Lanterna Verde: Análise Absoluta de Renascimento

Na semana em que o Lanterna Verde Hal Jordan volta a ter sua própria revista, com aventuras solo, proporcionadas aos fãs por ninguém menos que Grant Morrison e Liam Sharp, vamos relembrar um dos artigos mais importantes da história do Terra Zero. Em 2010, com apenas 2 anos de vida, fizemos uma análise profunda da HQ Lanterna Verde: Renascimento e como ela possuía outros significados além do óbvio (trazer de volta Hal Jordan para o panteão de heróis da DC). Fãs dos guerreiros esmeralda vão adorar! Confiram-no abaixo, na íntegra, da forma como foi publicado.

O Especial de 10 Anos do Terra Zero republicará alguns dos maiores textos já lançados aqui. Semanalmente, com a hashtag #TerraZero10Anos. Além disso, teremos um item no menu que redireciona para uma página com todas essas republicações. Não percam – e aproveitem para conhecer nossa história!


Independente da opinião particular que cada leitor tem a respeito do trabalho de Geoff Johns e de como ele trouxe Hal Jordan de volta, deve-se admitir que a minissérie Lanterna Verde: Renascimento é fundamental para o atual Universo DC. Johns, na época, começava a ficar cada vez mais conhecido na indústria, por sua capacidade de amarrar pontas cronológicas em uma linearidade coesa, tem como Hal um dos grandes heróis de infância e certamente era a pessoa certa para este afazer – aliás o conhecimento popular entende que a ideia foi dele mesmo e o editor Dan DiDio acatou sem pestanejar.

Mas a verdade é que Jordan foi personagem proeminente e crucial no desenvolvimento e narrativa de umas das histórias contemporâneas mais aclamadas e premiadas da história da DC Comics. DC: A Nova Fronteira foi uma ode à Era de Prata pelo cartunista Darwyn Cooke, feita para leitores como eu e você, que são mais novos e não tiveram contato com este material como pessoas da faixa etária dele tiveram. Para completar, Green Lantern v3, estabelecida a mais de 15 anos no mercado estava sofrendo duras quedas de vendas e chegava perto do cancelamento. Kyle Rayner era mais interessante quando o próprio Ron Marz o escrevia, assim como nas mãos de Grant Morrison, Mark Waid e Joe Kelly na Liga da Justiça. Passada esta era o herói foi se perdendo aos poucos.

A derradeira Green Lantern #181 foi lançada. Com ela, o toque no coração dos fãs de Kyle pelo próprio Ron Marz, que o jogou na infinidade do espaço sideral e deixou o gancho para Green Lantern: Rebirth. Era hora de Johns assumir.

SITUANDO-SE NO TEMPO COM O INÍCIO DA HISTÓRIA

Tudo começa com uma narrativa sobre a Tropa dos Lanternas Verdes, que patrulhava o espaço fazendo coisas boas. Então um deles destrói todos os outros e nisso aparece uma nave saindo do sol e que acaba caindo na Terra – o narrador era Kyle Rayner, o “último Lanterna Verde”, que também estava dentro da nave supracitada. O cenário era no Novo México, onde dois amigos caminhavam brincando que não acreditavam que OVNI, quando a nave cai bem na frente deles. Lá estava Kyle, sangrando e derrotado, estando próximo a um caixão e dizendo “eu conheci o que o medo realmente é”.

Corte de cena para Califórnia, onde Carol Ferris está falando com seu marigo Gil sobre ter crescido nos campos de voo e logo em seguida dá uma limpada num dos antigos aviões lá presentes e percebe o nome “H. Jordan” escrito – detalhe para o fato da cena também mostrar a aliança de casamento dela neste momento. Logo se vê, em Nova York, John Stewart e Guy Gardner voando e conversando, com John falando o quanto ele acreditava em Hal e Kyle e confiava neles. Guy tira sarro dele, falando que ele não passa de um soldadinho na Liga da Justiça, recebendo ordens do Batman sem questionar, e completa dizendo que, quando seu amigo recebeu este anel de Hal, ele nunca escondeu suas opiniões e sempre fez o certo, o que é uma óbvia referência à primeira aparição de John em Green Lantern vol. 2 #87, na clássica fase de Dennis O’Neil e Neal Adams, (Grandes Clássicos DC 7, da Panini).

