[#Análise] Fim da era Dan Slott no Aranha: uma despedida aguardada

Dan Slott deixou os títulos do Aranha. Mais ou menos, mas mais pra mais. Ele deve consultar em arcos futuros de vez em quando, principalmente neste primeiro momento da saída, mas, para todos os demais efeitos, Slott está fora. Foram dez anos escrevendo o cabeça de teia, pelo menos sete destes como o principal roteirista dos títulos do personagem. Ao longo deste tempo, passaram pelos escritórios Aranha vários editores e uma porção de outros escritores, como Bob Gale, Zeb Wells, Mark Waid e Christos Gage, para citar alguns.

Dan Slott foi um escritor de sucesso no Aranha. De muito sucesso. Se não tivesse sido, não teria permanecido à frente dos trabalhos durante tanto tempo. E ele batalhou pra chegar onde chegou. Começou a carreira como estagiário da Marvel, trabalhando em diversos departamentos da empresa. De recepcionista substituto a responsável pelo escritório de devolução de originais para os artistas.

Quando a Marvel decidiu instituir uma política de devolução de originais (algo que não acontecia antes e assunto que merece matérias à parte), os artistas tinham que ir até a editora e solicitar a sua arte de volta. Eles eram então encaminhados para o escritório de Slott – que, segundo o próprio, não era um escritório, mas uma sala com prateleiras abarrotadas de caixas infinitas e um balcão que separava ele e as estantes dos artistas – onde pegavam suas artes, preenchiam uma ficha que dizia que a Marvel não tinha mais aquele original e não se responsabilizava pelo que acontecesse com aquela arte dali pra frente, e seguiam seus caminhos.

Dan Slott e o Homem-Aranha: uma longa relação.
Dan Slott e o Homem-Aranha: uma longa relação.

Dan conta histórias muito bacanas de artistas se encontrando no seu “escritório” e conversando sobre arte de quadrinhos, muitas vezes virando os boards pro lado em branco e desenhando na frente dele para demonstrar o que estavam querendo dizer. Ele diz que aprendeu muito vendo Todd McFarlane ensinando como desenhar as teias do Aranha para Erik Larsen ou Sal Buscema conversando sobre o Hulk com Romita Jr. e assim por diante.

Muito do que aprendeu durante aquela época, ele usou quando começou a escrever. Naquela época, vários dos funcionários da editora escreviam. Uma prática que vinha de outros tempos, alguns dizem que desde a época de Stan Lee e Roy Thomas, quando os editores não eram só editores, mas também tinham seus títulos e colocavam os seus na reta. Sabendo que aquele estagiário era um dos que queria escrever para a Marvel, Tom DeFalco o incentivou a comprar um laptop e trabalhar sempre que ele tivesse uma folga no serviço.

Ele escreveu a primeira história para a editora em 1991 (na revista Mighty Mouse) e uma história backup dos Novos Guerreiros. Foi o escritor regular da história em quadrinhos do desenho animado Ren & Stimpy e depois foi para a DC, onde trabalhou em diversos títulos também baseados em animações, como Scooby-Doo, Meninas Superpoderosas, Batman Adventures e Liga da Justiça – O Desenho da TV. Mas foi a minissérie Asilo Arkham: Inferno na Terra (desenhos de Ryan Sook, capas de Eric Powell), que o fez ganhar mais notoriedade. Ele voltou para a Marvel e começou a caminhada que o levaria até o Homem-Aranha. Primeiro com a Mulher-Hulk, depois com os Vingadores dos Grandes Lagos (É sério. Isso existiu. Duas vezes. Não se preocupe). O grande mérito deste título foi trazer a Garota-Esquilo de volta. Ele também escreveu Vingadores: A Iniciativa e assumiu o título principal da equipe, Os Poderosos Vingadores, depois da saída de Brian Michael Bendis, em 2007, mesmo ano em que Slott se tornou um dos escritores do Homem-Aranha.

Três anos depois, assumiu Amazing Spider-Man como escritor solo e começou a história De Bem com a Vida, que culminaria, em Amazing Spider-Man #700, com a “morte” de Peter Parker e a troca de mente com o Dr. Octopus e o início de Homem-Aranha Superior.

