Amálgama #007 – O que aconteceu na Marvel e na DC nesta semana

Bem-vindos à nova edição de Amálgama! Nesta seção você encontra resumões dos principais eventos da semana nos quadrinhos Marvel e DC, publicados às quartas-feiras nos Estados Unidos. Nesta semana, para quadrinhos lançados em 25/07/2018, Igor Tavares e Morcelli falam de:

  • Action Comics #1001
  • Justice League Dark #1
  • X-Men Grand Design Second Genesis #1
  • Mr and Ms X #1
  • Infinity Wars Prime

Vamos lá?

Action Comics #1001 (Brian Michael Bendis / Patrick Gleason)

Action Comics #1001 enfim mostrou a segunda abordagem que Brian Michael Bendis dará para o Superman. Como ele prometeu, a revista traz uma história urbana, com o Homem de Aço se envolvendo mais no caso dos incêndios (plantado na minissérie Man of Steel) enquanto tenta lidar com a crescente curiosidade de novos membros do Planeta Diário acerca da ausência de Lois Lane. Ela o deixou? Ela sumiu? Ela o trocou pelo Superman? Todas essas teorias circulam pelo jornal, como típicas fofocas de escritório.

Superman em cena de Action Comics #1001. Arte de Patrick Gleason.
Superman em cena de Action Comics #1001. Arte de Patrick Gleason.

Bendis dá início a diversos subplots nesta edição, como quem realmente está por trás dos incêndios (descobrimos que o Superman foi falsamente acusado disso) e quem o está atacando diretamente com armas que, bem… Não têm nenhum efeito – a não ser desviar sua atenção. E por falar em desviar a atenção, outra ameaça que se apresenta na HQ é a Nuvem Vermelha, uma nuvem satânica e mística, cuja aparição se dá na reunião das pessoas envolvidas com as atuais ameaças ao Superman.

Ficando cada vez mais à vontade com o personagem, Bendis ainda tropeça um pouco para dar voz às histórias. Por outro lado, já entendeu bem como lidar com os personagens que têm à disposição. Ao que tudo indica é só uma questão de tempo até que ele insira seu nome pra valer na mitologia do Azulão.

Por enquanto, o maior destaque deste início de nova fase fica para a combinação artística entre o desenhista Patrick Gleason e o colorista Alejandro Sanchez. Impecável, o trabalho dos dois traz a textura urbana para essas novas aventuras do Superman ao mesmo tempo em que remete às suas origens na Era de Ouro dos quadrinhos.

Justice League Dark #1 (James Tynion IV / Álvaro Martínez)

Justice League Dark retorna aos quadrinhos após uma bem-sucedida animaçao lançada ano passado, com Batman como fio condutor e o ator Matt Ryan (que interpreta John Constantine na TV) dublando o mago malandro no desenho. Desta vez, a Mulher-Maravilha é o núcleo da nova versão, que por sinal se assemelha muito ao antigo Pacto das Sombras também.

Página de Justice League Dark por Alvaro Martinez.
Página de Justice League Dark por Alvaro Martinez.

Tynion se esforça mais para construir a equipe e desenvolver cada personalidade do que contar a história propriamente dita. Ela é simples, ainda que aterrorizante. Fica claro que o autor a desenvolverá com tranquilidade, pois seu foco é o chamado character driven storytelling. Aliás, destaque para o Morcego-Humano, cuja caracterização nunca esteve tão humana e empática. O segundo destaque fica para a formação do time: natural e com espaço equilibrado para cada membro.

Vindos diretamente do que aconteceu na minissérie No Justice (em que uma fissura na Muralha da Fonte abriu o Multiverso para diversas novas ameaças), os eventos desta HQ narram uma ameaça à forças mágicas da DC como nunca se viu antes. Há referências a histórias antigas (como a de Swamp Thing #50, de 1986, disponível na coleção do Monstro do Pântano de Alan Moore lançada pela Panini) e até mitos lovecraftianos. Tynion mandou bem nessa (e ganhou pontos positivos por não ignorar a cronologia).

