Amálgama #015 – O que aconteceu na Marvel e na DC nesta semana

Bem-vindos à nova edição de Amálgama! Nesta seção você encontra resumões dos principais eventos da semana nos quadrinhos Marvel e DC, publicados às quartas-feiras nos Estados Unidos. Nesta semana, para quadrinhos lançados em 19/09/2018, Igor Tavares e Morcelli falam de:

  • Batman Damned #1
  • Batman #55
  • Infinity Warps: Soldier Supreme #1 
  • Return of Wolverine #1
  • X-Men Gold #36

Vamos lá?

Batman: Damned #1 (Brian Azzarello / Lee Bermejo)

Apesar de toda a polêmica envolvendo o Batpinto (essa galera não sabe o que é Feira da Fruta…), Batman: Damned foi uma estreia matadora. Black Label, o selo de publicações adultas para super-heróis DC, começou em quinta marcha. Brian Azzarello e Lee Bermejo foram reunidos e desafiados pelo editorial, comandado por Mark Doyle. O resultado? Uma pequena obra de arte moderna.

O Coringa morreu, mas a primeira edição não foca nisso. Na verdade, seu objetivo é colocar a história deste novo Batman em andamento, contada sob a perspectiva única de John Constantine. Azzarello captura bem a voz do mago britânico e faz um trabalho competente. Também pudera: o autor esteve à frente de uma boa fase do personagem na década passada.

Capa de Batman: Damned #1 por Lee Bermejo.
Capa de Batman: Damned #1 por Lee Bermejo.

Há algumas mudanças bem interessantes na mitologia do Batman. É revelado que Thomas, seu pai, tinha um caso. Bruce, ainda criança, sabia. Ele próprio tinha uma infância normal e brincava com crianças de sua idade. Contudo, ele é assombrado pelo que parece ser uma feiticeira, uma assombração feminina saída dos melhores filmes de terror japoneses. Coisas bacanas devem vir dela nas próximas edições, pois a personagem tem a dose perfeita de mistério para tanto uma história do Batman como de Constantine. Tanto que ela voltou a aparecer para Bruce e é aí que o mago britânico sacana entra.

Lee Bermejo arrebenta na arte. Se o trabalho nas graphic novels Coringa e Noel tinham sido impressionantes, esperem até ver Damned!

A minissérie de três edições bimestrais volta no fim de novembro.

Batman #55 (Tom King / Tony Daniel)

Tom King faz um trabalho brincando com a dinâmica de luz e sombra que é gerada naturalmente por Asa Noturna e Batman, respectivamente. Enquanto pupilo se diverte por estar ao lado do mentor, o soturno Cavaleiro das Trevas não esconde que está em uma espiral de decadência física e mental após os eventos do “casamento”. Mas mais importante que isso é a outra dinâmica dupla, a da narrativa.

Capa de Batman #55 por Francesco Mattina.
Capa de Batman #55 por Francesco Mattina.

Enquanto a Dupla Dinâmica original combate o crime, KGBesta volta a Gotham. E ele tem uma missão bem clara, justamente aquela que acarretará os já criticados futuros eventos da revista Nightwingclique aqui para saber mais sobre eles.

Tony Daniel está envolvido com o Morcego quase ininterruptamente na última década. E não decepciona. Seu trabalho na HQ é muito bom, com destaque para Dick Grayson e sua graciosidade ao cair na porrada. O artista mostrou que ainda tem muita lenha para queimar.

Infinity Warps: Soldier Supreme #1 (Gerry Duggan / Adam Kubert)

Em decorrência da mais recente edição da saga Infinity Wars, vários personagens Marvel foram fundidos em estranhas versões, as chamadas Infinity Warps. Nesta série em duas partes conhecemos Stephen Rogers, o Soldado Supremo. Criado pela Dra. Erskine, usando secretamente rituais arcanos durante a Segunda Guerra, o sacerdote mágico é mostrado na história de Gerry Duggan em suas primeiras missões com os Comandos Selvagens de Hoggoth.

Capa de Infinity Warps: Soldier Supreme #1 por Humberto Ramos.
Capa de Infinity Warps: Soldier Supreme #1 por Humberto Ramos.

Além da curiosidade de ver uma versão amálgama de Bucky e Wong, por exemplo, ou o Caveira Vermelha com poderes de Dormammu (o Dormammu Vermelho), não há nada de muito interessante nesta edição. A arte de Adam Kubert felizmente se encaixa em roteiro e temática e temos painéis e versões interessantes visualmente de todo o elenco. Esperar muito de uma edição como essa não é uma decisão muito acertada. Só leia e divirta-se.

Return of Wolverine #1 (Charles Soule / Steve McNiven)

Ele voltou! É absolutamente impactante a arte de Steve McNiven nesta primeira edição de Return of Wolverine. A pegada visceral e com o intencional excesso de sangue e hachuras lembra muito Barry Windson Smith na clássica Arma X. A arte é tão absurda que chega a disfarçar o roteiro morno e extremamente lacônico de Charles Soule para a primeira edição.

Capa de Return of Wolverine #1 por Steve McNiven.
Capa de Return of Wolverine #1 por Steve McNiven.

O nanico invocado acorda em um laboratório de um sono profundo coberto de sangue, com seu uniforme amarelo e azul e completamente desmemoriado. Nada mais clichê em inícios de histórias de Logan do que o herói questionando sua própria sanidade. A primeira edição, além do fato de apresentar o novo uniforme, não acrescenta praticamente nada ao personagem (por enquanto). Mas a leitura é muito rápida, tem doses cavalares de ação e a já citada embasbacante arte de McNiven.

Portanto, vale a pena conferir ao menos pelos desenhos bonitos e o retorno da juba do carcaju canadense em toda a sua glória capilar.

X-Men Gold #36 (Marc Guggenheim / Pere Perez)

Edição final da passagem de Marc Guggenheim pelo título principal dos filhos do átomo.

Temos uma homenagem a Chris Claremont e momentos muito emocionantes, principalmente envolvendo a líder da equipe dourada, Kitty Pryde. Nada fica resolvido na enrolada vida da heroína e nem desta equipe. O arco fecha um ciclo iniciado na primeira cena da primeira edição de Gold. No entanto, o roteiro de Guggenheim lembra que os X-Men se veem em constante conflito com a humanidade por defenderem os interesses da raça mutante.

Capa de X-Men Gold #36 por Phil Noto.
Capa de X-Men Gold #36 por Phil Noto.

A edição pode ser lida sozinha, com informação mínima sobre o atual status da equipe. É até um ótimo incentivo para a leitura das outras 36 anteriores. No geral, uma passagem com altos e baixos (e alguns mandates editoriais) termina, e um novo ciclo se inicia para os filhos do átomo. Porém, sem reboots ou reformulações. Simplesmente os X-Men de sempre seguem protegendo aqueles que os temem e os odeiam.


O que você leu de Marvel e DC nesta semana, Zeronauta? O que mais gostou? Comente abaixo, e até a próxima Amálgama!

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