Por Luiz Champloni
Hoje continuamos nossa série de resenhas da minissérie semanal de 6 edições Legends of The Dark Knight (Lendas do Cavaleiro das Trevas, em português), que conta com histórias fechadas abrangendo momentos distintos da carreira do Cruzado Embuçado desatreladas da cronologia dOs Novos 52 e com diferentes equipes criativas. A segunda edição, lançada no dia 14 de junho, conta com roteiros de Jonathan Larsen (argh!) e arte de J.G. Jones (Crise Final).
A capa manteve-se a mesma da edição anterior, de autoria de Ethan Van Sciver (Flash – Renascimento), e traz de diferente apenas o título da história, All of the Above (ou Todos que Estão Acima, em tradução livre). A trama da edição envolve o morcego sozinho no satélite da Liga da Justiça tendo que lidar com um imprevisto de gigantesca periculosidade: uma invasão do vilão Amazo em sua plena forma.
Tudo pra ser uma história envolvente, daquelas em que você teme pela vida do morcego e compartilha de sua enorme tensão por enfrentar sozinho no espaço um adversário desse porte, né?
Infelizmente, não foi dessa vez.
Por ser quase um octogenário, Batman ganhou um sem número de interpretações ao longo de sua história, e Jonathan Larsen escolheu justamente a mais canastrona possível. Em determinados momentos, não se sabe se quem está debaixo do manto é Adam West, ou Hal Jordan, ou o MacGuyver, e nenhuma das opções é muito animadora. Some a isso um sem-número de frases feitas, soluções de roteiro absurdas e um encerramento de história esquisito e que contradiz completamente o belo trabalho de Lindelof e Lemire na edição anterior.
A narrativa de Larsen começa mostrando um Batman à deriva no espaço no momento em que o teleportador da Liga escorrega de suas mãos em direção ao vazio eterno, e depois retorna alguns minutos no passado para mostrar a invasão de Amazo no satélite. A ideia de nos fazer acompanhar a história até aquele certo momento e ver como o Cruzado Embuçado se safa dessa teria dado muito certo…
… caso a solução encontrada por ele não tivesse quase me provocado um AVC fulminante de tão gratuita. Quem quiser ler a edição mesmo assim e puder comentar sua reação a isso, sinta-se à vontade! O Batman de Larsen é tão desagradável e despropositado que eu passei a torcer para o Amazo no decorrer da revista.
E o que falar de J.G. Jones? O cara, como sempre, está impecável. Sua narrativa é eficiente e ele possui um domínio completo de tudo que se propõe a desenhar. A canastrice desse Batman é retratada com perfeição, desde sua posição ridícula segurando uma caneca escrita “I love Gotham” à completa cara de pastel em momentos onde Amazo oferece um grau enorme de perigo.
Minha dica? Leia essa revista com o cérebro em ponto-morto, ou a use para doutrinar aquele sobrinho chato de 10 anos de idade que acha que o Batman não derrotaria o Homem de Ferro. No mais, agora é torcer para a equipe da próxima edição nos trazer um material mais inspirado.
Nota 3/10.
Ah, e se você for masoquista e quiser adquirir a edição, ela está à venda por 99 cents nesse site aqui.
Bob Kane criou o Batman em 1939, herói que é o mais popular da DC Comics há décadas. Bruce Wayne virou órfão ainda criança com assassinato de seus pais pelo ladrão Joe Chill, o que mudou sua vida pra sempre. Tendo tornado-se o elemento mais sinistro e calculista do Universo DC, seu capuz hoje está em posse de seu primeiro e principal pupilo, Dick Grayson. O herói marcou pra sempre o universo de quadrinhos e literário com obras clássicas como Ano Um, Cavaleiro das Trevas, Asilo Arkham e A Piada Mortal. Ainda hoje seus títulos estão entre os mais lucrativos da DC Comics, bem como sua franquia animada e cinematográfica.
Tags: Batman, JG Jones, Jonathan Larsen, Resenhas





Eu li, como nunca discordei de meus amigos que sempre assinalaram o quanto sou sádico não vou falar, quero que cada Dcnauta bandido que idolatra o Batman leia essa joça. Não jogaria no lixo digital do esquecimento porque temos mais uma vez essa bela capa de ETS e os desenhos que amo de J.G. Jones. Agora como sou masoquista também (pacote completo, bebê) gostaria de ver um arco desses com novo argumento do Larsen , mas com desenhos do Liefeld!!!! Champloni meu caro, falando sério, muito boa a iniciativa do site e seu trabalho também de resenhar essa série da DC, a premissa dela é maravilhosa e você escreve com conhecimento de causa. O próximo número é melhor, garanto, volte por favor!
Adquiri a edição já sem tantas expectativas quando vi quem era o roteirista, mas a história conseguiu me decepcionar direitinho. Talvez por conta do contraste que dá se formos comparar, ainda que inconscientemente, a primeira edição com a segunda. Claro, também pelos fatos mencionados na resenha…A caneca “I <3 Gotham" foi o fim da picada!
Só espero que a #3 me surpreenda, só que positivamente desta vez…
Pelo menos ele não foi estrupado pelo Amazo