[#TerraZero10Anos] Encantos e Cartas de Xanadu – Parte 1: O Surgimento da Magia

Agora que sabemos que a Madame Xanadu terá sua primeira versão live action na série do Monstro do Pântano (que será produzido pelo serviço de streaming DC Universe), nada melhor que falar sobre ela, correto? Em 2013, fizemos uma série de artigos sobre a revista solo que ela ganhou no início desta década no selo Vertigo. Ela foi toda produzida pelo escritor Matt Wagner, com a maioria das edições sendo desenhada por Amy Reeder. Vamos relembrar este especial?

O Especial de 10 Anos do Terra Zero republicará alguns dos maiores textos já lançados aqui. Semanalmente, com a hashtag #TerraZero10Anos. Além disso, teremos um item no menu que redireciona para uma página com todas essas republicações. Não percam – e aproveitem para conhecer nossa história!


Madame Xanadu é uma das personagens dos quadrinhos super-heróicos que mais se conecta aos velhos mitos bretões, ainda que esta definição tenha sido melhor explorada muitos anos depois de sua criação. A personagem, curiosamente, foi encomendada por um editor da DC Comics, sendo criada por David Micheline e Michael Kaluta sob os preceitos de seu superior (na época ninguém menos que o grande Joe Orlando).

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A ideia era básica: Orlando sugerira a Micheline e Kaluta conceitos para uma nova revista, a qual seria uma antologia de terror/suspense narradas por uma apresentadora. Esta anfitriã tornou-se a Madame Xanadu, uma maga poderosíssima e imortal com muita história pra contar. Assim surgia Doorway to Nightmare, em 1978, a última das revistas da DC a tocar neste tema antes do surgimento do selo Vertigo.

Alicerces para o Futuro

Estruturalmente as histórias da Madame Xanadu formavam-se de momentos de amor e frustração romântica dos convidados que adentravam sua casa de adivinhação em Greenwich Village. Ela então solicitava que o convidado fizesse uma tarefa em troca do objetivo desejado, e era neste momento em que ela intervinha na tarefa (sem conhecimento da pessoa) com seus poderes de origem oculta.

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Apesar do carisma da personagem a revista pouco durou, tendo resistido por meros 10 números. Foi então que a Madame começou a aparecer em outros cantos do Universo DC, figurando principalmente nas duas séries mensais do Espectro; a primeira, lançada em 1987, durou por 2 anos com Doug Moench nos roteiros; a segunda, muito mais bem sucedida, foi iniciada por John Ostrander em 1993 e durou 62 edições.

A relação entre ela e o Espectro sempre foi bastante explorada, especialmente por um tórrido romance com um de seus hospedeiros ter florescido daí. Tudo começou quando Jim Corrigan e seu divino alter-ego foram destruídos pelo Anti-Monitor na Crise nas Infinitas Terras, cabendo então à maga trazer o Espectro de volta utilizando uma série de rituais mágicos.

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A alma de Corrigan fica salva graças a ela e a partir daí a dupla desenvolve uma relação saudável e cheia de confiabilidade. Quando a alma de Corrigan deixa definitivamente o plano mortal e parte para o Paraíso, Xanadu chora, graças à grande amizade que desenvolveu com esta forma espiritual.

Cronologia Contemporânea

Dos anos 1990 para os 2000 a Madame envolveu-se em uma série de sagas e eventos da DC Comics. Um dos mais importantes para sua cronologia foi o Dia do Julgamento, saga que transformou Hal Jordan no novo Espectro e eliminando de vez a relação do casal.

Nesta mesma saga surgiu o grupo Sentinelas da Magia, formado por Madame Xanadu, Vingador Fantasma, Desafiador, Sentinela (Lanterna Verde), Doutor Oculto, Fausto, Ragman, Ravena, Zatanna, Magia, Demônio Azul, Sr. Destino, Bloodwynd e Tempest.

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O mais importante neste período, no entanto, é o desenvolvimento de uma outra relação entre ela e uma entidade do Universo DC, o Vingador Fantasma. Esta relação, no entanto, é de desgosto: a Madame não concorda com seus métodos e não aceita sua origem, optando por agir o mais longe do possível do misterioso homem e do grupo recém criado.

Com estas informações, portanto, o leitor já sabe como a personagem foi criada e com quais ela se relacionou. A partir de agora os próximos artigos focarão em sua fase na Vertigo, feita por Matt Wagner, a qual dá profundidade absoluta à personalidade de Xanadu, criando uma origem fantástica para sua existência e propondo histórias interessantíssimas ao relacionar mitologia e história da humanidade nas passagens da Madame pelo mundo através dos séculos.

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Voltamos em 15 dias para iniciar a análise da Madame Xanadu na Vertigo!


Confiram as outras partes do especial:

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