Homem-Aranha Superior, o grande marco de Dan Slott. Arte de Ryan Stegman.
Homem-Aranha Superior, o grande marco de Dan Slott. Arte de Ryan Stegman.

Dan Slott não é um cara desprezível como escritor. Ele andou o que tinha que andar, se provou diversas vezes e acumulou mais sucessos que fracassos desde que se tornou um roteirista “mainstream”.

Isto posto, eu odeio o trabalho do Dan Slott como escritor do Homem-Aranha. Odeio muito, muito mesmo. Vamos tentar explicar o porquê.

Ao meu ver, Slott não faz a mais puta ideia de quem é Peter Parker. Para ele, Peter Parker é um cara superficial, que se apaixona apenas por mulheres bonitas e superficiais. Não são minhas palavras, são dele:

Quando você pensa no Peter Parker… Eu queria fazer essa grande mudança na vida do que faz Otto diferente de Peter. E quando você lê todas as histórias de Otto Octavius, suas raízes, como ele cresceu, quem ele era, — mesmo como Dock Ock — todas as mulheres por quem ele se apaixona, eles as vê como elas são de verdade, como elas são por dentro. Eu acho que isso é algo que Otto faz melhor do que Peter. Ele vê as pessoas que são bonitas de verdade e as ama por isso.

Ai você olha para todas as mulheres por quem Peter já se apaixonou e todas são superficialmente bonitas por fora. Todas as mulheres por quem Peter se apaixona são belezas clássicas e isso, pra mim, é anti-Marvel.

No mesmo vídeo de onde esta citação foi tirada, Slott oferece outra pérola a respeito de como ele vê o personagem:

As pessoas querem que o Homem-Aranha seja perfeito e o Homem-Aranha não tem que ser perfeito e essa é a graça da coisa toda. Homem-Aranha é o cara que, não importa o que ele faça ou como ele faça, o quanto ele se esforce, ele consegue uma vitória pequena, um tipo de vitória, mas ele está sempre cometendo erros, como a gente mesmo.

Por partes:

Ninguém que entende o mínimo a respeito de como histórias são contadas “quer que o Homem-Aranha seja perfeito”. O que as pessoas querem é que o Homem-Aranha sempre tente ser. Ele nunca vai conseguir, mas não é sobre conseguir, é sobre nunca desistir.

Sobre o Aranha não conseguir uma vitória, acho que Ditko e Lee têm algo a dizer sobre isso:

Cena clássica e libertadora do Homem-Aranha em arte de Steve Ditko.
Cena clássica e libertadora do Homem-Aranha em arte de Steve Ditko.

Slott disse que os personagens que ele mais gosta são os personagens fodidos e por isso Otto é tão melhor do que Peter. Otto é fodido, Peter é certinho. E este é o primeiro ponto a respeito de porque eu acho que estes dez anos na vida do Aranha foram anos perdidos. Ele não entende que o Peter não é certinho, ele tenta ser, apesar de sua vida ser uma bagunça. Este é o ponto. Peter Parker é o cara que sempre vai tentar fazer a coisa certa, não importando o quanto isto custe a ele pessoalmente. Ele é o cara que se sacrifica, que se joga na frente da bala, que não deixa injustiças acontecerem na sua frente. E ele faz isso apesar de si mesmo. Ele faz isso mesmo sabendo que ele vai levar ferro porque é a coisa certa a fazer. E ele faz isso porque no momento em que não fez, o seu “pai” morreu.

Peter nunca vai deixar de tentar fazer o que é certo e isso é a coisa mais fudida que um personagem pode fazer na vida.

“Anti-Marvel” não é se apaixonar pela Mary Jane. Anti-Marvel é fazer o Peter lutar até o último segundo da sua vida e perder. Em uma entrevista quando do lançamento de Amazing #700, Slott disse que Peter lutar até suas últimas forças contra o Doutor Octopus e perder era uma coisa “super típica de Peter Parker”. O que não podia ser mais longe da verdade. Porque o Aranha é o cara que ganha nem que seja só pela sua força de vontade. Com um braço quebrado. Um olho inchado. O lábio rasgado. O joelho detonado. Mas ele ganha.

