[#Review] Justice League: No Justice #1 e a continuidade metálica

Scott Snyder continua sua saga na DC depois de terminar a publicação de Metal com a nova minissérie Justice League: No Justice. Após o término da megassaga cósmica que trouxe Barbatos e o Multiverso Sombrio, e antes que a sua Liga da Justiça comece a série regular, o mês de maio traz uma história que faz a ponte entre as duas. Escrita conjuntamente entre Snyder, James Tynion IV (Detective Comics) e Joshua Williamson (The Flash), conta com arte de Francis Manapul (Trinity, The Flash) e uma trama que une vilões, heróis e muita coisa entre os dois opostos numa corrida para salvar o Universo.

No final de Metal, a onda de energia positiva gerada pelo Décimo Metal, que estava no fundo da Forja dos Mundos, chegou até o limite do universo conhecido. Apesar de o efeito terminar com a existência de Barbatos, ela também acabou por quebrar a Muralha da Fonte. Como foi apontado pelo próprio Aquaman no final da série, agora a Terra de número zero era “como um aquário jogado ao oceano”.

Arte de No Justice por Francis Manapul e Hi-Fi.
Arte de No Justice por Francis Manapul e Hi-Fi.

Assim, do outro lado da Muralha, saíram quatro seres cósmicos chamados Titãs Ômega. Eles, que representam e personificam os quatro elementos cósmicos – Entropia, Mistério, Deslumbre e Sabedoria (eu disse mesmo isso?) – teriam sido os responsáveis por criar a vida senciente nos mundos através do universo. Agora eles voltam para tomar de volta o que é seu, pois assim haviam combinado de fazê-lo quando a Muralha cedesse, no fim dos tempos.

É assim que começa No Justice: Braniac, percebendo que seu mundo, Colu, seria o primeiro a ser atacado e sabendo que os heróis da Terra não o ajudariam sem uma longa explicação, vem invadir a Terra. Derrota heróis e vilões, e rapta a todos, formando equipes baseadas nas energias cósmicas e explicando a situação na qual o Universo como um todo se encontra. Afinal, depois de Colu, o alvo seguinte dos gigantes seria a própria Terra.

A arte dispensa comentários. Como podem ver, Manapul vai muito bem, obrigado. Todos os personagens têm aquelas feições estilizadas, porém com muita personalidade. Um Guy Gardner carrancudo, a fúria de Superman contra Braniac, a imponência dos Titãs Ômega, o olhar soturno do Caçador de Marte AJAX a construção de páginas é inventiva (com direito a um “alerta de crise” na sala de Amanda Waller)…

Arte de No Justice por Francis Manapul e Hi-Fi.
Arte de No Justice por Francis Manapul e Hi-Fi.

As cores do estúdio Hi-Fi são interessantes, mas não tão vivas em No Justice. A combinação é boa, e já foi vista muitas outras vezes. A paleta aponta para tons de roxo e lilás, dando o tom da história que é centrada em Braniac. Tem seu motivo de ser, no final das contas.

O roteiro, no final das contas, tem seu ponto fraco. É entendível que o começo seja apressado, mas novamente Scott Snyder inventa um milhão de conceitos novos, os quais pouco usa. Mesmo assim, é possível que ele pudesse escrever uma história bem parecida com outros elementos já existentes. Tem um certo vilão de uma certa Crise que foi preso atrás da mesma Muralha da Fonte antes dos Novos 52, por exemplo. A expansão mitológica pode ser boa a longo prazo, mas se nem mesmo em Metal não houve um aproveitamento tão bem compreensível do que foi criado, não será uma saga de apenas um mês que fará melhor.

Continuarei lendo por uma questão de entender o que vai acontecer daqui para frente. É possível que seja uma saga dispensável, mas ainda não é possível definir isso de forma definitiva neste momento. Pelo menos é uma revista muito bonita.


Sinopse/Ficha Técnica:
Título: No Justice #1
Roteiro: Scott Snyder, Joshua Williamson, James Tynion IV
Arte: Francis Manapul
Páginas: 164
Publicação: DC (Maio de 2018)
Idioma: Inglês
Preço de Capa: US$ 3,99

WP Twitter Auto Publish Powered By : XYZScripts.com