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Lanterna Verde “Guy Gardner: O Pacificador”


Postado em 05/01/2011, por Morcelli // em: Destaque, Matérias, Review // 2 comentário(s)


Por Sèrgio Vieira (http://pontoecletico.blogspot.com/)

Depois de um bom tempo sem escrever para o Multiverso DC, resolvi escrever sobre essa história do Lanterna Verde Guy Gardner. Estive ausente do site por conta do vestibular, ao qual resolvi me dedicar piamente durante esse ano, e prometi ao Morcelli que acabadas as minhas provas, eu voltaria a escrever aqui, e ainda, de uma forma mais participativa e com mais frequência. E eis aqui a promessa cumprida. Bom, chega de lenga lenga e vamos ao que interessa, afinal, fã de quadrinhos gosta de mesmo de quadrinhos e não de papo furado pessoal.

Um fator que me fez ter escolhido essa história é sobre toda a expectativa acerca do filme. Outro é essa história ter Guy como protagonista (o mais engraçado dos Lanternas e o meu preferido), e também, por escolher uma comédia fanfarrona pra voltar a escrever sobre quadrinhos, coisa que não faço desde Fevereiro de 2010. Outro ponto que vale a pena ressaltar: é uma história polêmica, tem alguns deslizes feios de roteiro e vários fãs a odeiam.

Essa história foi escrita e desenhada por Howard Chaykin, tendo as cores feitas por Michelle Madsen, e editada originalmente por Joey Cavalieri. Lançada no ano de 2006 com o nome de ‘Guy Gardner: Collateral Damage’, foi publicada no Brasil, pela Panini em Outubro de 2007 sob o título acima citado e teve as duas partes da história vendidas na mesma edição.

O começo da história cita os principais pontos positivos e enobrecedores de grandes lanternas como Kilowog, Qanda, Hal Jordan, e também fala sobre Guy, dizendo que este é presunçoso, arrogante e intolerável. Bela apresentação! E no decorrer de algumas páginas, já fazendo parte mesmo do contexto da história, conta-se sobre a guerra entre os povos Thanagarianos e Rannianos, mas o grande problema é que, no meio deles existe uma outra raça inocente, que tem o seu planeta usado como campo de batalha e com isso chega a beirar a extinção: o planeta G’Newt. O começo da história se passa no bar de Guy, o Warriors, que segundo o narrador é um bar aconchegante para super heróis e seus admiradores. A arquitetura do lugar é toda baseada na Liga da Justiça, tendo estátuas gigantescas de Superman, Batman e Mulher Maravilha, dentre outros apetrechos de heróis e vilões. Guy está tentando conquistar uma das clientes quando é interrompido por G’Nort, o lanterna verde, do planeta G’Newt, que busca, desesperadamente a ajuda de Gardner para ser um mediador neutro entre as raças que estão em guerra e destruindo seu povo a passos largos.

Com todo seu jeito educado e cordial, Guy pergunta várias vezes o que tem a ver com isso, mas resolve liberar seu bar como ponto de encontro, uma vez que teria duas representantes fêmeas das raças inimigas. Depois de algumas conversas sem sucesso e muitas cantadas de Guy, a conversa é abruptamente interrompida por uma invasão de Tormocks, que desejam a cabeça do Warrior (Guy). Atacando-os, Guy consegue matar alguns e fazer outros baterem em retirada. Ao encontrar um detetive do lado de fora, Guy recebe uma tirada de sarro na cara dura. O detetive insinua que a destruição da parede se deve a uma “briga de amor” entre ele e seu arquiinimigo, uma vez que roupas super colantes podem ser indícios de que Guy “joga no outro time”. Ao reclamar com os Guardiões sobre a atual situação, o Lanterna sempre deixa sua marca, tirando uma com a cara dos tiozinhos azuis, e resolve deixar a história de mediação de lado, focando apenas na revanche contra a quebra da parede do seu estabelecimento, mas é provocado por Qanda, quando ouve que somente abriu mão de ser mediador por ter sido intimidado pelos Guardiões, afinal, ele tinha sido expressamente proibido de se envolver no conflito.

