[o artigo abaixo contém spoilers]
Como anunciamos semana passada aqui no Multiverso DC, sábado foi o dia do lançamento gratuito de War of the Superman #0, que deu uma boa geral dos eventos dos últimos tempos para quem não acompanha o Superman normalmente, além de ter mostrado o início desta batalha sangrenta que durará muito pouco, mas promete tragédias de extravagante grandeza.
A equipe criativa é ótima e dá tanta credibilidade que fica difícil não ter altas expectativas quanto ao desenrolar da trama, e felizmente ela são alcançadas com a maestria típica dos envolvidos, formada por James Robinson e Sterling Gates na escrita, Eddy Barrows, J.P. Mayer e Rod Reis na primeira e principal história, enquanto na segunda temos convidados muito bacanas como Aaron Lopresti, David Finch, Gary Frank e Cafu.
Na primeira vemos uma recapitulação rápida do que aconteceu com o Superman nos últimos anos e o gancho direto para a entrada dele em Novo Krypton já com seu uniforme azul novamente e encarando Zod pela loucura que é provocar esta luta contra a Terra. É curioso ver a revelação do vilão, que não se trata apenas do motivo pessoal (o juramento de vingança por parte dele contra a Casa de El) mas também pelo tamanho desconforto e muitas vezes preconceito com os quais a Terra os recebeu, fazendo deles ratos de laboratórios, motivos para espionagem e até a morte de Zor-El, tio de Clark e pai da Supergirl. Tais motivações realmente dão muita razão para uma guerra.
O herói acaba sendo imobilizado por Non e a Terra começa a ser invadida pelos kryptonianos. Na segunda história, o foco é em Lois Lane e a tentativa dela de juntar todas as peças do quebra-cabeça e entender a espionagem terrestre, a contra-espionagem executada por Zod e o motim disso tudo – mais uma vez, a história também serve como recapitulação dos fatos, mas desta vez de todo o contexto geral, não envolvendo apenas o dono do nome da revista. No final vemos a triunfal volta de Jimmy Olsen, que andou sumido e dado como morto por alguns, provando o envolvimento do General Lane para sua filha, que vai se aproveitar disso para destruir a imagem pública das Forças Militares dos EUA.
No geral a história é bem introdutória, mas alguns acontecimentos e o tema da narrativa empolgam muito e preparam bem o leitor para o que virá. Que os próximos capítulos sejam tão bons quanto este, distribuído gratuitamente no sábado para todo os EUA no Free Comic Book Day.
Tags: Aaron Lopresti, Cafu, David Finch, Eddy Barrows, Gary Frank, J.P. Mayer, James Robinson, Resenhas, Rod Reis, Sterling Gates, Superman, War of the Supermen





Sempre achei o Superman meio chato, mas esse arco parece bem interessante.
MUDC + ComicPod podiam fazer um podcast dando uma geral no Super, hein.
Eu quero muito ler isso. Quero ver se os roteiristas são talentosos o suficiente pra escrever sobre uma guerra entre Nova Krypton e a Terra sem que a Terra seja totalmente obliterada em poucos minutos.
Estava em dúvida se continuava ou não comprando as revistas do Superman… não tenho mais dúvida, vou continuar comprando!
Só espero que não matem todos os kryptonianos depois desta saga, seria muito simplista e sem originalidade.
“… enquanto na segunda temos convidados muito bacanas como Aaron Lopresti, David Finch, Gary Frank e Cafu.”
Cafu? É PENTAAAAAA!!!!
@Kord Foi como já disseram, não existe personagem ruim, existe é personagem mal escrito e mal aproveitado. O Super foi o primeiro, aquele que deu o sentido para o termo “super-herói”. Apesar de parecer um personagem ultrapassado ou que nada mais pode se “tirar” de uma frânquia com mais de 70 anos, esta série está aí p provar que o Super é um personagem forte e interessante, que além de um ícone global também é um herói com aventuras empolgantes e que transmitem o fascínio de acontecimentos que abalam todo o UDC e a mídia envolvida.