diz:

    @ogrodafloresta
    Um dos motivos dos mangas se darem tão bem no gosto popular é a sequência cronológica. As coleções de histórias têm começo, meio e fim. Quando o título retorna não é jogado fora o que já foi feito. Você não lê, digamos, o Seya encontrar Athena morta em uma edição, na outra ela estar viva, na seguinte ela se revelar uma vilã etc, e tudo sem sentido. Nos comics não deveria ser diferente. Já pensou você comprar a ediçãos eguinte do Batman e na trama ser dito que o Coringa explodiu Gotham, mas ninguém nunca leu isso? Para esta péripecias que se criem novos elseworlds.

  9. Ernest E. Earnest diz:

    Discordo que o Superman chato e nem que o Pérez é um artista datado. Para mim ele é um fodão e talvez a revista tivesse sido mais espetacular e tido vida longa se ele apenas a desenhasse. Essa história de que o personagem não é fácil só evidencia a incompetência de quem pretende escrevê-lo e não consegue por encará-lo como um mito. O grande segredo é encará-lo despretenciosamente como fez Joe Kelly no início dos 2000 ( todo mundo adora citar “olho por olho” como uma grande história do Kelly, mas ele tem um punhado de excelentes histórias publicadas na mesma toada). Poucos devem se lembrar, mas Pérez tem uma passagem mediana como roteirista do Superman nos anos 1990 e sua escolha como roteirista foi realmente um erro de avaliação da DC. Sou fã do cara, ele é um medalhão do mercado e não precisa provar nada pra ninguém, mas como ele mesmo disse no desabafo, se a ideia era fazer algo como ele fez na Mulher Maravilha, o tempo passou e o raio nunca mais caiu no mesmo lugar.

  10. Immortus diz:

    Bom, vou confessar que estou esperançoso pelo que vem a partir de setembro, será que dessa vez a coisa engrena? Dêem uma sacada:
    http://media.comicvine.com/uploads/10/105270/2408971-superman-0-rocafort-promo_02_super.jpg

  11. James diz:

    A impressão que tive logo que a DC divulgou as equipes criativas dos Novos 52 já foi um grande “WTF?”. Desde o início, já estava claro pra mim que muita decisão foi feita de qualquer jeito e que houve pouquissímo planejamento. A maior prova disso foi exatamente o tanto de equipes-criativas que mudaram, como as de Green-Arrow, Stormwatch, Savage Hawkman, Batman: TDK, etc. O editorial da DC tem a mesma sutileza e eficiência de um caminhão desgovernado numa rua movimentada.

  12. Fábio Roberto da Silva diz:

    Isso acontece em todas as editoras.Não é descupa para escrever uma aventura ruim.

  13. Leo diz:

    pra que esse reboot, ret-con ou sei lá o que ocorrese de forma maneira, era pra ter feito na Crise Final e não numa saga mediana como FlashPoint. Certo que CF ficou mediano em suas edições finais, mas estava ali a verdadeira semente da mudança. A Warner borrou as calças de medo não fez, viu a insastifação dos fãs e criou Flashpoint nas coxas sem ao menos limpar a merda que tava nas calças. Apesar de eu gostar de uns 70% do que tah rolando no news52, essa cagada me revolta. E agora os SuperEgos dos roteristas, que deram um tapa na cara da Warner, mais do que provando que o reboot era necessário, estão se achando a ultima bolacha do biscoito e estão perdendo a coesão das histórias. A LJ parece ter membros de outro universo, as personalides dos hérois não condizem com os das suas revistas, o super tinha esse problema em sua própria linha e etc… tah na hora da dc abrir o olho pra não perder a mão

  14. Xian diz:

    O reboot foi ruim? Não, mesmo nos meus 23 anos de quadrinhos, com mais de 10 mil revistas em casa. Não consigo considerar essa mudança de todo ruim. Estavamos com personagens com anos de historia e não concordando com o tempo atual. Essa mudança rejuveneceu alguns personagens. O que não concordo e a cagada que fizeram em não rebotar o Lanterna e o batman. Com isso criou varias incoerencias cronologicas, ficaram com medo de mudar eles tbm.

