Amálgama #010 – O que aconteceu na Marvel e na DC nesta semana

Bem-vindos à nova edição de Amálgama! Nesta seção você encontra resumões dos principais eventos da semana nos quadrinhos Marvel e DC, publicados às quartas-feiras nos Estados Unidos. Nesta semana, para quadrinhos lançados em 15/08/2018, Igor Tavares e Morcelli falam de:

  • Batman #53
  • Pearl #1
  • Edge of Spider-Geddon #1
  • Extermination #1
  • Infinity Wars #2

Vamos lá?

Batman #53 (Tom King / Lee Weeks)

Encerrando sua história de tribunal, Tom King oferece um final emotivo ao arco Cold Days. Tudo isso graças ao exame que Bruce Wayne fez sobre si mesmo e sobre a existência do Batman, bem como suas ações e consequências. Bruce narra, enquanto conversa com outros membros do júri, seus próprios medos, esperanças e anseios quando Homem-Morcego, mas sem revelar sua verdadeira identidade aos colegas. Algumas frases ditas por ele remetem ao monólogo sobre deuses de Lex Luthor em Batman vs Superman – mas aqui fazem mais sentido.

Capa de Batman #53, um dos destaques do Amálgama de hoje. Arte de Lee Weeks.
Capa de Batman #53, um dos destaques do Amálgama de hoje. Arte de Lee Weeks.

Senhor Frio é absolvido. Bruce consegue. Era a coisa certa a se fazer. Justiça foi feita? Isso já é outra história. O que importa é que através desse arco, King encapsulou mais uma faceta do Batman para examiná-la calmamente sob as lentes do microscópio humano.

No fim, precisando recomeçar sua vida como vigilante após o trauma do não matrimônio com Selina Kyle, Bruce pede o antigo traje a Alfred. Um ciclo se fecha, feridas são mascaradas e um Batman renovado vai às ruas.

Lee Weeks novamente é o astro do quadrinho. Sua arte não só combina com o texto de King como também o eleva. Deixa mais polido. A DC deveria investir mais nessa combinação.

Pearl #1 (Brian Michael Bendis / Michael Gaydos)

A dupla por trás de Jessica Jones está junta novamente!

Bendis e Gaydos reúnem esforços para lançar o selo Jinxworld na DC através de Pearl. Este título de estreia marca a chegada das publicações autorais de Bendis à Editora das Lendas. E eles começam bem: Pearl não é nada do que Jessica Jones foi – isso é muito bom.

Capa de Pearl #1 por Alex Maleev.
Capa de Pearl #1 por Alex Maleev.

Todo o capítulo inicial desta nova história é dedicado a apresentar a protagonista e ingressar o leitor no mundo da Yakuza em São Francisco. Pearl é bem diferente de Jessica, e Bendis faz questão de mostrar isso com o pouco do passado e de suas atitudes do presente que pudemos conhecer neste debute. Assassina, mas com uma alma complexa e engajada por motivações complexas, a protagonista promete surpreender mais nas próximas edições.

Pearl é uma boa história de crime e de amor cheia de potencial para o futuro. Ou seja, Bendis e Gaydos conseguiram mais uma vez.

Edge of Spider-Geddon #1 (Jed McKay / Gerardo Sandoval)

A linha aracnídea da Marvel esta semana entra em aquecimento para o vindouro evento Spider-Geddon em sua teia multiversal.

Edge of Spider-Geddon #1 é a primeira parte do conjunto de seis one-shots com Aranhas do omniverso Marvel. A história da primeira edição é focada em Hobart “Hobie” Brown, da Terra 138, mais conhecido como Aranha-Punk. O jovem herói anarquista é reapresentado de forma sucinta e eficiente no roteiro de Jed McKay. Com 2 páginas e meia você entende o personagem, seu contexto e é levado a uma história em alta velocidade, na qual uma versão ultra corporativista de Kang pretende usar Hobie para lucrar com sua imagem no ano de 2099.

Capa de Edge of Spider-Geddon #1 por Gerardo Sandoval.
Capa de Edge of Spider-Geddon #1 por Gerardo Sandoval.

A arte com traços muito estilizados de Gerardo Sandoval cai como uma luva de couro cheia de spikes no roteiro cheio de referências ao movimento punk e a canções, que vão desde Ramones até Motorhead. Uma história despretensiosa que apresenta um personagem muito interessante de forma mais que eficiente e diverte qualquer leitor casual ou de longa data do Aranha.

Extermination #1 (Ed Brisson / Pepe Larraz)

Talvez este seja o momento no qual o ainda obscuro autor Ed Brisson cause um impacto nos leitores de quadrinhos mainstream. A diretiva da nova saga mutante da Marvel é – e isso fica claro no editorial ao final deste quadrinho – ajustar os desvios causados pela chegada e permanência dos X-Men originais jovens na cronologia atual da editora. Brisson, no entanto, começa a história com uma pegada cinematográfica que, em termos de ritmo, lembra muito os longa metragens da Fox.

Capa de Extermination #1 por Mark Brooks - o grande destaque do NCBD de hoje.
Capa de Extermination #1 por Mark Brooks – o grande destaque do NCBD de hoje.

Extermination tem um objetivo editorial, mas o formato é o de um quadrinho de ação mutante muito bem escrito. Já temos mortes, retornos de vilões ameaçadores, revelações e sequestros logo na primeira edição. Caracterização muito competente do elenco (destaque para a participação pequena, mas marcante de Jean Grey e a parte com Ciclope).

Brisson, como fã de X-Men, entende essas vozes e tem as ferramentas para fazer cada um dos mutantes contribuir para a história. Extermination tem todos os elementos para agradar o fã de quadrinhos mutantes mais exigente. Tudo com uma arte precisa de Pepe Larraz, que sabe o que faz em cenas de ação com grandes grupos e já mostrou isso nos Vingadores.

Infinity Wars #2 (Gerry Duggan / Mike Deodato)

A saga cósmica de Gerry Duggan e Mike Deodato começa a ganhar tons fortíssimos de história de legado nesta segunda edição. É meio que uma relutante passagem de tocha entre Thanos e Gamora, gerando uma dinâmica interessante. Temos bastante ação na disputa pelas joias do infinito e a estratégia de Gamora para obtê-las é bem pensada pelo roteirista.

Capa de Infinity Wars #2 por Mike Deodato.
Capa de Infinity Wars #2 por Mike Deodato.

A edição abre espaço para as estranhas fusões entre personagens que começam nas edições chamadas Infinity Warps daqui a algumas semanas. As fusões não são o tema principal da saga, só uma brincadeira editorial da Marvel que não tem pretensão de gerar frutos duradouros.

De qualquer forma, Infinity Wars mantém a consistência da primeira edição tanto em arte quanto roteiro. Portanto os que curtiram a estreia não tem muitos motivos para parar de ler agora e os que não gostaram também não tem motivo algum para começar a ler em decorrência dessa edição.


O que você leu de Marvel e DC nesta semana, Zeronauta? O que mais gostou? Comente abaixo, e até a próxima Amálgama!

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