Página de Amazing Spider-Man Vol. 2 #35 por John Romita Jr.
Página de Amazing Spider-Man Vol. 2 #35 por John Romita Jr.

Ele volta pra casa estrupiado e tendo perdido aquele encontro ou aquela entrevista de emprego, mas tendo salvado a cidade. Assim como o Wolverine, em sua melhor forma, é o cara que não estripa a pessoa mesmo sabendo que ele poderia. Ele não faz porque ele sabe que isto não é a coisa certa a fazer, ainda que seus instintos estejam gritando para que ele arranque buchos e destrua gargantas. Vampira é a mulher que nunca vai deixar de interagir e de ser quem ela é, apesar dos seus poderes serem potencialmente mortais para os outros. A história da Marvel não é a história de personagens fodidos, é a história de personagens que se superam apesar da “fodeção” que os cerca e que os constitui.

(Kelly Sue DeConnick diz que a história da Marvel é a história de personagens com daddy issues, o que também é verdade, mas deixemos o divã mais profundo para outra hora).

Então temos Peter Parker. O cara que se sente culpado por ter deixado o tio que o criou morrer. Peter tem uma vida toda complicada. Quando ele tem mulher, ele não tem grana. Quando ele tem grana, ele não tem mulher. O ex-inimigo que virou amigo de repente é o hospedeiro de um super inimigo. Enfim, nada dá muito certo para o Peter. Mas ele continua firme na sua teimosia de salvar o mundo, conquistar a garota, ser um bom sobrinho, tirar umas fotos e, de repente, ainda descolar uma bolsa de pesquisa na faculdade enquanto é um Vingador.

E de onde Slott tirou que este personagem é certinho demais?

Capa de Amazing Spider-Man Annual #3 por John Romita.
Capa de Amazing Spider-Man Annual #3 por John Romita.

O que nos leva a segundo ponto do porquê da minha desaprovação a respeito deste trabalho: por não conhecer Peter, Slott escreve ele de dez maneiras diferentes. O Homem-Aranha do Dan Slott é, ao mesmo tempo, inteligente como Tony Stark ou Reed Richards, burro feito uma porta, perdido em sua própria revista, um fantasma que não faz nada, um moleque que não sabe usar seus poderes, um conquistador à Casanova, etc, etc. Você nunca sabe como Peter vai se comportar porque Slott não sabe. A visão dele do personagem é desconectada.

Assim como também são desconectadas as suas ideias e as execuções destas, que é o terceiro ponto. No papel, as ideias para os runs de Amazing, dos outros títulos da linha, e dos eventos, são ótimas. Aranhaverso é uma história que reúne Homens-Aranha (e Mulheres-Aranha e criaturas-aranha e um Tio Ben-Aranha) de várias realidades diferentes e os coloca contra uma ameaça que pode acabar com todos eles. A Ilha das Aranhas imagina o que aconteceria se todo mundo Manhattan tivesse poderes como os do Homem-Aranha. Homem-Aranha Superior é um conto sobre o que aconteceria se o pior vilão do Homem-Aranha de repente tivesse que viver como seu maior inimigo. A execução de cada uma dessas histórias é terrível em seus piores exemplos (Aranhaverso) ou, o que talvez seja pior ainda – e que aconteceu na maioria das vezes –, é só uma execução… média. É um Aranha-Morno. Não esquenta, mas também não machuca. É seguro. Não muda nada, não arrisca nada.

Capa da primeira edição de Aranhaverso em arte de Robbi Rodriguez.
Capa da primeira edição de Aranhaverso em arte de Robbi Rodriguez.

