Amálgama #013 – O que aconteceu na Marvel e na DC nesta semana

Bem-vindos à nova edição de Amálgama! Nesta seção você encontra resumões dos principais eventos da semana nos quadrinhos Marvel e DC, publicados às quartas-feiras nos Estados Unidos. Nesta semana, para quadrinhos lançados em 05/09/2018, Igor Tavares e Morcelli falam de:

  • Cover #1
  • Dreaming #1
  • United States vs Murder Inc. #1
  • Asgardians of the Galaxy #1
  • Thanos Legacy #1

Vamos lá?

Cover #1 (Brian Michael Bendis / David Mack)

Mais uma HQ do Jinxworld! Bendis e Mack reúnem-se para criar Cover, uma minissérie cuja premissa é mostrar que artistas de quadrinhos podem servir de excelentes agentos secretos, já que trabalham sozinhos e viajam o mundo todo divulgando sua arte. Parece que Bendis está contando a história de Tom King com uma premissa dessas, mas é mais ou menos por aí.

Capa de Cover #1 por David Mack. Um dos destaques do Amálgama da semana.
Capa de Cover #1 por David Mack. Um dos destaques do Amálgama da semana.

Cover tem um bom início. Diferente dos outros quadrinhos lançados até agora pelo selo (que está sob a batuta da DC), Cover é mais complexo. Bem menos direto que Pearl, por exemplo, a outra estreia do Jinxworld. Max Field, o protagonista, é um quadrinista cultuado, que tem um pai misterioso, um trabalho solitário e uma reviravolta insana em uma convenção. Ao conhecer Julia, uma admiradora de seu trabalho, Max passa a desconfiar que ela está lhe perseguindo. Também pudera: em todo lugar que ele vai, inclusive fora do país, ela está por perto. As coisas ficam interessantes quando ela revela que é uma agente secreta e que há algo por trás desses encontros “casuais”.

Cover tem uma aura de mistério instigante, que foge do “padrão Bendis” de escrita. Se torna interessante não apenas pela premissa e execução quase sem falhas, mas também por tirar o autor da zona de conforto.

Excelente estreia.

Dreaming #1 (Si Spurrier / Bilquis Evely)

Sandman está de volta, e desta vez é pra valer!

Dreaming recebe os leitores da obra consagrada de Neil Gaiman em uma continuação esperada há décadas pelos fãs. O britânico pode ter feito Sandman Overture anos atrás, mas ela foi um prólogo da saga original. Desta vez, temos uma continuação de verdade. Ou seja, eventos que sucedem o final de Sandman. Si Spurrier, também britânico, e a artista brasileira Bilquis Evely, foram os responsáveis por cuidar do Sonhar, que continua sob cuidados de Gaiman no papel de supervisor dos novos títulos que virão.

Capa de The Dreaming #1 por Jae Lee.
Capa de The Dreaming #1 por Jae Lee.

Dreaming lida justamente com a ausência do Lorde dos Sonhos. Ele sumiu! Na edição especial Sandman Universe, que foi lançada mês passado pela DC/Vertigo, descobrimos que ele se ausentou de seus domínios e ninguém sabe onde ele está. Isso está causando rachaduras no Sonhar e consequentes catástrofes entre os mundos onírico e real. E mais: temos uma nova personagem, Dora, a única habitante do Sonhar que dorme – mas não sonha. Contudo, ela se envolve com demônios e tem grande rancor de Daniel, algo que se desenvolve nessa muito edição.

Este primeiro número marca uma grande estreia de um dos mais amados universos dos quadrinhos. A dupla Spurrier/Evely provou que há vida em Sandman. Mais importante que isso: há vida na obra sem Gaiman! Dora é uma personagem fantástica, que promete mudar tudo o que conhecemos de Sandman até hoje – e isso é muito bom.

Destaque para a arte da brasileira, que está em excelente forma e consegue capturar todas as nuances do complexo mundo de Sandman.

United States vs. Murder Inc. #1 (Brian Michael Bendis / Michael Avon Oeming)

A dupla vencedora do Eisner pela obra independente Powers cria mais um quadrinho autoral pela DC!

