[#Review] Começa a Guerra Infinita em Infinity Countdown #1

2018 é ano de Guerra Infinita na Marvel. Com os preparativos para o lançamento do longa-metragem que coloca pela primeira vez os maiores heróis do Universo Cinematográfico da empresa contra o Titã Louco, Thanos, e define o destino das Joias do Infinito neste universo, nada mais justo que algum evento nos quadrinhos que reflita este alinhamento com a principal veia transmidiática da Marvel.

É isto que o atual arquiteto cósmico da Marvel, Gerry Duggan (muito conhecido por sua longa passagem pelo Deadpool) promove em Infinity Countdown – minissérie em cinco edições que mostra pela primeira vez desde a reconstrução da Terra Primordial da Marvel, o paradeiro e destino da Pedras do Infinito (antes Jóias).

A primeira edição de Infinity Countdown nos mostra duas frentes narrativas bastante familiares para quem acompanha atualmente o universo cósmico da editora: em uma, Drax e as Tropas Nova, lideradas pela Comandante Eve Bakian (atualmente grávida) defendem a Pedra do Poder, que é praticamente um asteroide de tão imensa, e está escondida no planetoide chamado Xitaung. Com a revelação do paradeiro deste artefato começa uma disputa de poder (literalmente) pela pedra em Xitaung. A batalha se dá entre Drax e as forças Nova contra os Raptores em meio a uma invasão da armada Chitauri no planeta.

O outro ramo narrativo acontece em uma missão dos Guardiões da Galáxia (que contam com o reforço do Homem-Formiga e Richard Ryder, o Nova original) no planeta Telferina, dominado por criaturas semelhantes a Groot criadas pelo Ancião do Universo conhecido como Jardineiro. Em meio a isso, a pedra do Espaço faz uma aparição e revela que um personagem morto desde Secret Empire está vivo em Madripor.

O roteiro de Duggan é levemente truncado na primeira edição. Isso se dá principalmente por esta história dar sequência a eventos que vem sendo trabalhados no título dos Guardiões por algum tempo. Seja em relação ao próprio time, ou aos coadjuvantes mostrados nesta edição, tudo parece uma sequência natural das histórias dos Guardiões da Galáxia. Isso é ótimo para quem vem acompanhando esta revista. No entanto, para o leitor que chega somente para ler Infinity Countdown, é uma grande quantidade de informação para absorver e nem tudo fica claro, especialmente nas relações entre os personagens.

Quanto às Pedras do Infinito, é recomendável também uma leitura prévia de Infinity Countdown Prime, lançada antes e que tem roteiro de Duggan com arte do veterano Mike Deodato. Prime dá uma boa repassada no paradeiro de cada uma das pedras e serve também para explicar de maneira bem sucinta e eficaz o poder de cada uma delas, individualmente e em conjunto.

Duggan tem muita facilidade com diálogos e seu trabalho com os Guardiões é bastante natural nesse aspecto. As passagens entre estes e Scott Lang são bastante divertidas. As mudanças propostas aqui, principalmente para Groot são muito bem-vindas. O personagem cresce muito logo nesta edição (em um evento não relacionado às pedras, diga-se de passagem) e juntamente com o retorno de um outro personagem que estava morto, a transformação de Groot acaba se destacando neste número 1.

A arte de Aaron Kuder neste início de evento é extremamente consistente, apesar de um elenco enorme, uma quantidade absurda de referências visuais alienígenas (e terrestres), muitas cenas de ação com ritmo veloz e alternância constante entre núcleos narrativos. Kuder domina a fotografia em Xitaung e demonstra talento em expressões faciais nas cenas com Drax, assim como faz quadros lindos em Telferina na batalha das “árvores”.

A diagramação e o cuidado com a narrativa fotográfica é notório e por vezes o trabalho de Kuder lembra um pouco as ideias e expressões de Frank Quitely, principalemente em seu trabalho nos X-Men. Visualmente, Countdown começa em alto nível tanto por conta do trabalho de Kuder quanto da colorista Jordie Bellaire, que eleva ainda mais o visual do pacote com matizes alienígenas cuidadosamente trabalhadas em cada uma das cenas.

Infinity Countdown não é a saga mais amistosa para um novo leitor se aventurar logo de cara. Isso precisa ficar claro. Apesar de uma história movimentada, com um roteirista que entende o tema e tem domínio completo do elenco, fica difícil chegar de para-quedas sem saber nada e pegar esta revista para ler “em jejum”. Em relação ao visual, Countdown por enquanto não fica devendo às grandes sagas da editora. É interessante conjecturar como Kuder irá relacionar tantos elementos e personagens diferentes (além das Pedras do Infinito) em apenas cinco edições. E talvez este seja o ponto forte da primeira edição – a expectativa de algo grande que é criada para o universo Marvel nos próximos meses.


Sinopse/Ficha Técnica:
Título: Infinity Countdown #1
Roteiro: Gerry Duggan
Arte: Aaron Kuder, Mike Deodato Jr.
Cores: Frank Martin, Jordie Bellaire
Páginas: 40
Publicação: Marvel (Março de 2018)
Idioma: Inglês
Preço de Capa: US$ 4,99

A Saga das Joias Infinitas começou! À medida que elas reaparecem em torno do cosmos, a começa a corrida para o poder! Batalhas serão combatidas, sangue será derramado, vidas serão perdidas… Todos como os maiores heróis e vilões cósmicos disputam a posse da Joia do Poder, dominando um asteróide remoto, de alguma forma crescido ao tamanho de um edifício. Veja como o caminho para Infinity se abre diante de seus olhos e o FIM está perto…

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