Amálgama #008 – O que aconteceu na Marvel e na DC nesta semana

Bem-vindos à nova edição de Amálgama! Nesta seção você encontra resumões dos principais eventos da semana nos quadrinhos Marvel e DC, publicados às quartas-feiras nos Estados Unidos. Nesta semana, para quadrinhos lançados em 01/08/2018, Igor Tavares e Morcelli falam de:

  • Adventures of Super Sons #1
  • Batman #52
  • Death of Inhumans #2
  • X-Men Gold #33
  • Infinity Wars #1

Vamos lá?

Adventures of Super Sons #1 (Peter Tomasi / Carlo Barberi)

Peter Tomasi está de volta em uma maxissérie de 12 edições!

Após alguns meses ausente do Universo DC, justamente para preparar essa nova revista (e outros projetos que virão, dentro e fora da Editora das Lendas), Tomasi volta com tudo em mais uma divertidíssima história dos Super Filhos. Não há mistério aqui: o autor usa sua própria experiência criando seus filhos para criar uma dinâmica verossímil e adorável.

Capa de Adventures of Super Sons por Dan Mora.
Capa de Adventures of Super Sons por Dan Mora.

Damian pode ser turrão, mas não nega que gosta do pequeno e inocente Jonathan Kent. Já o filho do Superman, por sua vez, gosta de tudo que eles fazem juntos (“summer of super!“) e quer tanto se divertir como combater o crime com o filho cabeça-dura de Bruce Wayne.

Tomasi apresenta um argumento que tem caminho e sentido claros, mas não deixa, em nenhum momento, acreditarmos que a história é mais importantes que as personalidades amáveis destas duas figuras dos quadrinhos DC modernos.

Destaque também para Carlo Barbieri, que captura o tom da história e dá vida a algumas das expressões mais sensacionais que os dois personagens já tiveram.

Batman #52 (Tom King / Lee Weeks)

Tom King continua sua “história de tribunal” enquanto analisa diversas facetas da personalidade de Bruce Wayne. O playboy milionário que é secretamente o Batman, está no júri de um caso envolvendo a polícia de Gotham, o Sr. Frio e o próprio Homem-Morcego. O conteúdo do caso? Frio foi acusado de matar três mulheres e confessou a série de crimes. Contudo, a confissão foi primeiramente arrancada dele pelo Batman – sim, arrancada, na base de muita porrada. Aconteceu logo depois de Bruce levar um pé na bunda da Mulher-Gato.

King é bom em fazer com que Wayne questione as motivações do júri para condenar Frio para isso lhe sirva de combustível mental, a fim de pensar, bem internamente, no que realmente está fazendo como Batman e no quanto é útil para a cidade – bem como as escolhas que fez para sua vida.

Capa de Batman #52por Lee Weeks.
Capa de Batman #52por Lee Weeks.

O autor continuar explorando o lado humano do Batman é interessante e importante. Contudo, algumas ações ainda parecem não fazer sentido com o personagem, especialmente os momentos de “chilique” durante a conversa com outros membros do júri. Aconteceu na edição anterior também, na famigerada cena do banheiro. É o tipo de comportamento que não costuma fazer parte de quem o Batman é – tanto que houve muita rejeição quando o herói jogou uma cadeira no Batcomputador durante a saga Crise Infinita, por exemplo.

Como na edição anterior, o que a HQ tem de melhor é a arte de Lee Weeks, que, somada às cores de Elizabeth Breitweiser, é um deleite.

Death of Inhumans #2 (Donny Cates / Ariel Olivetti)

Donny Cates tem se mostrado um açougueiro de respeito. Após matar 2 personagens icônicos e importantíssimos para a mitologia inumana logo na primeira edição de Death of Inhumans, o sujeito agora corta a garganta (literalmente) da maior voz do universo Marvel (dica: não é o Hansi Kürsch). O rei da meia-noite aparentemente morreu pelas mãos do carrasco Vox, e tudo que você odiava sobre os inumanos e até sobre os Kree talvez mude daqui para frente.

Morte dos Inumanos mais uma vez ilustra a Amálgama! Arte de Kaare Andrews.
Morte dos Inumanos mais uma vez ilustra a Amálgama! Arte de Kaare Andrews.

Em termos de repercussão, Death of Inhumans vem fazendo um trabalho extremamente honesto, com um elenco que muitos leitores consideram inexpressivo. Portanto, matá-los desta forma tem sido algo divertido de ler.

X-Men Gold #33 (Marc Guggenheim / Michele Bandini)

A edição de Marc Guggenheim e Michele Bandini totalmente focada em Tempestade poderia ser memorável. A proposta de resgatar o status de divindade africana para esta grande personagem é louvável e certamente daria uma dinâmica interessante ao grupo mutante do qual ela participa atualmente. No entanto, o roteirista dá um tremendo tiro no pé ao conceder um Mjolnir (dos muitos que existem na Marvel atualmente, graças a atual passagem de Jason Aaron pelos quadrinhos de Thor) a Ororo Munroe.

X-Men Gold #33 por Phil Noto.
X-Men Gold #33 por Phil Noto.

Em uma das cenas mais vergonha alheia na Marvel em 2018, a mãe adotiva de Tempestade reza para que sua divindade/filha volte ao Quênia e enfrente a nova fé maligna que toma conta de sua vila. Sua prece é atendida na forma de uma marreta encantada asgardiana, que simplesmente aparece nas mãos de Tempestade em um confronto com o aparente antagonista no Quênia. Lamentável, porém digno de nota aqui devido a falta de noção do editorial mutante.

Infinity Wars #1 (Gerry Duggan / Mike Deodato Jr.)

Após uma infinidade de prólogos, finalmente começa a tão anunciada saga cósmica de verão da Marvel. É um novo omniverso pós-Guerras Secretas (ainda) e a questão das pedras ou joias do infinito ainda não foram abordadas. Segue o mote corriqueiro de reunir os artefatos e decidir o que deve ser feito com objetos de poder tão grande. Desta vez, no entanto, o Doutor Estranho meio que fica a cargo de tentar organizar a bagunça cósmica enquanto o misterioso personagem Requiem quer as joias para si. Como era de se esperar, Gerry Duggan puxa bastante a sardinha para sua passagem até então regular pelo quadrinho dos Guardiões da Galáxia. Foi assim em Infinity Countdown e permanece este foco na primeira edição de Infinity War.

Capa de Infinity Wars #1 por Mike Deodato Jr.
Capa de Infinity Wars #1 por Mike Deodato Jr.

O mérito é não ficar enrolando sobre a identidade de Requiem. Portanto, logo de cara você descobre quem o personagem é e o que é desejado. A parte mais interessante da saga continua sendo Loki e as pistas sobre o omniverso Marvel que se forma. De resto, Inifinity War tem uma arte muito cuidadosa de Mike Deodato, texto de fácil entendimento e bem rápido. É uma leitura razoável, sem nada espetacular. Mesmo com uma última página tendo uma cena bem chocante, atualmente o leitor não acredita mais em mortes definitivas (sim, alguém aparentemente morre) na editora né?


O que você leu de Marvel e DC nesta semana, Zeronauta? O que mais gostou? Comente abaixo, e até a próxima Amálgama!

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