  15. Sandro diz:

    Essa política da DC não é novidade e já deixou muito autor puto. Dão muita liberdade aos carros-chefe, às estrelas, e podam todo o resto; fazem escolhas ruins e depois culpam os roteiristas. Se Pérez (ou Jurgens, Levitz, Giffen, quem seja) é datado e seu estilo já não serve pra certo personagem ou pras direções que a editora deseja tomar, a culpa é única e exclusiva da ediora por escolhê-los. Se não estão dispostos a deixar o pessoal trabalhar da forma como sabem, é melhor deixá-los de fora.
    - – - – -
    Quanto ao deus da maioria aqui, Morrison não escreve nada que preste desde Crise Final (e de acordo com a staff do site a obra também sofreu nas mãos do editorial). O Superman dele é uma afronta e o Batman virou um festival de bobagens (que aparentemente perduraram após o reboot).

  16. Rodz diz:

    Vamos zerar a cronologia eles disseram, vai ser divertido eles disseram

  17. Guy diz:

    Bom, acho que todos já explanaram bem a situação e o consenso é de que as desculpas de George Pérez não colaram. Mas tem aquele negócio… ter Grant Morrison escrevendo a revista principal do Super e chamando todas as atenções não deve ser mole pro roteirista da revista “secundária”. Ou ele mostra algo que esteja minimamente no mesmo patamar ou será execrado pela crítica. Ao contrário da ( única ) opinião dada acima acima, o superman de Grant Morrison é espetacular, a revista é ors con cour super bem avaliada pela crítica e tudo mais que já estamos carecas de saber.Imagina só a pressão que deve ser, escrever o superman, tentar não ser mediano… e pior, saber que tudo será comparado ao que Morrison faz.

  18. aloisio costa de jesus diz:

    li todo o material do reboot que esta saindo pela panini e digo uma coisa bicho é lixo total ,só se salva a mulher maravilha do azzarello e o batman do snyder ,o resto só serve para papel higienico ,dito isto ,leitores mais piolho velho saca que tudo isto é coisa de editores ,nada tem de criativo por parte dos artistas envolvidos me admira que este monte de porcaria esteje vendendo bem ,perez não é bom escritor é verdade mas 90% que cuida deste material tambem não é ,grant morrison é um ótimo escritor ,mas precisa de um editor de pulso para render boas historias ,só estou lendo este material por que sou lojista ,de outra forma meu tutuzinho ficaria longe destas tranqueiras ,voces podem achar que sou um mala chato ,mas a verdade é que sempre gostei da dc ,minha prateleira é abarrotada de de bons materiais da editora que nunca teve uma fase tão ruim como esta .

  19. Carlão diz:

    “O Terra Zero aproveita pra revelar que já foi impedido de conversar com um escritor da editora – mesmo que ele quisesse falar com o site.”
    .
    Isso que dá se envolver com o MdM.

  20. ogrodafloresta diz:

    @Monitor

    Cara, o mangá tem uma estrutura semelhante à da literatura: início, meio, fim, tratado como uma obra completa. E, na maioria dos casos, aquele personagem aparece só em uma publicação.

    Os quadrinhos mainstream, na sua maioria:
    1) Não possuem um fim programado
    2) Tem personagens populares como protagonistas em diversas revistas. Quantas o Batman/Bruce Wayne tem hoje, mesmo?

    Só com um planejamento muito bem feito por parte da editoria e uma coordenação afinada entre os escritores para que algo assim, tão propenso à bagunça possa, algum dia, dar realmente certo.

    Eu prefiro boas histórias, histórias relevantes, independentes ou não de cronologia. Legends of the Dark Knight era um caso desses, All Star Superman, outro.

  21. É, não é fácil trabalhar assim, nem ter um título secundário , sendo que o principal é escrito por ninguém menos que o Morrison, fora que apesar de amar a arte do Perez, ele como roteirista é mediano quando sozinho.

