[#Shazam] Bem-vindos ao novo mundo de SHAZAM!

[Nota do editor: esse texto faz parte de vários que serão publicados no site durante algumas semanas. Em breve, teremos o filme Shazam! nos cinemas, mas não é só isso: o Terra Zero está preparando um livro do personagem para angariar fundos na plataforma Catarse durante a época de exibição do longa!]


Receber a notícia de que Geoff Johns voltaria a escrever uma nova revista do Shazam não foi exatamente uma surpresa. Ela tampouco causou o estrondo que sempre vem acompanhado da transformação de Billy Batson no herói mágico. Não que a HQ não fosse aguardada; na verdade, os fãs já esperavam que Johns assumisse as rédeas desse universo. Afinal, foi ele que o trouxe de volta quando do advento dos Novos 52 e foi ele também o consultor do filme que estreia em abril.

Para esta nova publicação, Johns escolheu fazer uso dos elementos que criou ainda em 2011, quando rolou a saga Ponto de Ignição. Para quem não se lembra, ela fez a ponte entre o velho e novo universos DC daquela época, sendo que o novo foi instaurado sob o já citado selo Novos 52. Em um dos tie-ins daquela saga, envolvendo justamente o Shazam (ou Capitão Marvel, se preferirem), a Família Marvel era composta por seis garotos, liderados por Billy, que, ao bradarem o nome do herói, se transformavam nele.

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Nos Novos 52, Johns, com desenhos de Gary Frank, mudou isso um pouquinho. Em vez de todo mundo virar um único herói, cada membro da família que adotou Billy (Freddy Freeman, Mary Batson e os novos Eugene Choi, Pedro Peña e Darla Dudley) virou herói. O poder concedido ao garoto pelo mago Shazam foi dividido entre seus irmãos adotivos e, pela primeira vez na mitologia do personagem, para cada elemento da palavra S.H.A.Z.A.M. foi apontado um super-herói. E foi isso que Johns trouxe para a nova DC, estabelecida sob o selo Renascimento em meados de 2016. Não víamos Billy desde aquela época. Agora ele voltou com tudo!

Capa de Shazam #1 por Dale Eaglesham.
Capa de Shazam #1 por Dale Eaglesham.

É a primeira revista mensal do Shazam em quase 20 anos. Sua estreia aconteceu em dezembro passado, pouco antes de fazer duas décadas desde o final de The Power of Shazam, de Jerry Ordway. Mas o contrário dela, Johns não dedica uma edição toda a contar a origem do personagem. Pelo contrário: com apenas três páginas, o autor estabelece tudo que é necessário saber Shazam. Em seguida, uma aventura inédita começa. Billy já está vivendo com a família adotiva e seus irmãos possuem os poderes do mago Shazam.

Neste primeiro arco, o objetivo dos heróis – que ainda não decidiram seus nomes – é fazer boas acoes onde moram (Filadélfia) e desvendar um mistério iniciado pelo “geninho” da galera, o jovem Eugene. Sempre que pode, ele está pesquisando melhor sobre a dimensão paralela em que Billy esteve inicialmente. Ao descobrir uma área inédita dela, chamada A Estação, que possui um mapa para as Terras Mágicas, a história começa de verdade.

Recheada de referências à inocência da Era de Ouro das histórias do Capitão Marvel original, essas novas histórias, publicadas em Shazam #1 e Shazam #2 (lançada semana passada) dão o tom do que esperar para o futuro desta publicação e até do filme. Há até um certo clima de Os Goonies (1985) na dinâmica dos meninos e na aventura em que eles se metem.

Página de Shazam #2 por Marco Santucci.
Página de Shazam #2 por Marco Santucci.

As possibilidades abertas pelo mapa das Terras Mágicas são inúmeras, como se pode ver na segunda edição. Enquanto, no mundo real, a família lida com o fato de que o suposto pai verdadeiro de Billy Batson esteja vivo e de que todos os garotos sumiram, no mundo mágico os seis meninos conhecem a Funlands e um sétimo membro da Família Shazam: King Kid, representado pelo “!” de “S.H.A.Z.A.M.!”. Se isso parece gratuito, lembre-se: o logotipo novo tem o raio na letra “Z” e dá destaque para o “!” desde o primeiro momento de sua divulgação. Ainda é cedo para saber onde isso vai dar, mas só de ser uma novidade em uma mitologia tão antiga já soa agradável.

Dr. Silvana também marca presença na história, aliado ao Sr. Cérebro, assim como acontece na primeira aparição do verme dominador de mundos na Era de Ouro. Ou seja, há muita coisa do antigo Shazam nesse novo. Johns não está economizando referências, mas também não está deixando de criar elementos. A presença das Terras Mágicas e sua futura exploração pelos meninos garantirá muita história pela frente – isso sem contar as tramas diabólicas desse estranho pai de Billy e das forças unidas de Sr. Cérebro e Dr. Silvana.

Ótimo início da nova Shazam. Se os fãs queriam algo novo do herói para ler, o momento chegou. A DC caprichou nesse lançamento. Apesar de a arte ter ficado irregular, já que o primeiro número é desenhado por Dale Eaglesham e o segundo, por Marco Santucci, a ambientação oferecida pelos dois é parecida e garante o visual necessário para o leitor entrar no mundo místico de Shazam. Que se mantenha assim.

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