Amálgama #004 – O que aconteceu na Marvel e na DC nesta semana

Bem-vindos à nova edição de Amálgama! Nesta seção você encontra resumões dos principais eventos da semana nos quadrinhos Marvel e DC, publicados às quartas-feiras nos Estados Unidos. Nesta semana, para quadrinhos lançados em 04/07/2018, Igor Tavares e Morcelli falam de:

  • Batman #50
  • Catwoman #1
  • The Man of Steel #6
  • Captain America #1
  • Astonishing X-Men #13
  • Death of Inhumans #1
  • Cosmic Ghost Rider #1

Vamos lá?

Batman #50 (Tom King / Mikel Janín & convidados)

Aconteceu. Ou não.

Batman #50 chegou e não entregou o prometido, como pode ser visto neste artigo de ontem. É verdade que a revista foi tecnicamente bem bolada, exibindo a perícia artística da dupla Tom King e Mikel Janín, bem como da sinergia que existe entre eles. Contudo, seja por escolha do autor ou da DC (ou as duas coisas), Batman e Mulher-Gato não se casaram. De forma covarde. Ainda sobrou pra Bane, culpado por tudo que King escreveu desde que assumiu o título mensal do Homem-Morcego, em 2016.

Capa variante de Batman #50 por Jim Lee.
Capa variante de Batman #50 por Jim Lee.

Portanto, se tecnicamente a revista é impecável, ela decepciona por não atingir as expectativas prometidas pela forte campanha de marketing e pelas entrevistas concedidas por King nos últimos. E mais: só prova que King e Janín poderiam fazer melhor.

Fãs mostraram bastante insatisfação com o resultado nas redes sociais, chegando ao ponto de ofender os artistas em suas constas do Twitter ou Instagram. Certamente não precisavam chegar a tanto. Desrespeito não é bom em lugar nenhum.

O que acontecerá agora? Só Batman #51 pode responder. Ela sairá lá fora no dia 18 de julho.

Catwoman #1 (Joëlle Jones)

Joëlle Jones não decepciona quem tinha altas expectativas sobre seu trabalho na reestreia da Mulher-Gato em uma publicação mensal. Apoiada pela colorização correta de Laura Allred, Jones consegue, em apenas uma edição, lidar com o essencial do pós-Batman #50 e dar novo sentido à vida de Selina Kyle. Como? Fazendo a personagem principal deixar Gotham City. Apesar de tentar dar novos ares para a protagonista, Jones faz Selina lidar com situações bem conhecidas: seus instintos e uma impostora causando transtornos para sua já controversa imagem.

Capa da nova revista da Mulher-Gato por Joëlle Jones.
Capa da nova revista da Mulher-Gato por Joëlle Jones.

A estreia é boa no sentido de colocar o leitor na cabeça de Selina Kyle e apresentar diversos personagens novos, com personalidades claras e bem definidas pela autora. Enquanto Jones falha um pouco (muito provavelmente por conta do pouco espaço que um único quadrinho tem) em equilibrar as consequências do cancelamento do casamento e da nova vida que a Mulher-Gato começará a levar a partir de agora, o cuidado especial da autora em deixar claro quem serão os peões desta nova história (bem como de sua arte incrível) merece aplausos.

Jones começou bem e Mulher-Gato é mais uma boa estreia para a DC. Não deixe que suas opiniões sobre Batman #50 influenciem na hora de dar uma chance a este título. Ele vale a pena.

The Man of Steel #6 (Brian Michael Bendis / Jason Fabok)

É verdade que o início foi morno, mas Brian Michael Bendis finalmente mostrou a que veio em The Man of Steel #6, que fecha a minissérie semanal iniciada no fim de maio. O autor escreveu histórias fracas no início de sua passagem pelo maior herói de todos, que começou em Action Comics #1000, lançada em abril deste ano. Contudo, como um mágico, Bendis enfim entregou seu “Grande truque”, e ele valeu a pena.

