Por Luiz Champloni
Chegamos à metade de nossa série de resenhas da minissérie semanal de 6 edições Legends of The Dark Knight (Lendas do Cavaleiro das Trevas, em português), que conta com histórias fechadas abrangendo momentos distintos da carreira do Cruzado Embuçado desatreladas da cronologia dOs Novos 52 e com diferentes equipes criativas. A terceira edição, lançada no dia 21 de junho, conta com roteiros de Tom Taylor (The Authority) e arte de Nicola Scott (Terra 2).
Como aparentemente a capa será a mesma para a série inteira (o que pode indicar a impressão de um encadernado futuramente), desisto de comentá-la! O título da história, The Crime Never Committed (O Crime Jamais Cometido, em tradução livre) sintetiza exatamente o que acontece na edição…
É isso mesmo. Absolutamente nada acontece durante a história, exceto na imaginação dos personagens. Vou explicar. Ela começa com Batman sentado em frente ao seu bat-computador analisando as compras recentes de um zé-ninguém chamado Mike Carey…
(Tremenda invasão de privacidade, ein, morcegão!)
… E, baseado na natureza dos produtos adquiridos por Mike (coisas pouco suspeitas como armas de fogo, uma van, máscara e luvas de inverno…) e no histórico trabalhista do rapaz, o Cruzado Embuçado resolve ir ao seu encalço e convencê-lo a desistir da ideia antes que ele possa fazer alguma coisa nociva à sociedade ou a si próprio.
Eu entendo que ser chamado para escrever uma história curta do Batman seja um desafio e tanto, e que as chances de errar a mão sejam sempre grandes. Tom Taylor tentou nos trazer um “Minority Report Gothamita” e o resultado final se compara ao de um conto natalino de baixa qualidade. Além de partir de um pressuposto esquisito de que Bruce Wayne gastaria seus recursos milionários para rastrear cartões de crédito e evitar crimes cometidos por pés-rapados, Taylor pensou que a história não seria boa o suficiente se não tivesse um Robin sorridente e uma piadinha para encerrá-la. Eu até perdoaria se a piada fosse boa, mas não foi o caso…
Nicola Scott, segundo alguns a George Pérez da nova geração, faz um trabalho mediano nesta edição. O traço dela é bastante limpo e, comparado a seu trabalho recente em Terra 2, está bem simplificado. Meu problema é com sua narrativa, que considero antiquada para o meio digital (leiam Vingadores vs X-Men Infinito #06 para entenderem minha crítica). O único momento em que Nicola esboça alguma ousadia é no momento em que um personagem leva um tiro hipotético, lá pelo fim da história.
Meu veredicto? Essa edição foi bem melhor que a anterior, mas ainda não chegou perto da primeira. A equipe investiu no arroz-com-feijão e nos trouxe uma história boba e esquecível. Que a próxima edição seja melhor!
Nota: 5/10
Ah, e se você tiver grana sobrando e quiser adquirir a edição, ela está à venda por 99 cents nesse site aqui.
Tags: Batman, Nicola Scott, Resenhas, Tom Taylor




O nome do suspeito seria uma brincadeira com o ex roteirista de X-Men (da fase em que havia uma equipe liderada pela Vampira, contando como integrantes Cable, Dentes de Sabre, Míssil, Mística, Mestra Mental) e Hellblazer ou apenas uma coincidência?
Só uma pergunta: Vcs não conseguem passar um programa sem citar a Marvel????????????
Maicon, talvez seja um nome comum nos EUA, mas nunca se sabe. Bem observado!