  22. Monitor diz:

    @ogrodafloresta
    Vai de gosto né? Grandes Astros Superman não se passou na continuidade normal (e apesar de não possuir nenhum rótulo na capa de “Elseworld”, podemos interpretá-lo como tal), aí vai de encontro a minha opinião. Agora querer que todos os 52 títulos de agora, ou de antes do relaunch, seguissem essa fórmula não daria certo. Claro que queremos boas histórias, mas não dá prá fazê-las respeitando a cronologia? Morrison, Johns, Gaiman, Alan Moore, James Robinson e tantos outros dizem que sim, aliás as melhores histórias publicadas antes do relaunch usaram da cronologia e até nos tempos atuais com a Corte das Corujas.
    Legends of Dark Knight era legal, mas mesmo nela houve publicações que citavam uma cronologia, basta ver as sagas do morcego que também a envolviam. Abraços.

  23. Immortus diz:

    @monitor, sem falar que All Star Superman, apesar de estar fora da cronologia oficial da DC, sua concepção só foi possível pela inspiração, releituras e adaptação de várias cronologias do Superman. Morrison deita e rola com elementos da era de prata e atuais do persongem

  24. Clark Cunt diz:

    Tinha de ser um peido véio reclamando da mudança! Depois, não consegue trampo e fica por aí, desenhando pra Zenescope ou outra editorazinha de pátio escolar!
    Mas, que foi sacanagem fazerem isso com ele, isso foi!

  25. Fake do Bugman diz:

    Perez desenha muito!! Longa vida a ele!!! [2]

    Já a do Liefeld, nem tão longa assim…

  26. jimmy diz:

    Acho que tem uma galera aqui que tá confundindo alho com bugalhos! Não é a competência de Pérez como desenhista que está em discussão. George Pérez é um MESTRE. É um orgulho saber que esse cara ainda está entre nós e em plena atividade. LJA X Vingadores, Legião dos tres mundos, The new Teen Titans…só citando coisas recentes, são OBRAS PRIMAS. Se ele escreveu algo mediano, paciência, acontece nas melhores familias…mas vamos ter RESPEITO ao GÊNIO George Pérez!

  27. tigor diz:

    Concordo, @Jimmy! Essa galera perdeu mesmo a noção, estamos falando de uma lenda viva! De tanto malhar o Liefeld e o Philip Tan, parece que esse povo acha que tudo vai pro mesmo saco!

  28. Gilmar Enoque diz:

    Chega a dar raiva esta divinização de Morrison por parte de muitos leitores, que acabam com isso subestimando talentos como Perez.
    Morrison é muito bom, mas está longe de ser um gênio como pregam, e possui seus altos e baixos. Seus Novos X-Men e seu trabalho na Liga foram apenas medianos, assim como sua fase atual em Action Comics que tb esta superestimada, isso sem levar em conta que ele está cagando para o restante da cronologia DC.
    Para mim ele sempre será uma imitação do verdadeiro gênio (Alan Moore).

  29. Amendocrem diz:

    @Gilmar vc falou muita besteira aí, mermão. Sugiro que leia a obra de Morrison ( Invisíveis, Doom Patrol, wE3, Arkhan Asylum, Sete Soldados d Vitória, All Star Superman, HOMEM ANIMAL!!!! ) antes de falar m@#$%. Tá ficando doido, cara?!?! Dizer que a Liga essencial de Morrison é mediana é pra matar o guarda, né?! Desculpaí, fera mas essa sua opinião é totalmente equivocada. Se você não gosta do autor tudo bem, mas não detrate o que é de qualidade irretocávelAcho que de uma certa amneira os novos leitores ( como vc deve ser ) não têm a medida do que é uma boa Hq de super-heróis. O trabalho de Pérez como roteirista sempre foi burocratico, ele começou colaborando com Marv Wolfman ainda nos Titãs e teve um ápice de competência com A MM ( ainda assim auxiliado no começo por Len Wein e Greg Potter ). Não estamos dizendo que ele não saiba escrever, mas muita gente já sabia que ia dar nisso, como já citaram anteriormente, o próprio Pérez tem uma passagem muito insossa pelo mesmo Superman na década de 90. Agora reveja seus conceitos e preconceitos tanto George Pérez quanto Grant Morrison merecem respeito pelo fantástico legado que estão deixando a todos os fãs de Hqs. Dois gênios que não precisam provar nada a ninguém, e assunto encerrado.