Depois, Guy diz que John cometeu um erro e parou de confiar em si mesmo, permitindo-se ser comandado por outros. Isso também é outra referência, no caso à minissérie Odisséia Cósmica de Jim Starlin / Mike Mignola, na qual John acaba sendo arrogante o suficiente para impedir que o Caçador de Marte lhe ajudasse a parar uma bomba em um planeta, tendo a certeza de que seu anel seria o suficiente para acabar com o problema – o que não acontece. Guy sem vangloria de seus poderes vuldarianos que, segundo ele, até lhe trouxeram de volta à vida. Teoricamente, ele “morreu” em Nossos Mundos em Guerra, de 2001. Eles aguardam a chegada do fantasma de Hal Jordan (explicaremos isso em breve) para ver o jogo de beisebol, o que acontece, mas logo em seguida começam os problemas: as pessoas presentes começam a chegar perto dele para confessarem seus pecados, até mesmo Guy. Ele diz “o espírito da vingança… ele não vai me deixar em paz…” e então desaparece dali.

Hal morreu na Noite Final, usando seus poderes de Parallax para dar nova “ignição” ao sol que havia sido devorado pelo, hã, Devorador de Sóis, e depois se tornou o novo Espectro, o espírito da vingança de Deus (se é que isso tem alguma lógica). Hal foi escolhido por suas ações como Parallax (o que, novamente, não tem logica também, afinal, o cara era uma encarnação maligna e foi escolhido para servir Deus?). Como Espectro ele tentou mudar os objetivos do espírito, trocando a vingança pela redenção, o que é bem conhecido dos leitores já que esse conceito foi imposto na série de personagem escrita por J.M. DeMatteis, e obviamente foi reutilizada por Johns aqui.

Vamos para Star City, o lar do Arqueiro Verde, que por sinal está trocando uma idéia com a nova sidekick dele, Mia. Antes que eles saiam em patrulha, o vilão Mão Negra aparece destruindo tudo e carregando um pequeno dispositivo consigo. Esse dispositivo serve para ele encontrar o anel de lanterna verde que Hal deixou com o Arqueiro anos atrás – segundo o Arqueiro, esse anel lhe foi dado para “casos de emergência”, mas não ficou claro se isso realmente existe ou foi um retcon de Johns. O Arqueiro prontamente atira uma flecha na mão direita do vilão, e o Espectro repentinamente aparece para julgá-lo. Desmaterializando a mão direita dele, o Espectro então pronuncia “Este… não sou eu.” e some.

De volta à NY, Guy está com John em seu bar, discutindo sobre Hal. Lá há quatro estátuas, sendo dos dois presentes, Hal e Kilowog. Guy alega que Hal não merece a vida pelo que ele fez com Coast City (chegaremos lá em breve) e John retruca, mas Guy o interrompe dizendo que Hal como Parallax tentou reconstruir a história à sua maneira. Parece que não, mas são várias informações sobre a cronologia do personagem neste mero diálogo – quando Hal se tornou o Parallax (em Green Lantern vol. 3 #50 Lanterna Verde: Crepúsculo Esmeralda), endoidou de vez, querendo fazer coisas que achava corretas com o imenso poder que passou a possuir. Em Zero Hora (editora Abril), ele tentou “consertar” todos os erros da Crise nas Infinitas Terras. Obviamente ele falhou e na última edição, Ollie parece matar Hal, atirando uma flecha em seu peito. Não há muita referência de como exatamente ele voltou à vida no meio tempo entre Zero Hora e Noite Final (se alguém souber, poste aí nos comentários).

Neste momento da discussão, os poderes de Guy começam a trabalhar contra ele, e ele meio que explode, destruindo todo o bar. Bem, vamos mudar de cena. Um avião voa na Califórnia e os pilots debatem sobre o acontecido de Coast City, quando sete milhões de pessoas morreram – isso aconteceu em Superman #80 durante a saga Reino do Superman, com a dupla Superman Ciborgue e Mongul fazendo a cidade desaparecer do mapa. Obviamente tais eventos não agradaram Hal que enlouqueceu completamente (Green Lantern v3 #48 a #50). Foi aí que aconteceu o famigerado arco Crepúsculo Esmeralda, já publicado no Brasil pela editora Abril e também em encadernado pela Panini no ano passado.

