Bem-vindos ao mundo de Ponto de Ignição! Nesta segunda edição, o prólogo termina e tem início a saga que vai encerrar o Universo DC como nós o conhecemos.
Enquanto o Barry Allen da outra Terra tenta retirar os poderes do Kid Flash, Patty Spivot se encontra à mercê do Flash Reverso. No entanto, a jovem é salva pelo Flash no último instante.
Longe de ser derrotado, o Professor Zoom faz mais uma vítima fatal e, com todo o poder que agora detém, transforma radicalmente toda a realidade.
Um novo mundo se descortina à frente do outrora Homem Mais Rápido do Mundo… e não parece um lugar que ele gostaria de viver.
Ponto de Ignição começa pra valer!
Panini Comics
68 páginas
Papel LWC
R$ 5,90

Flash – Rumo ao Ponto de Ignição
Roteiro: Geoff Johns
Desenhos: Scott Kolins e Francis Manapul
Cores: Michael Atiyeh e Brian Buccellato
(The Flash 12 – Julho/2011)

Capa original de The Flash #12
Enquanto Barry Allen tenta impedir que o Barry alternativo mate o Kid Flash, o Flash Reverso ataca Patty Spivot. Mas, com a aparição de Zoom, o Barry alternativo percebe que a anomalia não é Bart, e sim Thawne. Flash, Kid Flash e o Barry alternativo se unem então para derrotar o Flash Reverso, mas este acaba matando o Barry alternativo e fugindo. Antes disso, porém, Zoom revela que foi ele quem matou a mãe de Barry Allen, um caso que ele nunca tinha conseguido solucionar.
Um conceito interessante apresentado nesta edição é o de que o Flash Reverso pode alterar a sua idade, envelhecendo ou rejuvenescendo conforme a sua vontade. Este na verdade não é um conceito criado pelo Geoff Johns, mas aproveitado e alterado da origem do Impulso, de Mark Waid e Mike Wieringo. Lá, é explicado que o metabolismo de Bart Allen foi afetado pela Força de Aceleração quando ele nasceu, fazendo com que ele envelhecesse onze anos em apenas dois. Aqui, Johns toma emprestado este mesmo conceito e explica que Bart fez isso inconscientemente, mas que Zoom aprendeu a fazer conscientemente, acelerando ou retrocedendo seu metabolismo para envelhecer ou rejuvenescer.
E o fato mais importante da edição é a revelação de que o Flash Reverso matou a mãe de Barry Allen, o que causará todo o problema que será abordado na mini-série principal. Zoom explica que seu desejo sempre foi matar Barry, mas ele não podia fazer isso, pois alteraria a história e acabaria apagando a sua própria existência. Por isso ele se dedicava tanto a infernizar a vida dos familiares e amigos do Barry, pois só assim ele poderia atingi-lo sem causar danos ao fluxo cronológico. Foi por isso que ele matou Íris Allen, Fiona Webb (segunda esposa de Barry) e atacou tantos outros familiares. Por isso também ele ficou tão feliz ao encontrar um Barry Allen alternativo, pois assim ele finalmente poderia realizar seu sonho de matar seu arqui-inimigo sem consequências cronológicas.
A questão da morte da mãe do Barry já é mais complicada, pois isso foi um retcon feito pelo Geoff Johns. Antes de “Flash Renascimento”, Nora e Henry Allen (os pais do Barry) estavam vivos durante toda a carreira dele como Flash, ficaram em choque com a sua morte durante a Crise e vieram a morrer pouco tempo depois disso. Porém, quando Johns reassumiu a franquia e trouxe Barry Allen de volta, ele alterou esses fatos para poder casar com a história que estava querendo contar. Portanto, após “Flash Renascimento”, a mãe de Barry foi morta quando ele ainda era criança, e seu pai foi indevidamente culpado. Ele foi preso e morreu na prisão alguns anos depois. Barry dedicou-se a provar a inocência do pai descobrindo o verdadeiro assassino, mas nunca conseguiu. Aqui em Ponto de Ignição ele descobre que o assassino foi o próprio Flash Reverso.
Antigamente Geoff Johns tentava arrumar a cronologia pra dar um sentido a todas as histórias que foram escritas para um personagem, como no caso do Gavião Negro. Ultimamente, porém, ele tem torcido a cronologia apenas a seu favor, ignorando muito do que foi feito antes. Isso vale um ponto negativo para ele e pra essa história.