Capa de The Man of Steel #6 por Ivan Reis.
Capa de The Man of Steel #6 por Ivan Reis.

Ainda que a verdadeira natureza de Rogol Zaar não tenha sido revelada (mas ele não foi morto, o que fará com que ele seja reutilizado em futuras histórias), o autor fechou quase todas as pontas da minissérie com maestria. Houve equilíbrio técnico e emocional no desfecho da narrativa, que explicou o destino de Jon e Lois (singrarão pelo universo com Jor-El, a fim de descobrir mais sobre a vida lá fora), a volta do uniforme clássico do Superman e mostrou o que humano e kryptonianos têm de comum e melhor.

Com esta edição, a estreia de Bendis nos títulos mensais do Superman fica envolta de grande expectativa. Tomara que ele consiga chegar lá.

Captain America #1 (Ta-Nehise Coates / Leinil Francis Yu)

Ta-Nehise Coates assumiu o comando do título principal do Capitão América em pleno 4 de julho. O review completo e mais detalhado está a caminho, mas podemos dizer que o autor valoriza acontecimentos recentes (principalmente da passagem de Nick Spencer) para iniciar seu primeiro arco. Temos um vácuo de poder após a derrocada da Hydra e uma nova organização Russa tenta assumir o lugar dos antigos nazistas.

Capa de Captain America #1 por Alex Ross.
Capa de Captain America #1 por Alex Ross.

Enquanto isso, um Capitão à beira da obsolescência repensa seu lugar em um mundo que talvez não precise mais dele. Uma edição morna, mas honesta, com roteiro polido e uma arte muito caprichada de Leinil Yu.

Astonishing X-Men #13 (Matthew Rosenberg / Greg Land)

O título remanescente dos X-Men (tirando Red) entra em nova fase, sob o comando de Matthew Rosenberg e com arte de Greg Land. Os Carniceiros estão caçando um bando de gente mutante graúda. Estão inclusos a Senhora Sinistra, Fera e alguns outros. Enquanto isso, um derrotado e bastante descontrolado Destrutor tenta reunir seu próprio time de X-Men, mas sem o menor sucesso.

Capa de Astonishing X-Men #13 por Greg Land.
Capa de Astonishing X-Men #13 por Greg Land.

Edição razoável, focada bastante no Destrutor e nos acontecimentos recentes com o mutante que perdeu completamente as estribeiras. A proposta da equipe com Pássaro Trovejante, Fera, Banshee e Crystal é interessante. Por enquanto ainda temos um arco em construção que não diz a que veio, mas é importante o fã de X-Men ficar ligado pois essa revista será mantida em linha junto com o sucesso X-Men Red.

Death of Inhumans #1 (Donny Coates / Ariel Olivetti)

Vox está aqui!

O carrasco dos Inumanos, enviado pelo império Kree com o intuito de exterminar sua própria criação, já chegou matando uma penca de inumanos na primeira edição da série de Donny Cates e Ariel Olivetti.

Capa de Death of Inhumans #1 por Kaare Kyle Andrews .
Capa de Death of Inhumans #1 por Kaare Kyle Andrews .

Gente importante morre aqui logo de cara. Se você não vai com a cara dos Inumanos, ao menos vale a pena conferir a primeira parte de sua derrocada. Uma edição com ares poéticos e uma arte muito interessante – além das repercussões sangrentas.

Cosmic Ghost Rider #1 (Donny Coates / )

O absurdo prolifera, ganha tração e vende na Marvel. A esdrúxula criação de Donny Coates fez tanto sucesso nas páginas de Thanos, que ganhou uma minissérie própria. Batalhas em Asgard, assassinatos, socos em bebês e um final muito divertido nesta primeira parte da aventura solo do Motoqueiro Cósmico.

Capa de Cosmic Ghost Rider #1 por Geoff Shaw.
Capa de Cosmic Ghost Rider #1 por Geoff Shaw.

O que você leu de Marvel e DC nesta semana, Zeronauta? O que mais gostou? Comente abaixo, e até a próxima Amálgama!

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