Matando seus amigos e tomando o anel de cada um deles Hal acaba até por matar Sinestro, por fim entrando na Bateria Central de Poder e tornando-se o vilão Parallax. Um geração de fãs pôs-se a chorar pelo acontecido. Era o momento de chegada de Kyle Rayner. Voltamos para o presente quando dois pilotos observam uma rua em Coast City sem nenhuma construção. O que está acontecendo? Hal Jordan está voltando!

A VOLTA DO HERÓI ESMERALDA

Imaginem o retorno de Hal Jordan como um efeito borboleta. A partir do momento em que seu retorno foi tornando-se iminente uma série de estranhos acontecimentos são notados ao redor de pessoas e de coisas importantes para ele. Geoff Johns sabia que deveria estabelecer não apenas o herói no novo Universo DC mas também trazer de volta com ele uma série de elementos que sempre rondaram o mito e haviam sido esquecidos. Kilowog é restabelecido, a amizade de John Stewart e Hal também assim como Sinestro e os Guardiões do Universo são vistos novamente. Johns faz o tratamento de que Hal é o centro dos lanternas e com ele voltando tudo relacionado a eles e que havia sido esquecido deve retornar, para o bem da história e dos fãs.

No âmbito do protagonista Geoff Johns faz com que ele tenha que enfrentar todos os demônios que tomaram conta de sua vida desde que Parallax tomou conta de sua personalidade. Hal vê Coast City destruída e a partir do momento em que ele começa a se recuperar e fazer a transição da luz da vida eterna para a vida carnal novamente as coisas começam a serem reconstruídas à sua volta. À medida que ele volta, os conceitos que fizeram dele um dos pilares da Era de Prata vão voltando também, tais como a própria cidade ter uma vida de novo, familiares, o grande vilão Sinestro e toda a Tropa. Um detalhe importantíssimo aqui destacado, durante a volta destes conceitos e no meio da história, é a batalha interior enfrentada pelo protagonista com todas as personas que ele teve durante os anos, sendo:

Hal Jordan vs Parallax vs Espectro vs Lanterna Verde

Esta batalha interior é exibida nas páginas como algo físico, justamente para que a visão metaforize ao leitor este plano sobrenatural, quase espiritual, do grande debate interior dele. A ideia aqui é fazer com que cada leitor, independente do quanto ele conheça da mitologia dos lanternas, entenda tudo pelo que Hal passou e onde ele quer chegar com esta possível segunda chance de vida e de herói. A arte plastificada de Ethan Van Sciver atrapalha um pouco a execução, mas de fato é uma boa ideia jogada nas páginas.

Ter nos mostrado Parallax aqui é uma coisa bastante óbvia pois o herói teria que enfrentar cada um de seus demônios para que pudesse retornar triunfal, assim como você só pode ser perdoado até que tenha a capacidade de se perdoar. Este fato é bem mostrado na história, em todas as seis partes. Além disso o retorno de Hal Jordan é definido como algo necessário para a existência da Tropa dos Lanternas Verdes novamente, para que cada Lanterna assuma seu posto e enfrente seus medos. Com ele vieram Guy Gardner, nova relevância a John Stewart e o mantimento de Kyle Rayner. Na teoria. Na prática um pouco da personalidade forte de Guy foi dada a Hal, John continua de escanteio e Kyle passou por grandes apuros nas mãos do escritor e dos editores desde então.

O trio une suas forças para derrubar o mal daquela história afim de dar um desfecho para a narrativa. Sendo assim Sinestro é derrubado por Hal e Kyle, que acabam finalmente apresentando-se oficialmente. Na Terra os lanternas da Terra se unem ao amigo Kilowog e Parallax é derrotado. Por consequência os anéis verdes não são mais enfraquecidos pela força amarela. Hal Jordan no fim das contas acaba sendo aceito pelo Batman e volta para Coast City logo depois. A ele é oferecido o emprego de piloto novamente por Carol Ferris mas ele recusa. Há outras coisas de sua vida que precisam ser revistas.