Bendis e Oeming arrebentam mais uma vez em uma HQ que promete figurar entre as melhores do mês. United States vs. Murder Inc. retoma o estilo pulp e noir pelo qual a dupla criativa é conhecida e conta uma história relacionada à máfia italiana. Nela, a protagonista, Jagger Rose, torna-se uma das primeiras mulheres da máfia italiana. E nesse universo, Bendis explora o que aconteceria se as cinco famílias nunca tivessem sido pegas pela polícia de NY. Se isso soa familiar, não é à toa.

Capa de United States. vs. Murder Inc. #1 por Michael Avon Oeming.
Capa de United States. vs. Murder Inc. #1 por Michael Avon Oeming.

Este é o segundo capítulo da saga United States vs. Murder Inc. O primeiro saiu em 2014, quando Bendis ainda publicava seus quadrinhos autorais pela Marvel (empresa na qual trabalhava como escritor exclusivo até ano passado). Nele, conhecemos o lado da história de Valentine Gallo. Agora vamos conhecer o de Jagger Rose. Desde o início.

O quadrinho é visceral e mostra as melhores qualidades de Bendis e Oeming. Recomendado.

Asgardians of the Galaxy #1 (Cullen Bunn / Matteo Lolli)

Depois de três anos de espera, Cullen Bunn finalmente consegue publicar a ideia que propôs ao editorial da Marvel em 2015. Sob o comando de uma ambígua e misteriosa Ângela, Annabelle Riggs (alter ego atual de Valquiria), Executor, a armadura Destruidor, Kevin Masterson, o novo Trovejante e o favorito da galera, Throg, o sapo do trovão, são reunidos para impedir o retorno de uma legião de asgardianos zumbis vítimas de todos os Ragnaroks já ocorridos na história de Asgard.

Capa de Asgardians of the Galaxy #1 por Dale Kwon.
Capa de Asgardians of the Galaxy #1 por Dale Kwon.

A premissa de Bunn é manjada e o clima de desconfiança na equipe lembra quadrinhos como Thunderbolts e Esquadrão Suicida. O autor tem soluções inteligentes para seus ganchos e não permite que a narrativa se torne muito estática. A interação de equipe é divertida e a arte de Matteo Lolli dá conta do recado. Em outras mãos, essa edição poderia ser um desastre visual, devido a quantidade de personagens e informações.

Este também é um quadrinho que puxa alguns temas do MCU. Portanto, não é tão complicado se situar, principalmente para novos leitores.

Boa leitura. E tem o mérito de não apelar para aparições de nenhum personagem muito famoso da editora.

Thanos Legacy #1 (Donny Cates / Brian Level)

Thanos finalmente encontrou seu fim? Aparentemente sim (por enquanto).

Em Thanos Legacy, Donny Cates e Brian Level fazem uma propaganda descarada do material escrito por Cates na extinta série do Titã Louco. Não que isso seja ruim de ler. No entanto, metade do quadrinho é uma recapitulação de eventos passados em Thanos e em Infinity Wars. O final nos traz finalmente o tal do legado de Thanos. A presença de seu irmãozinho Eros e a futura formação dos Guardiões da Galáxia serão o gatilho para a trama inicial do futuro título cósmico da editora.

Capa de Thanos Legacy #1 por Geoff Shaw.
Capa de Thanos Legacy #1 por Geoff Shaw.

Legacy é uma história contada aos modos de Cates, com todas aquelas caixas de texto irônicas e a inevitável presença de sua criação mais hypada atualmente, o Motoqueiro Cósmico (mesmo que seja só para profanar um cadáver). Divertida leitura, com arte interessante. Porém, somente a última página acrescenta algo concreto à mitologia do personagem.

Ah, o quadrinho ainda conta com uma mini história flashback, sem falas, escrita por Gerry Duggan e ilustrada por Cory Smith. Não acrescenta nada à trama.


O que você leu de Marvel e DC nesta semana, Zeronauta? O que mais gostou? Comente abaixo, e até a próxima Amálgama!

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