Depois de passar uma cantada muito furada em Dhar, a major Thanagariana, Guy decide resolver as questões sobre a tal guerra, mas de uma forma pessoal, visando à vingança contra a invasão de seu boteco. Quando resolve ir à ação, G’Nort, Guy e as duas representantes das raças em guerra avistam duas naves, detentoras do símbolo Tormock. Enquanto G’Nort suspira que é a raça que desolou seu planeta natal, Guy diz ser o mesmos que invadiram seu boteco, o que os colocaria no mesmo nível de ódio, afinal é a mesma coisa ver uma raça quase exterminada e ter uma parede de bar quebrada, o que deixou G’Nort enfurecido. Na hora da briga, Guy arrebenta vários Tormocks, e encontra uma espécie de urna onde estaria armazenada todo um material genético, o que poderia trazer de volta a vida a agora extinta raça Vudariana, mas são pegos desprevenidos por uma toxina neurovirótica que afeta o sistema nervoso deixando todos paralisados e sem força de vontade para reação, mas Guy reage e consegue se libertar e salvar a todos. No mesmo momento em que Guy se sente como o grande salvador, as duas representantes de raças diferentes começam discutir. Uma alega ser culpa de Guy tudo o que está acontecendo, e a outra o defende como o herói que as salvou. Enquanto vê as duas discutindo, Guy comenta com G’Nort sobre o tesão que é ter duas mulheres brigando por sua causa.

Resolvida todas as diferenças acerca da guerra, Guy passa a ser réu dos Guardiões, pois desobedeceu a ordem de se manter distante do conflito, uma vez que o ponto de vista dos Lanternas era se envolver o mínimo possível. Guy simplesmente manda o Guardião enfiar o anel esverdeado no seu nariz azul. Mas é defendido pelo emocionado G’Nort que faz um discurso sobre a personalidade dúbia de Guy, mas que no fundo ajudou a resolver os conflitos entre as raças, o que pôs fim a matança descontrolada de seres inocentes, e foi inocentado ganhando outra chance de permanecer na tropa.

A história é engraçada, principalmente se levarmos em conta que Guy somente resolve acabar com a tal guerra depois de ter a parede de seu bar arrebentada pela chegada de alguns Tormocks. Mas é aí que na minha opinião, a história falha e muito, pois toma como base a rixa entre Tormocks e Vuldarianos, retomando aquela ladainha de que Guy é meio humano e meio Vuldariano, e todo o lance sobre ter vivido como Warrior por um tempo. A história pode ser engraçada, pelo lado bom, pois conhecemos o estilo de Guy, mas peca demasiadamente nos contextos. Deve se lembrar que ela não cita exatamente em que ponto ocorreu durante a tal guerra, somente que a história se passa quando Guy tem um bar. Não se pode encaixá-la perfeitamente em nenhuma parte da cronologia também, uma vez que possui muitas peças soltas, e apesar de boas risadas, o roteiro não colabora muito, tendo a resolução pífia de um julgamento meloso, onde G’Nort o defende com a mesma emoção das novelas mexicanas. O ponto onde se encaixa Tormoks e Vuldarianos também não fica muito claro, apenas citado o fator de influências religiosas sobre as principais raças em guerra.

Ou seja, a história começou com a guerra entre Thanagarianos e Rannainos e terminou com Vuldarianos contra Tormocks, e Guy no meio de tudo isso querendo vingar seu bar invadido. Uma decisão política em se aproveitar da situação de guerra. Eu achei tudo muito confuso e mal desenvolvido para uma história curta. Ficaram algumas coisas vagas e pontas soltas. E também há a personalidade de G’Nort. É de se concordar que seu planeta e raça estão sendo devastados, mas nessa história em especial, ele não forma com Guy aquela dupla extremamente comediante que gerava momentos de muitas risadas num passado não muito distante.

Enfim, é uma leitura até interessante se a lermos encarando-a casualmente, sem levar a fundo os contextos e cronologia oficial. Vale a pena ler, mas você vai adorar ou vai odiar.

Lanterna Verde é um dos personagens mais antigos e tradicionais da DC Comics. Inventado em 1940 como Alan Scott, primeiramente o herói tinha poder oriundo da magia. Na revoluçaõ da Era de Prata surgiu Hal Jordan, tido hoje como o maior Lanterna Verde de todos após sua volta ao posto na minissérie Renascimento, de Geoff Johns e Ethan Van Sciver. Na Terra ainda há o petulante Guy Gardner, o jovem Kyle Rayner e o experiente e cerebral John Stewart.

O filme do personagem sai em 2011 no mundo todo, contando com direção de Martin Campbell à um roteiro de Greg Berlanti, Michael Green e Marc Guggenheim, que acabou sendo reescrito por Michael Goldenberg. Nos papeis principais estão Ryan Reynolds como Hal Jordan, Blake Lively como Carol Ferris e Mark Strong como Sinestro.



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Um Commentário

  1. Super
    Postado em 05/01/2011 às 14:24 | Permalink

    Há coisas melhores para gastar meu suado dinheirinho.

  2. Postado em 05/01/2011 às 19:36 | Permalink

    Com certeza! Eu gastei uma grana com ela, mas confesso que deveria ter pesquisado melhor antes…
    Não que não tenha gostado, mas existem histórias do Guy que são muito melhores!
    Abraço!

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