SINESTRO TAMBÉM VOLTOU

Sinestro voltou, assim como Hal. Para o herói sabemos que foi uma transição de Parallax para Espectro com sua alma e por fim a reencarnação em seu corpo que estava no sol após o sacrifício dele na saga A Noite Final. E o vilão, como retornou?

A desculpa dada pelo autor aqui, e explicada pelo próprio Sinestro na história, é a seguinte: o “Sinestro” que Hal Jordan matou quebrando o pescoço durante o arco Crepúsculo Esmeralda era apenas um construto ilusório gerado pela própria entidade de Parallax afim de quebrar em definitivo o coração do agora corrompido herói. O Sinestro real estava dentro da própria Bateria Verde durante todo este tempo junto com a entidade amarela e usou seu anel Qwardiano amarelo para acordá-la e mostrar-se realmente a todos. Obviamente no fim ele acaba derrotado, mas esta foi apenas uma batalha e não a guerra toda…

QUEM RETORNA É HAL, O HERÓI É KYLE

Kyle Rayner tem um dos melhores arcos de sua vida durante toda a minissérie. Começamos com ele à beira da morte após ter descoberto o corpo de Hal no limite da galáxia numa homenagem à clássica cena em que Hal recebe o anel verde de Abin Sur. Ao contrário de John e Guy ele protegeu este corpo como estava protegendo sua vida por confiar em Ganthet o suficiente para isso e por saber da importância dos eventos que estavam por vir.

Um fato curioso é que os cinco primeiros capítulos sempre começam com Kyle e uma narrativa dele em primeira pessoa. Aliás a narrativa dele é imprescindível para a história pois ela situa todo o ambiente e dispõe os personagens nas peças corretas do tabuleiro que vem sendo manipulado por Geoff Johns.

Chega a ser fantástico como Kyle consegue entender o medo após encontrá-lo de forma quase palpável no começo da história e então vai se levantando aos poucos como um verdadeiro herói. Ele entra num embate com um furioso Kilowog, aceita seu lugar na nova ordem dos Lanternas cumprindo o que lhe foi pedido por Ganthet, aceita seu medo, o sobrepuja, enfrenta Sinestro como um igual, não é corrompido pela energia amarela liberada ao contrário de Guy e John e por fim é parte crucial na derrota de Sinestro e de Parallax.

Vejam o que Greg Burgas, do Comic Book Resources e um dos maiores especialistas em DC Comics do meio jornalístico de quadrinhos, comentou a respeito de Hal vs Kyle nesta história:

(…) Mais que isso, como eu comentei antes, a história parece ir contra tudo que ouvimos falar de bom de Hal. Eu até posso aceitar que ele foi muito heroico, ultrapassou os limites de qualquer pessoa normal para fazer o bem e salvar o universo e foi corrompido (como vimos em Crepúsculo Esmeralda e Zero Hora), antes que aceite que uma criatura o corrompeu. Esta minissérie serve para restabelecer Hal como um herói, mas é interessante que Kyle sempre parece muito mais heroico que ele, pois ele entende seu medo, o aceite e o sobrepuja. Hal cedeu e acabou corrompido. Kyle resistiu e ainda salvou o dia. E ainda assim os fãs clamam por Hal a ponto de Johns achar necessário corromper forçosamente Kyle com Parallax apenas para mostrar o quanto o “último lanterna verde” não era cool. Estranho.

De fato, pra uma história que queria enaltecer Hal Jordan, acabamos por ver um cara que fez muita coisa errada com o poder que lhe foi concedido e deu sorte de conseguir uma segunda chance na vida.

REFERÊNCIAS DUVIDOSAS E QUESTÕES PENDENTES

1-O Espectro alega que Mão Negra ficou assim por “invejar sua família”, o que “estragou sua alma”. Entretanto na Noite Mais Densa (escrita pelo próprio Geoff Johns) vemos que ele era uma ovelha negra de sua família por adorar a morte desde pequeno e que quis matar todos e então se matar para poder abraçar seu chamador.