Pega A Conspiração do Clone, a resposta de Dan Slott à Saga do Clone. Aqui, o vilão Miles Warren, o Chacal, está de volta. Mas agora ele não faz clones colhendo amostras de sangue de seus alvos, mas ele aperfeiçoou a técnica. Ele pode clonar a partir de restos mortais. O que significa que todas as pessoas que já morreram podem ser trazidas de volta à vida. Todas! Incluindo heróis e vilões, entes queridos, ex-namoradas que foram jogadas da ponte e Tios que morreram porque o sobrinho estava ocupado demais consigo mesmo para impedir que um bandido continuasse à solta. Entendeu?

Se sua resposta foi sim, você pode imaginar que A Conspiração do Clone é uma saga que pesa a mão na carga dramática e que traz grandes momentos de reencontros espetaculares, né? Mas não. A saga nada mais é do que uma confusão de personagens que não têm tempo de tela suficiente para que o leitor se importe com eles, vinte caminhões de diálogos que cansam e não levam a nada, um vilão que muda de opinião ao longo de uma mesma edição e duas toneladas de momentos desperdiçados. O Igor aqui do Terra Zero descreve a saga como: “aquele amontoado confuso de clichês super-heroicos com intuito exclusivo de desenterrar personagens mortos, apelando para o saudosismo de leitores antigos e usando a memória parca de uma saga que está longe de ser considerada memorável”. O que é um review no ponto, mas, imagino que mesmo para quem não tem saudosismo de nada, ler A Conspiração do Clone é só médio. É mais uma história do Aranha. Fede nem cheira.

Arte promocional de A Conspiração do Clone por Mark Bagley.
Arte promocional de A Conspiração do Clone por Mark Bagley.

E o quarto e último ponto é: os diálogos que Dan Slott escreve em Homem-Aranha são abomináveis. Eu não sei se ele tenta resgatar uma era que não existe mais, emulando diálogos dos anos 1970 (e falha vergonhosamente nesta tentativa) ou se ele é só ruim mesmo. Acho que é o primeiro, porque ele não escreve diálogos tão péssimos em outros títulos. Se a execução das histórias são apenas “normais”, os diálogos de quase todas são absurdos.

Então por que Dan Slott ficou no título do Aranha tanto tempo? Por que ele é comparado à Stan e Ditko? Por que tem tanta gente que ama o trabalho do sujeito?

E tem. Tem muita gente que vive e morre por conta. Amazing Spider-Man foi, ao longo destes 10 anos, várias vezes, a revista em quadrinhos mais vendida da lista da Diamond. Continua sendo uma das mais vendidas até hoje. Na Marvel, os títulos mais bem-sucedidos da editora são Vingadores, Homem-Aranha, Star Wars e Deadpool. Nem sempre nesta ordem, mas o Aranha está sempre ali entre os três ou quatro primeiros.

Seria leviano da minha parte tentar listar os motivos todos, uma vez que eu teria que imaginar tudo o que outras pessoas pensam. O máximo que posso fazer é sugerir algumas alternativas e torcer para acertar no alvo. A primeira coisa que eu diria é que, para vários leitores, este é o único Homem-Aranha que eles conheceram. Assim como, para muitos leitores, o Capitão América Ultimate do Mark Millar é O Capitão América. Neste contexto, reclamar do Aranha do Slott seria como um fã do Capitão do Mark Gruenwald dizer que o Millar não entende o personagem. A maioria dos leitores atuais lê isso e se pergunta “quem diabos é Mark Gruenwald?” Bom, Mark Gruenwald é um sujeito que escreveu a revista solo do Capitão América durante dez anos. Soa familiar?

O Capitão América de Mark Gruenwald. Arte de Rom Lim.
O Capitão América de Mark Gruenwald. Arte de Rom Lim.

Outro motivo é que Slott trabalha bem em equipe. Como eu disse, ele teve vários editores e era o “chefe” de uma equipe que cuidava de, no mínimo, 3 títulos ao mesmo tempo, sendo que a periodicidade destes era sempre menos do que mensal. Steve Wacker, editor por trás da saga original 52, foi contratado pela Marvel e implementou lá a maquinaria para a produção de títulos semanais. Slott tinha que escrever três roteiros de Amazing por mês, coordenar com os escritores dos outros títulos, fazer o mesmo com o editorial e ainda escrever os eventos e outros trabalhos que aparecessem (ele fez o roteiro de um jogo, histórias para Free Comic Book Day, para edições especiais da Marvel etc). O sujeito pode ter os seus problemas e suas questões pessoais, a respeito das quais eu não vou entrar aqui, mas, como eu disse no começo desta matéria, ele é um trabalhador da casa. Ele veste a camisa e joga o que tiver que jogar.

