Capitão América continuará a ser relevante, promete autora

Em setembro, apenas oito dias após os ataques de 11 de Setembro de 2001 completarem 17 anos, o Capitão América provará por que ainda é relevante para os leitores de quadrinhos americanos. Pelo menos é com essas palavras que a Marvel e a escritora Tini Howard (Rick and Morty, Power Rangers: Pink) definem o conteúdo e a possível repercussão da edição superespecial Captain America Annual #1, que ainda terá arte do celebrado Chris Sprouse (Tom Strong, Multiversity, Thors).

Esta é a primeira vez que uma mulher escreverá o Capitão América.

A história acontecerá durante a Segunda Guerra Mundial, retomando o pano de fundo que deu vida ao personagem justamente em uma época em que levantes de supremacistas brancos com suásticas nas mãos estão voltando a aparecer pelo planeta.

A edição especial do Capitão América em arte de Chris Sprouse.
A edição especial do Capitão América em arte de Chris Sprouse.

CAPTAIN AMERICA ANNUAL #1
Roteiro: TINI HOWARD
Arte e Capa: CHRIS SPROUSE
Capa Variante: KAARE ANDREWS

Assumidamente uma fã de ficção histórica, Howard aproveitará a chance de ser uma mulher escrevendo um super-herói tão importante para investir bastante no período em que o personagem nasceu. “Estamos trabalhando com um período do tempo que geralmente é destilado em histórias de ação que falham na hora de reconhecer sua própria realidade. Uma das coisas mais importantes da ficção histórica é a habilidade de voltar para trás e amplificar perspectivas que possam ter sido silenciadas. Todo mundo merece histórias”, afirmou a escrita no press release da Marvel.

Sprouse também se pronunciou a respeito deste especial do Capitão América. “O roteiro de Tini é exatamente o tipo de história do Capitão América que eu queria desenhar. Não apenas por ser protagonizada por personagens icônicos da Marvel que são fantásticos de ilustrar, mas também por ser em um período do tempo que quero explorar há anos e por lidar com temas e ideias que sempre foram importantes pra mim, tanto no profissional como no pessoal”, revelou.

Na história, Capitão América e Bucky Barnes enfrentarão seus grandes inimigos em um conto parecido com a trama do filme Os Sete Samurais, de Akira Kurosawa. A ideia é explorar a capacidade do herói de reconhecer a humanidade em qualquer outra pessoa, independentemente da situação.

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