2-Oliver Queen sempre teve aquele anel? Por que não o usou outras vezes? Isso tornou-se fato em alguma história específica ou simplesmente foi criado por Johns para usar o Mão Negra ali como um vilão de luxo naquela cena?

3-Mesmo que o autor tenha planejado utilizar o personagem mais adiante em suas histórias mensais, qual o verdadeiro motivo das duas aparições de Hector Hammond aqui? Nenhuma.

4-Para uma história que foi vendida como a apresentação do universo dos Lanternas Verdes para leitores novos há uma carga alta de informações passadas aqui que o novato não consegue entender. Há momentos em que os personagens estão discutindo coisas que é impossível alguém novo entender. Claro, este é um problema que pode se expandir para quase toda a indústria de quadrinhos e não apenas esta minissérie.

5-Aqui o Batman é retratado como alguém que sempre desconfiou de Hal Jordan, a ponto de levar o clássico soco na cara. Mas como, se eles sempre foram amigos e tiveram várias histórias juntos dos anos 1960 até o início da década de 1990? De todos os elementos que Johns pega do passado ele foi deixar de lado logo esse pra enaltecer seu personagem? Bobo.

ADORAÇÃO DOS FÃS E CRÍTICAS PESADAS

Assim que foi concluída os sites especializados, fãs e jornalista começaram a opinar. Qual era o saldo final daquela minissérie que havia vendido tanto? Chega a ser impressionante como se diverge sobre a história. Se de um lado os fãs da DC Comics e/ou de Lanterna Verde começaram a venerar Geoff Johns por trazer Hal Jordan de volta, a crítica não foi tão a favor assim.

Curiosamente, as críticas não focam no retorno de mais um morto, mas sim em como a história é narrada. Apesar de grandes pontas soltas finalmente terem sido fechadas e explicadas, muitos críticos apontam que a narrativa de Johns é infantil e parece mais uma história feita para crianças do que para o público jovem e adulto. Jim Smith, um dos maiores colecionadores e especialistas em Lanterna Verde do mundo, comentou na época em que a história foi concluída que aquilo parecia-se com um conto feito por uma criança de oito anos de idade e que a arte de Ethan Van Sciver é disfuncional e feia.

O supracitado Greg Burgas comentou o seguinte no CBR:

É óbvio que esta série saiu simplesmente porque muitos fãs encheram o saco para Hal voltar e a DC Comics finalmente achou um escritor que adorava o personagem tanto quanto estas pessoas. Não havia razão nenhuma para Hal voltar. Isso, na verdade, fede a ordem editorial e, mesmo que Johns implorasse à editora para escrever este retorno, ainda assim parece que eles conseguiram achar alguém que desse sentido para o corrompimento de Hal. Além disso, ela é muito longa. Saiu como uma minissérie de seis edições e acabou tendo uma série de cenas desnecessárias, algumas até com Sinestro sendo jogado para preencher espaço. Claro, deu chance de Ethan Van Sciver desenhar muitas cenas legais, mas podia ter sido muito melhor com apenas quatro edições.

Por outro lado, alguns portais lá de fora, assim como a crítica brasileira, acreditam que a série é muito boa, apesar das falhas e da escolha Van Sciver para os desenhos. Seja como for, a editora obteve muito sucesso comercial com a volta de Hal, como veremos abaixo.

VALORES COMERCIAIS

Tirando de lado qualquer polêmica e divisão de opiniões, deve-se dizer que Lanterna Verde: Renascimento foi um sucesso. Nos Estados Unidos a primeira edição da minissérie teve nada menos que quatro impressões somando 156.975 unidades vendidas. A segunda edição teve uma reimpressão e somou 122.221 unidades comercializadas. As seguintes venderam, respectivamente: 106.523, 108.077, 115.006 e 114.354 unidades. Em dólares a minissérie somou exatamente US$ 2.133.310,20, algo que hoje gira em torno de 3,6 milhões de reais. [Nota do autor: atualmente, esse valor chega a R$ 7.897.346,46.]

Mais que isso a mini também foi responsável por uma série de 5 action figures contendo Hal Jordan (Lanterna), Hal Jordan (Parallax), Kilowog, Mão Negra e um set com dois Guardiões do Universo. Atualmente ela encontra-se esgotada e fora de produção.

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