[#Entrevista] Ivan Costa fala sobre a megaexposição Quadrinhos

Na última sexta-feira, 14 de setembro, começou a pré-venda de ingressos para a megaexposição Quadrinhos. A mostra durará até 2019, e está agendada para  abrir as portas para todo o público em 14 de novembro.

Quadrinhos apresenta uma ampla retrospectiva da 9ª arte contada através de revistas, artes originais e itens raros dos diversos gêneros das HQs – super-heróis, infantis, terror, aventura, romance, mangá, faroeste e muitos outros – em ambientes temáticos e imersivos que ocupam os dois andares do Museu, apresentando também a influência das HQs na cultura pop e em outras mídias como cinema, rádio e TV. A exposição também conta com uma extensa programação paralela com atividades para adultos e crianças, incluindo cursos, oficina, exibição de filmes e bate-papo com artistas.

Realizada pelo MIS, Quadrinhos conta com curadoria de Ivan Freitas da Costa (sócio-fundador da CCXP – Comic Con Experience e da Chiaroscuro Studios) e projeto expográfico da Caselúdico, parceira do MIS em outras exposições como O mundo de Tim Burton, Silvio Santos vem aí e Castelo Rá-Tim-Bum – A exposição.

O Terra Zero conversou exclusivamente com Ivan para sabermos mais sobre a megaexposição Quadrinhos. Confiram!


Terra Zero: Obrigado por mais uma vez falar conosco, Ivan. Foram muitas exposições desde a primeira vez em que você expôs alguns de seus itens em 2005, na extinta Bienal de Quadrinhos. O que mudou de lá pra cá?

Ivan Costa: Uma coisa que certamente mudou muito, foi meu acervo, que só cresceu (risos). Principalmente em função das próprias exposições mesmo. Foram quatro exposições no FIQ; uma exposição itinerante pelo interior de São Paulo, fruto da que fiz no FIQ em 2013; uma inédita no passado, baseada no trabalho que o Ivan Reis fez para a DC, pela qual ganhei o HQMix; e agora essa, que está no MIS.

Uma coisa legal é que essas exposições estão ganhando espaço em lugares que normalmente não receberiam isso. Museus, galerias de arte, o Memorial da América Latina, agora MIS… Isso posiciona os quadrinhos como arte mesmo. Pode parecer meio óbvio para quem é do meio, mas para o grande público ainda é novidade. Ter uma exposição grande, reconhecida e premiada em lugares assim dá visibilidade para os quadrinhos e seus criadores.

Com o passar do tempo seu trabalho ganhou muitos seguidores pelo país e nas redes sociais. O que essas pessoas – e as novas que virão – encontrarão na nova exposição?

Sem dúvidas é minha exposição mais ambiciosa. É a maior também. Tanto em acervo quanto em projeto. O projeto tipográfico é muito complexo e bonito! Foi feito pela Caselúdico, que trabalhou com o MIS antes, em exposições como Castelo Rá Tim Bum, Tim Burton e Stanley Kubrick. Ficou belíssimo, muito rico mesmo. E está somado a um acervo igualmente rico, como não se vê no Brasil desde a lendário exposição que o Álvaro de Moya fez aqui em São Paulo.

Quadrinhos vai ocupar o museu todo e ficará à mostra por bastante tempo. Aliás, a expectativa de público é de 400 mil pessoas. É muito grande, tem muito material, muita exposição… O pessoal que já conhece quadrinhos pode esperar encontrar originais e trabalhos dos principais artistas. Já o público que não é do meio encontrará várias novidades e informações sobre quadrinhos.

Conforme a quantidade de itens da sua coleção aumenta, como fica a seleção do que será exposto? Ajuda ter temas bem definidos para cada exposição?

Estou partindo de duas experiências muito diferentes. No ano passado tinha uma exposição muito vertical, que era a do Ivan Reis. Ou seja, foi uma exposição sobre um artista trabalhando para uma editora. A exposição de agora cobre absolutamente tudo. Ela começa com desenho rupestre, para se ter uma ideia. A partir daí, passa por Américas, Europa, Ásia… Ela é tão ousada a ponto de meu acervo não ser suficiente. Portanto, para essa exposição estou contando com apoio de vários colecionadores brasileiros e estrangeiros, que gentilmente cederam alguns de seus itens.

Que quadrinhos você consome hoje? A exposição que você montou é bem plural em termos de gênero e conteúdo. Existem relação entre o Ivan que faz a curadoria e o que é fã da mídia quadrinhos?

Fazer a exposição e o trabalho de pesquisa me ajudou a expandir meus horizontes em relação a quadrinhos, a conhecer muito mais coisa. Comecei a conhecer novos criadores e novos tipos de trabalho. Quando era novo, eu lia muito quadrinho americano de super-herói. Hoje, minha pilha de leitura, que só cresce, tem de tudo: mangás clássicos, quadrinhos europeus, produção independente brasileira… Tem de tudo. Tudo mesmo. E é ótimo!

Pra finalizar, em uma entrevista conosco no FIQ 2015, você disse que tinha planos para fazer sua própria HQ. Contudo, ela certamente não seria sobre super-heróis. Essa ideia teve algum andamento?

Infelizmente não estou tendo tempo para escrever. Mas antes de sair escrevendo alguma coisa, vou passar por um processo de aprender a escrever. Roteiros, especificamente. Não desisti disso, só não vai acontecer tão cedo. Mal estou tendo tempo de ler os quadrinhos, imagina de escrever (risos)!


Serviço
QUADRINHOS no MIS | Venda antecipada
Ingressos online para os dias 14, 15, 16, 17, 19, 21, 22, 23, 24, 28, 29 e 30 de novembro; 1º, 5, 6, 7, 8, 12, 13, 14 e 15 de dezembro
Valor R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia- entrada)
Vendas a partir das 12h do dia 14/09 (sexta-feira) no site www.ingressorapido.com.br.

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