SDCC ’10: Vertigo e Rafael Albuquerque em Superboy!


Postado em 26/07/2010, por Morcelli
Em: Notícias


[o artigo abaixo contém spoilers]

Antes de dar uma resumida em tudo que aconteceu num dos paineis mais esperados da DC Comics nesta San Diego Comic-Con há de ser dito uma coisa fundamental: Rafael Albuquerque está em Superboy! E como capista! Um dos brasileiros mais prolíficos no mercado de quadrinhos americanos, o gaúcho Rafael tem feito um trabalho impecável e cada vez mais elogiado em American Vampire e expande seus belos traços para o Universo DC capeando as revistas escritas por Jeff Lemire.

Dito tudo isto, o painel The New Classics iniciou-se com as presenças de Karen Berger, os próprios Rafael e Jeff, Peter Gross (The Unwritten), Chris Roberson (iZombie) e Scott Snyder (American Vampire). A aposta, claso, é que alguns destes títulos, ou talvez todos, unam-se ao patamar de sucesso e longevidade em que encontram-se Preacher, Y: O Último Homem e Fábulas.

Logo de início Berger comentou que aquela era a primeira presença de Scott Snyder numa Comic-Con e o apresentou mostrando a capa de American Vampire #6, cuja história traz um novo arco que acontece na década de 1930 em Las Vegas apresentando uma série de novidades sobre a mitologia destes vampiros. Para Rafael, a base dos personagens que desenha nesta revista são filmes da década de 1920, ao que Snyder replicou que o gaúcho consegue unir estilos totalmente diferentes de arte que criam um ambiente único para a revista. Berger ainda disse a Rafael: “Você nos surpreendeu!”.

Próximo assunto: The Unwritten. Com um aspecto todo cultural e específico este título também é extremamente bem aceito lá fora e numa iniciativa curiosa eles lançarão uma edição de 64 páginas em 32, colocando tudo num formato horizontal. Gross agradeceu muito os fãs por gostarem tanto de seu trabalho e está muito realizado com o lançamento do primeiro encadernado. Com amostras de The Unwritten #16 nos telões, Berger comentou que o sucesso da revista é impressionante.

Hora de zumbis com i-Zombie (ou iZombie) de Chris Roberson, que tem arte de ninguém menos que Mike Allred. Um macaco deve entrar na história – ah, sim, é um macaco possuído! Em próximas edições as pessoas saberão mais sobre os caçadores de monstros que existem pelo mundo.

Jeff Lemire é reapresentado ao painel com uma quantidade bem grande de aplausos, sendo acompanhado de uma imagem gigante de Sweet Tooth #14, que é uma edição fechada pra dar paradinha entre os arcos. Berger mostrou muitas artes de edições futuras da revista comentando que uma das melhores coisas sobre ela (que também é a chave) é como a história consegue virar por ela mesma, com revelações e acontecimentos inesperados sem precisar de nada bombástico.

No momento das questões Berger agradeceu muito aos presentes, que não apenas lotaram a sala como se espremeram por todos os cantos. Rafael disse algo muito bacana sobre sua influência e desejo de trabalhar neste ramo: “Quando decidi de fato viver como um artista, percebi que não era mais criança, minha perspectiva de quadrinhos tinha mudado. Não queria mais fazer super-heróis como fazia quando era criança“.

Alguém perguntou a Roberson como ele consegue unir tantas mitologias diferenciadas numa úniva narrativa funcional e ele acredita que é tudo uma forma de colocar todas as ideias pra fora ousadamente, não ter medo do que vai contar. Sobre a relação escritor/artista Berger disse que o trabalho de um editor é facilitar tudo, mas às vezes há muita química, como aconteceu com os escritores Mike Carey e Peter Gross.

Um fã perguntou sobre a coisa do final das séries. Gross falou “Mesmo que saibamos que vai acabar, ainda não sabemos como vamos chegar ao lugar desejado. É tudo muito flexível, não deve ser mensurado“. Roberson brincou “eu posso dizer isso: quero fazer iZombie pra sempre. Não quero que acabe“.

Um fã perguntou sobre o quanto os escritores pesquisam para tornarem suas histórias mais reais e Snyder disse que todos ali pesquisam muito sobre mitologia e história para tornarem tudo mais cultural, autêntico e realista. Gross acrescentou: “uma pequena pesquisa já nos dá um longo caminho“.


Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

Comentários no Facebook

Comentários

  1. Kal_El diz:

    É muito bom ler essas notícias, mas o que eu quero mesmo é que a Panini não abandone séries como Y-The Last Man , 100 Balas e Fábulas no meio do caminho.

    Aliás , quando vamos ter um segundo volume para Starman ?

  2. Abandonar? Mas tem uam HQ inteira SÓ pra isso!

Comente