Capa alternativa de Flashpoint #1
Ponto de Ignição – Capítulo 1 de 5
Roteiro: Geoff Johns
Desenhos: Adam Kubert
Arte-final:n Sandra Hope
Cores: Alex Sinclair
(Flashpoint 1 – Julho/2011)

Capa original de Flashpoint #1
Barry Allen se vê, de repente, em um mundo bastante diferente do que ele estava acostumado. Aqui, ele não tem superpoderes, não conhece Íris West e sua mãe ainda está viva. E não é só a sua vida pessoal que está mudada, pois ele rapidamente descobre que não existe Superman e que o Batman não é Bruce Wayne, mas sim seu pai, Thomas Wayne. Além disso que Barry descobre sozinho, o restante do mundo também está completamente alterado: Aquaman afundou a Europa ocidental, deixando mais de cem milhões de mortos, a Mulher Maravilha conquistou a Grã-Bretanha, transformando-a na Nova Themyscira, Cidadão Frio (outrora o Capitão Frio) é o herói de Central City, Cyborg é o maior herói dos EUA, e ele está tentando reunir outros heróis para lutar contra Aquaman e a Mulher-Maravilha na Europa. Entre esses heróis estão o grupo místico Septeto Secreto, o Lanterna Verde Abin Sur, o Renegado, Sandman, Blecaute e as seis crianças que convocam o Capitão Trovão ao pronunciarem a palavra mágica Shazam!
A primeira coisa que um leitor mais experiente nota ao ler a primeira história de Flashpoint é a incrível semelhança com a saga A Era do Apocalipse, da Marvel. Enquanto lá tínhamos Apocalipse e seus asseclas dominando e destruindo o mundo, aqui temos Aquaman e a Mulher Maravilha dominando e destruindo a Europa. Enquanto lá tínhamos um vilão (Magneto) liderando os X-Men, aqui temos um herói de segunda (Cyborg) reunindo os outros heróis. Enquanto lá os maiores heróis não existiam ou haviam se tornado vilões, aqui não existe Superman, além de Batman e Lanterna Verde possuirem outras identidades e Mulher Maravilha e Aquaman serem vilões. Enquanto lá apenas o Bishop se lembrava da realidade original, aqui quem se lembra é o Barry Allen. Faltou um pouco de criatividade na construção do roteiro.

Capa alternativa de Flashpoint #1
A descoberta de Barry Allen de que estava em outro mundo foi bem trabalhada, a forma como ele descobre, as pessoas que ele vai procurar, essa parte é bem feita. O maior problema foi a maneira como os personagens foram apresentados. Havia muitos personagens novos e era preciso apresentá-los, mas a forma como essa apresentação se deu foi muito galhofa. Uma conferência de hologramas nos telhados de Gotham City, com hologramas apontando armas uns pros outros é pedir demais da boa vontade do leitor. Reunir todos esses diferentes heróis ao mesmo tempo e deixá-los falar a vontade pra depois mostrar que o Batman não aceita a proposta e fazer todos desistirem é ser simplista demais, além de impossível logística e tecnologicamente. Parece que Johns estava com preguiça de pensar em uma apresentação decente e escolheu a mais fácil possível.
Nota: (6,0 + 4,0)/2 = 5,0

Ponto de Ignição #2, a edição que começa de verdade a história, é fraca, mas ainda é cedo pra julgar toda a saga. Apesar de ser uma cópia da Era do Apocalipse, o universo criado é interessante, e podem sair boas histórias dele. É aguardar pra ver.
Links recomendados:
- Pra comprar: Ponto de Ignição #2
- [HQview] Ponto de Ignição nº 1 da Panini Comics
- ComicPod #89 – Origens: Flash
- ComicPod #59 – Flash: O Retorno de Barry Allen
Flash é o homem mais rápido do mundo e o primeiro velocista dos quadrinhos. Assim como outros heróis da DC Comics ele tem um grande legado e teve várias identidades através dos anos, sendo que o primeiro deles foi Jay Garrick, batizado de Joel Ciclone no Brasil. Na Era de Prata veio Barry Allen, com o uniforme todo vermelho que passamos a conhecer, tendo sacrificado-se na Crise nas Infinitas Terras e passando sua identidade ao sobrinho Wally West, que ganhou sua própria revista tendo durado por cerca de 20 anos. Bart Allen, ex-Impulso, chegou a ser o Flash por pouco tempo, mas morreu e voltou como Kid Flash. Barry também está de volta e é Flash novamente, dividindo a identidade com Wally.
Tags: Adam Kubert, Barry Allen, Bart Allen, Flash, Flashpoint, Francis Manapul, Geoff Johns, Kid Flash, Ponto de Ignição, Scott Kolins, Wally West



