ÍNDICE DO ESPECIAL
- O que é o Universo Tangente
- Eléktron e o Universo Tangente
- A Lanterna Verde do Universo Tangente
- Flash e Universo Tangente
- Universo Tangente: Demônios Marítimos
- Universo Tangente: A Glamurosa Coringa!
Asa Noturna é realmente um nome de força na DC Comics há alguns anos. Fazendo uma rápida trajetória deste título, ele pertenceu ao próprio Superman na Era de Prata quando ele e Jimmy Olsen encolhiam para serem super-heróis dentro da cidade engarrafada de Kandor; anos depois Marv Wolfman trouxe o nome de volta ao emancipar Dick Grayson, que finalmente largou a cuequinha verde e tornou-se alguém realmente mais sombrio com o passar dos anos; mais recentemente o título foi levado a Kandor novamente sendo que seu encarregado da vez por Christopher Kent, filho de Zod e adotado por Clark e Lois. No Universo Tangente, porém, não há nada de super ou de morcego aqui, mas sim de muito conspiratório – mais exatamente uma organização secreta aos moldes das grandes agências de segurança internacionais.
Asa Noturna recebe roteiros de John Ostrander, um verdadeiro especialista neste tipo de ideia tendo em sua bagagem de experiência com títulos como Xeque-Mate e Esquadrão Suicida nos anos 1980, que definiram a forma de fazer espionagem e serviço sujo governamental nos quadrinhos DC. Como acontece em quase todos os títulos do Tangent Comics este também tem vários nomes conhecidos do UDC tradicional em releituras bem curiosas.
Tudo começa com uma equipe militar perseguindo uma suposta inocente, que mais tarde se mostra uma soldado da Corporação Asa Noturna, a serviço de um dos cabeças do time, o Coveiro. A moça tem poderes mutantes que são ativados ao chamado da palavra mágica Shazam, tornando-se um animal extremamente agressivo e assassino. Em outro foco, o personagem Hex faz uma pequena referência ao nosso conhecido Gladiador Dourado: ele possui um artefato tecnológico que conversa com ele normalmente e age como um ajudante em missões e informações. Imaginem o que o (Jonah) Hex original faria se visse um troço desses…
A história em si não apresenta nada de muito novo aos leitores de ação policial, principalmente os que acompanharam o trabalho de John Ostrander há 2 décadas atrás. Porém, a mistura de ciência e magia consegue criar um clima interessante e divertido na leitura que empolga o suficiente para que se leia esta edição até o fim. Ostrander está longe de ser um grande gênio das HQs, mas sem dúvida não é um amador. O autor consegue trabalhar com os personagens mais importantes da equipe nos momentos certos e não deixa a bola cair na hora de parar a ação e narrar um pouco as situações de seus personagens.
Criação
Inicialmente, Asa Noturna seria a revista de espionagem do universo Tangente, ou seja, nada do mundo escaparia dos olhos da corporação. Com a chegada de John Ostrander a ideia se enriqueceu e tornou-se um dos títulos favoritos de muitos fãs, misturando a tecnologia avançada das agências de espionagem em conjunto com a magia.
Vale destacar que a magia tem um papel importantíssimo no título, não só pelas homenagens ao mago ocultista Aleister Crowley, mas também por essa magia ter raízes científicas – basicamente, tudo se relaciona através da manipulação de energia. Nas palavras do autor: “Pantera é um ser amaldiçoado, porém, sua cura está no DNA, que possui uma determinada ligação com a magia que a personagem não pode controlar. Os feitiços não são fáceis de se preparar. Faça uma mágica errada e ela se voltará contra você“, profetiza Ostrander.
As referências a séries policiais, agentes secretos e a tantas outras influências não são negadas em momento algum pelo autor, que se orgulha bastante de sua criação. A arte sombria também ajuda bastante na narrativa, com páginas escuras e cenas se passando em becos obscuros e salas secretas da agência. Parabéns pela escolha do talentoso Jan Duursema para conduzir a arte desta edição.
Tags: Asa Noturna, Dan Jurgens, Eddie Berganza, Resenhas, Universo Tangente









Dan Jurgens foi o Geoff Johns da década de 90.
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