[#Review] Ajuri Comics #1 vem de longe e chega na contramão

Ajuri Comics #1 é uma iniciativa de uma série de estúdios e artistas independentes do Amazonas para divulgar a produção local para todo o Brasil. O primeiro número da antologia foi lançada na edição 2018 do Festival Internacional de Quadrinhos, o popular FiQ, no final de maio. A revista, financiada pela Secretaria de Estado de Cultura, reúne 27 artistas, entre roteiristas, ilustradores, arte-finalistas e coloristas, para contar histórias que não se limitam ao folclore florestal.

A Ajuri Comics #1 conta com Bruna Paes, Bruno Cavalcante, Cezar “Quincas” Souza, Christofer Ferreira, Emerson Medina, Erick Rick, Eunuquis Aguiar, Evaldo Vasconcelos, Israel Gusmão, Izabelle Regina, Jahn Cardoso, Jucylande Júnior, Lorena de Souza, Lucas Vasconcelos, Luiz Andrade, Malika Dahil, Paulo Victor, Rafael Rodrigues, Rayanne Cardoso, Romahs Mascarenhas, Valdenor Melki, Adriano Bezerra, Jean Okada, Vicente Cardoso, Rafael Artemis Soares, Mário Orestes e diagramação de Gláucio Silva.

O investimento no lançamento contou inclusive com um estande apenas para os amazonenses no FiQ… E com razão.

São histórias de uma a quatro páginas, falando de temas que vão desde a porradaria massavéio, passando pela integração cultural e chegando até temas mais psicológicos. O material da Ajuri (que, em tupi-guarani, significa “mutirão”), salvo uma ou duas histórias, é muito bem desenhado. Há variedade de estilos de arte que acompanham essa diversidade narrativa textual. Monstros fofinhos, nômades do deserto, dragões, demônios tentando dominar tribos indígenas, uma guerra inspirada no festival de Parintins, entre outras doideiras muito boas!

O material impresso é também de boa qualidade. Apenas um erro de diagramação acabou colocando a foto de um artista em três biografias diferentes no começo da revista. Felizmente estes não ocorrem no material principal, até onde foi possível perceber.

Onde compro mais Ajuri pros amigos? Na internet, no máximo há a divulgação em outros sites antes do evento, além dos próprios estúdios onde os artistas se organizam. Dentre eles, o C4 Studio, Clube dos Quadrinheiros de Manaus, Dois Traços, XMAO, Ilustrama, IRCOMIX, Ruanda Studio, Questo e 99 Balões. No mais, já vale como incentivo para acompanhar o trabalho de uma galera boa, que deve continuar em edições semestrais. Ficarei de olho!

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