“ele alterou esses fatos para poder casar com a história que estava querendo contar”
Ou isso pode ser efeito da mudança temporal provocada pelo Zoom. Talvez não seja o caso do Geoff Johns ter “ignorado esse detalhe” e seja o Zoom alterando o Fluxo Cronológico.
Bem , não tenho propriedade para dizer pois a Panini ainda não entregou nas bancas sequer a edição 1!!!
Bem, em se tratando do Flash, a ocorrência de um retcon é perfeitamente aceitável e até previsível, afinal os velocistas sempre saracoteiam por realidades ou momentos temporais.
Pô, olha a ofensa contra o cara! Tá certo que ele não é lá muito popular mas custava usar um eufemismo? lol
Bom, eu acho que Flashpoint tem alguns aspectos parecidos com ‘A Era do Apocalipse’, (afinal são duas distopias) mas daí a dizer que é uma cópia, já acho um pouco de exagero. Para começar, ‘A Era’ tinha um clima bastante angustiante, pesado. Já Flashpoint apresentou um tom indefinido. E, neste ponto, concordo com o Vlad Focus quando ele menciona que o maior pecado da edição é justamente a caracterização. A Europa Ocidental inteira foi exterminada e a vida nos EUA continua tranquila??? Como isto? Era de se esperar, no mínimo, um clima de tensão. De fato, a apresentação dos novos personagens e da realidade da série deixou muito a desejar.
““ele alterou esses fatos para poder casar com a história que estava querendo contar”
Ou isso pode ser efeito da mudança temporal provocada pelo Zoom. Talvez não seja o caso do Geoff Johns ter “ignorado esse detalhe” e seja o Zoom alterando o Fluxo Cronológico.”
Levando-se em consideração que o Flash é um personagem fictício e quem escreveu TODA a história foi o GEOFF E NÂO O FLASH, quem diabos alterou o raio da cronologia a seu favor para contar uma história???????
O Zoom alterar a história neste caso não tem nada a ver com o Geoff ignorar vários pontos da cronologia a seu favor!
Embora tenha entendido o seu pensamento, continuo sem entender como disto pode sair um questionamento!?!
É cada uma que vou te contar…
Ainda que tenha sido o Zoom que alterou a história (o que NÃO é dito em momento nenhum), isso não muda o fato de que o Johns fez um retcon que ignorou anos de cronologia que até então eram válidas. Afinal, o roteirista é o Johns e não o Eobard, como disse nosso amigo aí em cima.
O que eu quis ressaltar é a decadência do Johns. Antes ele procurava amarrar a cronologia passada, mas agora ele prefere ignorar e inserir elementos no passado que contradizem muito do que foi feito antes.
@Vlad – Será que esse enfraquecimento reflete alguma decepção que ele tenha sofrido dentro da editora? Ou pode ser excesso de trabalho já que ele também é chefe criativo e tem outras responsabilidades?
Bom, se o problema é cronologia, vem aí o DCnU, hehehe
Spider-Phoenix, eu acho que é uma combinação de excesso de trabalho com esgotamento criativo. Acho que acabaram as ideias e ele não está tendo tempo de bolar coisas novas, aí fica só reciclando o que ele já fez em outros personagens.
@Vinicius Arcanjo
O que eu quis dizer que o ZOOM alterou o fluxo temporal. Apenas isso. Sim, os pais do Barry Allen estavam vivos. Daí o ZOOM voltou no tempo e matou a mãe do Barry. Pronto! O que tem de difícil em entender isso?
Ah, tá, que explicação ótEma! Efeito borboleta mandou lembranças, Geoffinho… Uma pessoa é fruto de seu ambiente, do seu dia-a-dia. Até o mais insignificante fato pode nos marcar pro resto da vida, mesmo que não nos lembremos dele. Não tem como o mesmíssimo Barry Allen ter surgido de uma tragédia familiar dessa. Não faz sentido.
@Vlad
Barry descobre que Zoom matou sua mãe ainda em Flash Renascimento, além disso na mesma mini é explicado sim que o vilão voltou no tempo e alterou a realidade (matando a respectiva Sra. rs), além de derrubar Barry quando criança machucando-o e outros flashbacks (desculpem o trocadilho! XD). Coisa parecida está acontecendo com a Mulher-Maravilha que teve seu passado distorcido (acompanhem Universo DC).
Você deve ter razão, Monitor. Acho que meu cérebro deu descarga nessa bosta de Flash Renascimento. De qualquer forma, isso não invalida o meu pensamento de que o Johns já foi melhor em termos de cronologia.