[#TerraZero10Anos] FIQ: Frente a frente com Geoff Johns

Parece que foi ontem que estive frente a frente com Geoff Johns aqui no Brasil. Já faz cinco anos que uma das maiores mentes da DC nos últimos 20 anos passou pela primeira – e até agora única – vez pelo país. Aconteceu no FIQ, o Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte. Confiram na íntegra uma reedição de nosso encontro com ele, com direito a vídeos e tudo mais.

O Especial de 10 Anos do Terra Zero republicará alguns dos maiores textos já lançados aqui. Semanalmente, com a hashtag #TerraZero10Anos. Além disso, teremos um item no menu que redireciona para uma página com todas essas republicações. Não percam – e aproveitem para conhecer nossa história!


O Terra Zero teve o imenso prazer de participar de duas das mais importantes coletivas de imprensa do VIII Festival Internacional de Quadrinhos, o FIQ. Ao estar frente a frente com Geoff Johns e George Pérez o site pôde não apenas notar a simpatia de cada um como também teve chance de elaborar um pouco com cada um deles certos assuntos que interessam a muitos fãs. Vale lembrar que este primeiro post é dedicado à entrevista com Johns. Depois será publicado um post apenas com o que foi conversado com George Pérez.

Morcelli, Geoff Johns, Ivan Reis e Joe Prado no FIQ 2013.
Morcelli, Geoff Johns, Ivan Reis e Joe Prado no FIQ 2013.

A Coletiva

Geoff já estava no Brasil há alguns dias, ficando hospedado em São Paulo, na casa de Joe Prado, para conhecer um pouco mais de uma das principais capitais brasileiras. Já em Belo Horizonte, Johns tentou caminhar tranquilamente pelo evento, mas foi abordado por fãs o tempo todo – o que não o deixou chateado. Ao contrário, o escritor recebeu todos com bastante carinho, assim como sua esposa, que lhe acompanhou em toda a viagem.

Na sala de imprensa, ao lado de Prado e Ivan Reis, Johns ficou mais à vontade, respondendo perguntas tranquilamente – desde que fossem relacionadas a quadrinhos, é claro, já que ele estava proibido de comentar qualquer coisa fora deste tema. Ao Terra Zero o escritor elaborou mais sobre seus métodos de trabalho, tanto como pesquisador de quadrinhos como dono de uma capacidade ímpar de dar destaque a personagens com quem ninguém se importava.

coletiva-johns

Teoria da Terra 3

O Terra Zero levou a Johns sua teoria de que Dick Grayson poderia ser levado à Terra 3 para iniciar uma nova onda super-heróica num mundo que se foi, se tornando então o modelo e inspiração para outros possíveis herói lá. Johns disse que isso seria impossível, pois não há chance de um retorno da Terra 3, mas admitiu ter adorado ideia, o que causou risos em todos os presentes.

Pesquisa Profissional

Johns pesquisa bastante para ter base para suas histórias. Ao ser questionado pelo site sobre como ele consegue amarrar pequenas pontas soltas da Era de Prata na cronologia atual – além de conseguir pegar a essência de personagens falidos e transformá-los em relevantes novamente – o escritor explicou que faz dois tipos de pesquisa: uma nos quadrinhos e uma na vida real.

Nos quadrinhos, Geoff contou que tem uma coleção simplesmente imensa de revistas, as quais relê quando pode e pega inspiração e problemas a serem resolvidos em histórias mais elaboradas no presente. Já a pesquisa da vida envolve, por exemplo, ir até a Força Aérea Americana para conhecer a vida de um piloto, entendendo como funciona a relação dele com sua aeronave a um pouco da parte científica disso tudo.

Reabilitação de Personagens

O escritor é muito conhecido por pegar personagens que foram maltratados pelos anos de cronologia e dar relevância a eles novamente, tanto no lado super-heróico como no vilanesco. Tanto Johns como Prado e Reis explicaram que há personagens que merecem um tratamento melhor, deixando implícito que a Era de Prata é a grande fonte disso. Personagens como Sinestro, Adão Negro, Shazam, Hal Jordan, Aquaman e outros foram relembrados como jogados no limbo e trazidos ao estrelato pelas mãos do autor e destes desenhistas de alguma forma.

A importância dos vilões

O Terra Zero perguntou a Johns por que ele é tão apaixonado por vilões, questionando ainda se, como escritor, ele enxerga que este tipo de personagem tem mais camadas psicológicas a serem exploradas do que os super-heróis. Johns disse que sim – contanto que o vilão não seja um psicopata extremo ou alguém muito caricato – afirmando que sua recente experiência com Lex Luthor em Forever Evil é a prova definitiva disso.

A complexidade da mente de um vilão como ele é o que me motiva a continuar escrevendo personagens assim. Foi o que aconteceu com toda a Galeria de Vilões do Flash que eu trouxe de volta quando pude.

Pra finalizar, o escriba aproveitou para revelar que criará uma nova personagem na Liga da Justiça, e ela será uma vilã. Mais do que isso, Johns também está desenvolvendo um trabalho para a Vertigo, algo em que, como os leitores do Terra Zero bem sabem, ele já vem trabalhando há alguns anos.

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