[Review] Superman Renascido: como foi a 1ª saga do herói no Brasil

São novos tempos. Superman está mantendo uma de suas mais interessantes revistas mensais atualmente, algo que não acontecia há bons anos – talvez desde que a fase de James Robinson e o arco Novo Krypton chegaram ao fim no término da década passada e início desta. Enquanto os mais que competentes Peter J. Tomasi e Patrick Gleason cuidam da revista principal (Superman), o veterano Dan Jurgens e desenhistas como Stephen Segovia e Doug Mahnke são responsáveis pelo título mensal mais importante do mercado de super-heróis: Action Comics. Juntos, eles criaram uma nova história, Superman: Renascido, responsável por solucionar alguns mistérios que rondam o Renascimento da DC desde o começo.

Fãs que acompanham as histórias do Superman sabem que mistérios são esses; um novo Clark Kent que nunca foi Superman e as incongruências cronológicas entre Novos 52 e o que aconteceu antes de Ponto de Ignição estão entre elas. Portanto, Superman: Renascido vem para resolver a maior parte disso nas próprias revistas mensais do personagem, publicadas aqui no Brasil como Superman e Action Comics, exatamente como saíram nos Estados Unidos. Mas será que valeu a pena acompanhar esta saga que acabou de chegar ao fim aqui em terra brasilis?

Uma das capas de Superman: Renascido em Action Comics nº 10, da Panini. Arte de Patrick Gleason e John Kalisz.
Uma das capas de Superman: Renascido em Action Comics nº 10, da Panini. Arte de Patrick Gleason e John Kalisz.

Foi, sem dúvidas, uma boa saga. Tomasi e Jurgens resolveram o mistério do Clark sem poderes colocando a culpa no bom e velho Sr. Mxyzptlk, que transformou-se no alter ego do Superman para chamar a atenção do herói, que considera um amigo. Isso aconteceu porque o misterioso Oz o sequestrou (assim como fez com Tim Drake e outras importantes figuras do Universo DC, em algo que ainda está para ser resolvido seguindo a cronologia nacional) e uma série de jogos psicológicos foi jogada entre eles.

Myx se sentiu traído pelo Superman (de quem não se lembrava muito bem, pois tinha mais contato com a versão Novos 52 do herói), pois ficou preso por muito tempo na cela de Oz sem que o Homem de Aço sequer questionasse por onde aquele vilão andava. Ou seja, Myx acha que é amigo do Super e que, como tal, o Azulão em algum momento perceberia que sua ausência significaria alguma coisa para o campeão de Metrópolis. Obviamente não foi o que aconteceu.

Uma das capas de Superman: Renascido em Superman nº 11, da Panini. Arte de Patrick Gleason e John Kalisz.
Uma das capas de Superman: Renascido em Superman nº 11, da Panini. Arte de Patrick Gleason e John Kalisz.

Tomasi e Jurgens brincam muito com o aspecto espaçotemporal da história, navegando pelas diversas versões do Superman, Myx e suas cronologias – até a versão do DCAU foi homenageada na HQ. Há também um pouco de espiritualidade, representada aqui principalmente pela natureza de cada personagem e sua busca por significado. Apesar de estes temas não serem tão aprofundados qual do poderiam ser, é bom ver que Superman: Renascido não é apenas uma aventura genérica, cuja única a finalidade é solucionar um problema que estas mesmas pessoas arrumaram.

A dinâmica entre Clark, Lois e Jonathan está cada vez melhor, com mais maturidade vindo de todas as partes. Certamente é um reflexo de que os próprios autores estão mais à vontade com a atual situação do Superman.

Faltando na história, porém, está um pouco mais de emoção e profundidade no argumento. Como Myx é um vilão bobo, sua galhofa abstraiu um pouco da emoção que poderia haver caso outro vilão estivesse envolvido nisso. Mesmo sabendo a identidade secreta do Azulão, Myx não fez coisas tão poderosas quanto podia, demonstrando que, desde o começo, não era uma ameaça tão perigosa assim. Por outro lado (e isso é muito positivo), a necessidade de Jonathan de solucionar o caso para seus pais, que estão perdidos nas mãos do inimigo, é muito emocionante de se ver. O menino tem cada vez mais potencial.

Uma das capas de Superman: Renascido. Arte de Patrick Gleason e John Kalisz.
Uma das capas de Superman: Renascido. Arte de Patrick Gleason e John Kalisz.

No fim, Superman: Renascido é uma história boa, que resolve problemas e apresenta o sucessor do Homem de Aço como um garoto cada vez mais interessante. Ele é o futuro do Universo DC. E o senso de continuidade é uma das coisas mais legais que um leitor de quadrinhos de heróis pode ter. Créditos para Peter Tomasi, Patrick Gleason e Dan Jurgens, que montaram este conto.


Sinopse/Ficha Técnica:
Título: Superman n° 10, Action Comics nº 10, Superman nº 11
Roteiro: Peter Tomasi, Patrick Gleason e Dan Jurgens
Arte: Patrick Gleason, Doug Mahnke
Arte-Final: Mick Gray, Jaime Mendoza, Christian Alamy e Trevor Scott

Cores: John Kalisz, Wil Quintana
Páginas: 52 por edição
Publicação Mensal: Panini (Janeiro e Fevereiro de 2018)
Idioma: Português
Preço de Capa: R$ 7,50 por edição

Outra pista sobre o mistério Superman/Clark Kent é revelada e as peças começam a se encaixar rumo a uma solução. E ainda: Jonathan, o filho do Homem de Aço, enfrenta um furioso Sr. Mxyzptlk!

Um velho inimigo, uma nova ameça! Superman e Superman encaram — juntos e separados — uma sombra do passado do Homem de Aço!

Comente

Clique para comentar

doze + dois =

WP Twitter Auto Publish Powered By : XYZScripts.com