  30. Kem-L diz:

    Falou tudo @Amendocrem! Pô, galera, vamos ter respeito pelos criadores! Morrison é o que é pelo seu mérito, Pérez também! Os dois são geniais naquilo que sabem fazer. Morrison por ser o escritor mais louco e criativo de todos e Pérez por ser o desenhista mais barroco e detalhista das Hqs. Morrison começou desenhando mas descobriu que seu negocio era ter a pena nas mãos…ele sabe desenhar mas nunca vai ser um Pérez, assim como Pérez nunca será um Morrison, um Snyder etc. Cada tem que ser gênio na sua praia e o resto é choradeira, e assunto encerrado que isso já tá chato pra caralho.

  31. Sandro diz:

    “e assunto encerrado”, “e ponto final”… OK, então… Morcelli, feche o blog, os distintos cavalheiros acima decretarm o fim do debate. É cada uma que aparece…!
    ¬¬’

  32. Clark Cunt diz:

    Eu vou falar mal de quem eu quiser, e se não gostarem, podem sentar em dois anzóis e puxarem pra fora até se rasgarem ao meio, pra passar a raiva! George Pérez É PEIDO VÉIO sim, e o Morrison é hype de fanboy metido à intelectual! E mesmo assim os dois são talentosos, e daí? Minha opinião não muda os fatos, e declaro o assunto REABERTO!

  33. aloisio costa de jesus diz:

    bwhahahahahahahahaha,estes caras precisam arrumar uma namorada

  34. Amendocrem diz:

    Ao @Clark Cunt e ao resmungador profissional @Sandro, se os dois tivessem se prestado ao trabalho de LER e INTERPRETAR o que escrevi, certamente notariam que o termo “assunto encerrado” foi usado pra destacar que os dois artistas citados são genios e fim de papo, não cabe a ninguém e nem esse é o tema do debate julgar a competêcia publica e notóroria de dois caras que estão na ativa a tres décadas produzindo quadrinhos de qualidade. Realmente é foda eu ter que vir aqui me explicar pra dois marmanjos alfabetizados que não sabem ler um artigo. Seria bom os dois voltarem ao banquinho da escola ou fazerem um curso relâmpago de LEITURA interpretativa…ou como disse o caro acima, arrumem uma namorada e evitem de ficar procurando conspirações antidemocráticas no fórum. realmente… É CADA UM QUE ME APARECE….

  35. Clark Cunt diz:

    E nem eu pedi explicações! Eu sei o que eu li. E foda-se.

  36. aloisio costa de jesus diz:

    bwhahahahahahahahahh,ainda acho que uma xotinha ta fazendo muita falta para a galera

  37. Kem-L diz:

    Parabéns, @Clark Cunt! Quanta “eloquencia”! O analfabetismo funcional é mesmo uma praga nesse país.

  38. ogrodafloresta diz:

    @Immortus
    Cara, na moral, pensa bem no que você escreveu: estamos falando de uma cronologia única, da falta de necessidade dela, e você defende All Star Superman usando o termo “várias cronologias”. Pode até ser adequado, mas não seria melhor “várias narrativas”? Ou “várias histórias”?

    @Monitor
    Tudo isso é muito bonito, mas repito: funcionaria melhor se não tivéssemos o mesmo personagem sendo protagonista em múltiplas histórias ou o pulso da editora fosse mais firme pra dizer o que cada um pode ou não fazer.

    Todos já ouvimos falar o quanto essa última opção é problemática, já que ela limita o pensamento e a criatividade de alguns escritores. Não foi o que aconteceu com o Dwayne McDuffy na sua passagem pela Liga, um monte de personagens que eram proibídos de serem usados?

    Todo mundo fala que o que afasta os novos leitores das HQs é o pré-requisito de saber anos e anos de cronologia pra poder entender uma história.

    Será mesmo? Todo mundo conhecia todas as referências que o Morrison utilizou em Batman: RIP? Ou em All Star Superman? Alguém deixou de achar a revista foda porque não conheciam as histórias da Era de Prata?

