Jim Lee mostra uma coletânea de sua arte para a DC Comics

Jim Lee quer foco em parcerias e conteúdo digital

Jim Lee finalmente se posicionou sobre a dança das cadeiras e as mudanças na DC Comics. Nas últimas semanas, após especulações e spoilers de alguns nomes, a AT&T – empresa-mãe do conglomerado – anunciou a demissão de cerca de 800 pessoas do grupo Warner Media. O fato afetou especialmente a editora de quadrinhos, apesar de não estar limitado a ela. O artista, que tornou-se famoso pelo seu trabalho nos X-Men no começo dos anos 90, falou sobre a atual situação da DC para o The Hollywood Reporter.

Especulou-se que o ex-co-publisher, que ocupa o posto sozinho desde o começo do ano, quando Dan Didio foi demitido, seria também mandado embora. Apesar de ter afirmado que um novo co-publisher ocupará a vaga a seu lado em setembro, Jim Lee continua na chefia DC. A lista de profissionais desligados da empresa inclui o vice-presidente de iniciativas de publicação e estratégia digital, Bobbie Chase, o editor Andy Khouri, o editor de histórias sênior, Brian Cunningham, o editor do selo Black Label, Mark Doyle, e o vice-presidente sênior de estratégias de publicação e serviços de suporte, Hank Kanalz, entre outros. A situação tornou-se pior porque a principal relações públicas da editora, Courtney Simmons Brown, saiu uma semana antes do anúncio das demissões. Assim, muitos rumores precederam a publicação do real rombo na cadeia de comando da DC.

Jim Lee continua como publisher, mas Marie Javins e Michele Wells assumem a edição geral

Entretanto, o maior posto nas demissões na empresa foi o editor-chefe Bob Harras. A posição dele será compartilhado por duas mulheres. Interinamente, Marie Javins (até agora, chefe de estratégia digital da DC Comics) e Michele Wells (editora da linha de livros infanto-juvenis) assumem o cargo.

Apesar de, na entrevista, afirmar que nenhum projeto previsto está cancelado, Jim Lee confirmou que a linha de títulos será enxugada. Cerca de 20 a 25% dos quadrinhos mensais da editora já está sendo eliminada. O movimento aprofunda iniciativas que começaram ainda na gestão Didio para privilegiar produtos direto para as livrarias. Nos últimos meses, já foram cancelados Harley Quinn, Batgirl, Batman e os Renegados, Liga da Justiça Odisseia, Gavião Negro, Justiça Jovens, Jovens Titãs, Esquadrão Suicida e Hellblazer. Poucos lançamentos têm sido anunciados para os próximos meses. O DC Fandome, nos dias 22 e 23 de agosto, deverá definir o lineup da editora.

Como foi confirmada pelo menos a dissolução da divisão de colecionáveis DC Direct, Jim Lee foi questionado se a DC pararia de publicar quadrinhos. “Ainda é a pedra fundamental de tudo o que fazemos” afirmou ao THR. O uso da palavra “ainda” não traz tanta confiança, mas outras palavras do publisher explicam para onde irá parte da energia da editora:

(…) Nós queremos fazer parcerias com artistas em vários territórios e revelar histórias que soem autênticas para seus mercados, com personagens que eles possam abraçar como se deles fossem, e procurar oportunidades para pegar esses personagens e espalhá-los por toda a nossa mitologia. Com o digital, é mais uma questão de acertar a janela. Quero dizer que nós vamos em frente com mais conteúdo digital, e coisas que vendem bem no digital também vendem bem impressas. Um bom exemplo é Injustiça, o quadrinho digital que amarra-se com o videogame. Quando aquilo saiu, foi o quadrinho digital mais vendido do ano, se saiu melhor que o Batman. Trouxe muitos fãs adjacentes até o nosso negócio.

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