[#CrisisOnInfiniteEarths] Crise nas Infinitas Terras: Review da Parte Três

Chegou a hora! A Crise nas Infinitas Terras alcançou seu prometido hiato nesta última terça-feira, guardando para meados de janeiro de 2020 a conclusão da saga. O episódio foi o nono da sexta temporada de The Flash, que guardou, possivelmente, o melhor capítulo da saga até agora. É claro que sozinho ele não significa nada, mas, como parte do todo, foi bombástico.

Todas as subtramas que vimos no episódio passado recebem uma evolução orgânica nesta terceira parte. Os sete “paragons”, cujos membros restantes eram o Flash, o Caçador de Marte e o recém-chegado cientista Ryan Choi (que certamente substituirá Ray Palmer em breve, quando o ator Brandon Routh deixar o Arrowverse, o que já foi anunciado), estão reunidos com outros heróis e o Monitor. Mas mesmo com toda essa galera reunida, diversas outras Terras se vão, inclusive o mundo da antiga série Birds of Prey, cuja destruição foi marcada pela participação da atriz Ashley Scott, que repetiu seu papel de Caçadora.

A clássica Caçadora da série Aves de Rapina, fazendo uma pontinha na Crise nas Infinitas Terras.
A clássica Caçadora da série Aves de Rapina, fazendo uma pontinha na Crise nas Infinitas Terras.

A fim de salvá-lo da destruição de seu mundo, o Pária traz Jefferson Pierce, o Raio Negro, para a Terra-1. Muito bem interpretado pelo ator Cress Williams, o personagem oferece a profundidade emocional necessária para entendermos como ficaria alguém que acabou de perder seu mundo – literalmente. Ainda que sua motivação para ajudar o resto dos heróis tenha surgido rápido demais, faz sentido se levarmos em conta o lúdico deste crossover. Além disso, a história é grande e possui diversos personagens. Nem todos os detalhes precisam ser cirurgicamente esmiuçados.

A participação de Jefferson é fundamental para que os ganchos dos próximos episódios sejam colocados nos lugares corretos. Graças à sua habilidade de “estocar” energia, ele e Barry conseguem libertar o Barry da Terra 90 do cativeiro – ele estava correndo em uma esteira cósmica que gerava a energia de antimatéria, um castigo imposto pelo Anti-Monitor. Contudo, a esteira tinha um dispositivo de segurança que destruiria todas as outras Terras de uma vez. O velho Barry tentou impedir, correndo novamente e entregando sua vida enquanto se lembrava de seus melhores momentos em um belíssimo flashback de sua série clássica, produzida em 1990. Morreu um Flash na Crise nas Infinitas Terras, como tem que ser.

Os Flashes reunidos para a Crise nas Infinitas Terras.
Os Flashes reunidos para a Crise nas Infinitas Terras.

Enquanto isso, John Diggle, Mia e John Constantine encontram Lúcifer, no que, provavelmente, foi a melhor participação especial até agora. Tom Ellis foi um monstro. Roubou a cena e mostrou muita irreverência, ficando pau a pau com Matt Ryan. Há uma história entre esses caras e seria muito legal vê-los juntos novamente.

Como era de se esperar, a saída oferecida por Lúcifer foi um golpe, e Oliver Queen, encontrado pelo trio em uma espécie de Purgatório, não quis partir, separando-se para sempre daqueles que ama. Mas a presença de Jim Corrigan e o encontro entre eles já deu a dica de Oliver pode se tornar o próximo Espectro, o que faz sentido com sua natureza.

Oliver e Jim Corrigan juntos na Crise nas Infinitas Terras.
Oliver e Jim Corrigan juntos na Crise nas Infinitas Terras.

Por fim, temos que falar de Lyla, o Anti-Monitor e o resto dos heróis. Todas as Terras são destruídas em um momento dramático bem conduzido. Os heróis restantes não sabem como enfrentarão as energias do Anti-Monitor, mas, em uma última atitude do Pária, eles são salvos ao serem jogados no “vanishing point”, o “ponto de fuga”, onde o tempo e o espaço não tem influência. Mas em um jogo maléfico de alteração do Livro do Destino, elemento importante de toda a saga até agora, Lex Luthor substitui a ida do Superman de Brandon Routh, deixando os heróis à merce deste vilao no fim do episódio.

Até agora foi tudo muito empolgante e particular deste universo, mas recheado de homenagens à Crise clássica. Mais importante que isso, a saga é convidativa. Como o primeiro episódio dela foi bastante acessível, fãs curiosos, que nunca viram essas séries, podem acompanhá-la com alguma tranquilidade.

Voltaremos em janeiro!

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