    Elementos da cronologia NÃO DEVEM SERVIR DE MULETA PRA SE ESCREVER UMA HISTÓRIA. Os bons escritores já provaram que conseguem usá-los sem precisar transformar o leitor num historiador de quadrinhos.

  39. Immortus diz:

    @ogrodafloresta, entendo seu raciocínio, mas oque eu quis colocar com esse comentário é a importância da cronologia e que ela não deve ser desprezada quando falamos desse tipo de Hq. Histórias como as de all star superman ou até a classica ” oque aconteceu ao homem de aço” só foram possíveis graças à essas cronologias, tanto uma quanto outra prestam homenagens à estes tempos cronológicos.

  40. Otacilio diz:

    A unica coisa boa desse Reboot ainda não descobrir… Nada do que foi feito precisava dele. E o que realmente mudou é que agora todos os personagens tem uniforme ridículos e historias bem ruins. E o Aquaman e Stormwatch que ficaram legais nunca necessitaram de Reboot para serem o que estão sendo.

  41. Monitor diz:

    Nosso diálogo começou com sua frase: “E a pergunta que não quer calar: ALGUÉM AÍ, DE VERDADE, LIGA PRA CRONOLOGIA? Não seria mais importante termos boas histórias, não importando se Action Comics casa com Superman que casa do Liga da Justiça?” E aí seguiu minhas respostas, as suas em seguida, normal. Só que estou percebendo que estamos nos dispersando um pouco e não deixando claro as pontas, então vamos lá. Vou dar como exemplo os jogos de RPG, onde vemos diversos tipos de jogadores. Temos os roleplayers – que curtem mais a interpretação -, temos os hack´n slash – que curtem mais os combates -, os historiadores – que curtem mais o clima, a história, ambientação -, e outros tipos. Em outras mídias, gêneros textuais etc, vemos que isso também procede. Não existe uma regra certa para se gostar de algo. Cronologia não deve ser muleta, mas também se for usada como elemento na história não será necessariamente uma aula chata de arqueologia (olha as histórias da SJA do Johns). Mas claro que temos vários tipos de leitores, de fases em nossas vidas ou conceitos que gostamos ou não. Não tem fórmula pronta. Olha a Marvel aí, ela não fez reboot. Sua cronologia segue a mesma dos anos 60 e tem muitos leitores (gringos e brasileiros) que adoram seu material. E assim como a cronologia pode ser uma barreira para uns, transforma-se em curiosidade para outros. Vide as seções de cartas dos gibis onde leitores enviam dúvidas e comentam que adoraram determinado fato e estão procurando a revista onde ocorreu de origem (isso de Editora Abril a Panini atual).
    Com isso só quero deixar claro que tem sim quem aprecia que seus personagens tenham algum sentido em aventuras que já viveram, já outros não prezam (ou pouco se importam) com isto, contudo, não tem jeito certo ou errado de gostar de quadrinhos. Todos apreciamos boas histórias, mas o conceito de gosto também varia, vide tudo que é cult, e com ele preferências de personagens, histórias, editoras etc. Agora quanto a caracterização do personagem que você cita (e isso não tem a ver com cronologia ao meu ver, e sim com confusão editorial mesmo), eu também não gosto, mas já vi muito isso acontecer nas duas mainstrens norte-americanas.

  42. Xian diz:

    A bagaça ficou feia, o pessoal fugiu do debate, fugiu de todo conceito aqui comentado, concordo com o monitor que temos sim cada um um jeito diferente de gostar de quadrinhos. E também de argumentistas e desenhistas. Poxa tem gente que gosta do Lixofield. Portanto não devemos criticar um ou outro por causa disso. Sou a favor da cronologia ( acho que vira bagunça).

    O que falta sim isso deverá ser comum a todos , uma linha editorial mais firme, onde define-se o titulo principal e os outros titulos deverão seguir o mesmo raciocinio, claro que para isso o ego deverá ser suplantado, dificil eu sei.

    Esse reboot na DC se olharmos eh algo comum dentro dela, portanto e ridiculo as pessoas ficarem escandalizados , não foi o reboot que fez fracas historias e a linha editorial que está pecando ( poxa erraram no momento que não alteraram os lanternas e o Batman. )

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