O que nos leva ao outro motivo para sua permanência: ele queria jogar. Simples assim. Slott não queria sair. Todos os outros escritores que passaram pelos escritórios Aranha não ficaram porque o ritmo de trabalho é imenso. Pouca gente deu conta de segurar as pontas por tanto tempo. A galera pedia pra sair. Slott pedia pra ficar. Christos Gage está no time a mais tempo e isto provavelmente se deve ao fato de Gage conhecer o sistema de escrever para a TV – que, adaptado, é o sistema implantado por Wacker.

A saber, um grupo de escritores se reúne presencialmente e discutem temas e arcos principais daquilo que vão escrever pelos próximos “x” tempo. Uma vez definidas quais histórias serão contadas, dois caminhos podem ser seguidos. Ou os escritores requisitam determinadas histórias porque sentem que vão render mais nestas, ou histórias são dadas a determinados escritores porque o chefe (na TV, o showrunner, nos quadrinhos, o editor-chefe da linha) acredita que estas serão melhor executadas por aqueles profissionais. É um sistema que funciona há anos na TV e é relativamente novo nos quadrinhos, mas que tem se mostrado eficaz no que quesito colocar quadrinhos semanais nas comic shops. O que, por sua vez, significa maior participação de mercado e mais grana entrando no cofres das editoras.

Arte de The Amazing Spider-Man #28 por Stuart Immonen.
Arte de The Amazing Spider-Man #28 por Stuart Immonen.

Em relação a qualidade de histórias, aí a gente pode discutir. Apesar de funcionar bem para produzir material, é um modelo de criação que demanda muito dos criadores. Eles não podem contar as suas histórias. Estão à mercê da chamada “sala” (do grupo de escritores e editores presentes ali) e do que a sala acredita ser a melhor opção naquele momento. Além disso, como todos dependem de todos, aqui não existe margem para atrasos. Se o profissional não cumpre os prazos, ele está fora. É um sistema de elos onde a equipe é tão forte quanto o elo mais fraco. E a força do elo se mede pela capacidade de entregar os roteiros dentro do tempo determinado. Se você acha que isso explica muito do que foi feito no Aranha nos últimos anos, você provavelmente está certo.

E tem parte boa? Tem, claro. Mas não com o Aranha.

É muita hipocrisia da minha parte escrever um artigo de quase 3 mil palavras falando mal do trabalho de um profissional e depois dizer que estou fazendo um esforço para não falar mal das coisas. Mas, enfim, a vida é cheia de contradições, não é mesmo?

Eu não odeio tudo do Dan Slott. Eu odeio, com muita fúria no coração, o Homem-Aranha dele. Mas quase todo o resto do trabalho do cara é de passável a excelente. A primeira vez que tive contato com ele foi quando escrevia a revista mensal do Mulher-Hulk. Até hoje, acho que é o seu melhor trabalho. É leve, é divertida, é rápida, é demais. Destes títulos que a Marvel de vez em quando lança e que ninguém dá nada, mas que ganha audiência cativa. Mulher-Hulk voou sob o radar, mas construiu um corpo autônomo bem interessante. Os títulos dele com os Vingadores foram bem legais (eu não sou audiência dos Vingadores, não agrado muito da equipe de forma geral, sou mais X-Men, só pra deixar claro). Ainda quero muito ler a fase dele em Batman Adventures e o Surfista Prateado dele com o casal Allred é muito, muito bom. É uma releitura descarada de Dr. Who, com uma companheira e tudo mais, mas é bom assim mesmo.

É isso. Tchau, Dan Slott no Homem-Aranha. Olá, Nick Spencer e Ryan Ottley. Voltarei a ler o Aranha depois de muitos anos. Estou animado. Eu senti falta do meu amigão.

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