Com diversos elementos interessantes, personagens críveis e muito potencial, Justice League Dark é uma das melhores estreias da DC nos últimos tempos.

X-Men Grand Design Second Genesis #1 (Ed Piskor)

Quadrinhos dos X-Men perderam a credibilidade com o grande público há alguns anos. Quantas vezes você já não ouviu frases como: “Ah eu não leio X-Men há muitos anos!”; “Me desconectei dos X-Men depois do Morrison”; e ainda a famosa “X-Men não é mais pra mim”?

Capa de X-Men Grand Design Second Genesis por Ed Piskor.
Capa de X-Men Grand Design Second Genesis por Ed Piskor.

Independente disso, a continuação da abordagem detalhista do quadrinista Ed Piskor com os X-Men é lançada esta semana pela Marvel e é um investimento pesado da editora em restabelecer a confiança dis leitores mais criteriosos com esses personagens. Em Second Genesis, Piskor examina minuciosamente dentro de seu estilo a segunda geração de X-Men introduzida por Len Wein e Dave Cockrum em Giant Size X-Men, de 1975. Aqui Piskor revisita de forma revigorante, e muito saudável, toda a mitologia do segundo time dos filhos do átomo.

Uma viagem extremamente válida em um dos quadrinhos mais bem-feitos (em todos os aspectos) lançados pela Marvel esta semana. Será suficiente para trazer o público de volta às publicações mutantes? Provavelmente não. No entanto, para o consumidor de histórias fechadas e que não está ligando pata continuidade em títulos mensais, é um prato perfeito.

Mr and Ms X #1 (Kelly Thompson / Oscar Bazaldua)

O novo quadrinho de casal da Marvel surgiu de forma completamente inesperada com a edição #30 de X-Men Gold, e agora Vampira e Gambit estão em lua de mel. Infelizmente, trata-se de uma lua de mel entre dois X-Men, então a gente sabia que não ia durar muito.

Capa de Mr. and Mrs. X #1 por Terry Dodson.
Capa de Mr. and Mrs. X #1 por Terry Dodson.

A autora Kelly Thompson e o ilustrador Oscar Bazaldua entregam uma história muito descompromissada e leve nesta estreia envolvendo o casal e um novo artefato Shiar. Além disso, temos algumas cenas bem divertidas do casamento para os fãs. No entanto, não é o quadrinho que vai mudar o conceito da linha mutante ou atrair muitos leitores. Nem é a proposta. Para quem curte o casal, no entanto, é uma diversão honesta.

Infinity Wars Prime (Gerry Duggan / Mike Deodato Jr.)

Ninguém aguenta mais sagas cósmicas da Marvel? Ou ninguém aguenta mais sagas da Marvel? Para aqueles que aguentam ou estão interessados, esta semana a editora inicia sua Guerra Infinita nos quadrinhos de seu universo pós-Guerras Secretas, com uma edição prólogo até bastante interessante com uma decisão ousada no roteiro de Gerry Duggan em descartar logo de cara um dos personagens mais fortemente associados ao tema das Joias do Infinito.

Capa de Infinity Wars Prime por Mike Deodato Jr.
Capa de Infinity Wars Prime por Mike Deodato Jr.

Para quem gosta da arte do brasileiro veterano Mike Deodato Jr., vemos aqui o ilustrador em uma de suas melhores fases, com domínio de todo o elenco e boas soluções de fotografia para as prpopostas do roteiro. Deodato faz muito uso do recurso de espaço negativo (mesma técnica usada em Pecado Original). Muito mistério, principalmente na participação de Loki na história, enquanto Adam Warlock e o Doutor Estranho debatem sobre o futuro dos artefatos de poder e a degradação do mundo dentro da joia da alma.

O personagem Requiem é o principal destaque, fazendo uma aparição marcante e alterando o curso dos eventos da história de forma inesperada. No entanto nos resta aguardar para de fato ver se a história mantém a tensão mostrada neste prólogo.


O que você leu de Marvel e DC nesta semana, Zeronauta? O que mais gostou? Comente abaixo, e até a próxima Amálgama!

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