Pantera Negra: Coisas legais para ler e comprar!

Que tal explorar toda a realidade mística de Wakanda enquanto aproveita o lançamento do filme nesta semana? Vivido por Chadwick Boseman, o personagem que roubou os holofotes (ao lado do Homem-Aranha) em Capitão América 3: Guerra Civil, de 2016 é o Pantera Negra! Naquela época, seu filme solo já era aguardado pelos fãs do Marvel Cinematic Universe, e agora eles poderão curtir o longa, que deve ficar algumas boas semanas em cartaz pelo mundo, graças às excelentes resenhas que vem ganhando até agora – para quem não viu, o filme está com altíssimos 98% de aprovação no Rotten Tomatoes.

Mas antes (ou até mesmo depois) de assistirem ao novo filme de Ryan Coogler, os fãs podem conferir diversos dos grandes quadrinhos que o Pantera Negra já estrelou. Muitos deles, infelizmente, inéditos por aqui, mas acessíveis a preços bem bacanas com nosso links da Amazonclique aqui!

Tão rico e complexo quanto seu país de origem, que muito lembra as terras incríveis da literatura como El Dorado e Atlântida, o Pantera Negra é profundamente multifacetado. O que significa que muitos foram os autores que passaram por seu mundo e lhe deram novas características, mas a grande maioria apostou em algo que apenas os grandes personagens possuem: a capacidade de ser adaptado e moldado pelo tempo sem perder sua essência. Por isso, vamos listar algumas das histórias mais incríveis que o Pantera Negra teve até agora. Confiram!

O Pantera Negra de Ta-Nehisi Coates e Brian Stelfreeze.
O Pantera Negra de Ta-Nehisi Coates e Brian Stelfreeze.

1) Pantera Negra, de Ta-Nehisi Coates e Brian Stelfreeze

Inevitavelmente devemos abrir a lista com a fase mais recente do personagem no Brasil, a do jornalista Ta-Nehisi Coates. Publicada pela Panini Comics em volumes luxuosos mas de preços acessíveis, os encadernados já somam três números nas lojas brasileiras, todos fáceis de encontrar para compra offline e online. Mas o que ela tem de tão interessante? Deve ser lida apenas porque é a mais nova e a mais fácil de encontrar? Claro que não.

Ainda que este redator pessoalmente não tenha ficado muito satisfeito com o que Coates e Brian Stelfreeze ofereceram (principalmente porque minha expectativa era outra, levando-se em conta o corpo de trabalho de Coates, que também é filho de um ex-membro do Partido dos Panteras Negras), o autor oferece uma voz de procura para o personagem, ou seja, ele retrata um homem que está em busca de equilíbrio entre ser um herói e rei de uma nação; entre ter uma monarquia e uma nação livre.

Apesar de o momento polarizador em que a sociedade vive não só aqui, mas também nos EUA, o texto que Coates usa na revista não tem o mesmo tom crítico de seu trabalho jornalístico; na verdade, ele entra fundo na mitologia do personagem e levanta questionamentos que são sociopoliticamente relevantes para aquele universo, não para o mundo em que vivemos, o real. Portanto, quem busca um material moderno e de qualidade com o personagem, esta é pedida certa!

O Pantera Negra de Christopher Priest em arte de Joe Quesada.
O Pantera Negra de Christopher Priest em arte de Joe Quesada.

Priest não é novo na indústria e na maior parte das vezes que assume um título, faz aquilo valer a pena para todos os envolvidos. Conhecido por ser autoral e pensar fora da caixinha, ele tem um histórico muito bom de trabalhos publicados na Marvel, na DC e em outras editoras. Seu recente trabalho na nova revista mensal do vilão Exterminador, para a DC, se mostrou como uma das melhores coisas publicadas pela editora nos últimos anos. Porém, o que ele fez para o Pantera Negra é um pouco mais antigo que isso.

Tudo começou em 1998, quando a Marvel e a dupla Joe Quesada e Jimmy Palmiotti estavam instituindo o selo Mark Knights, que revolucionaria alguns dos personagens urbanos da editora. O Pantera Negra estava entre os primeiros que passaram por este tratamento. Ao lado dele estavam Demolidor (que recebeu Kevin Smith), Justiceiro e Inumanos (uma escolha nada ortodoxa, mas que deu certo). Para o Pantera foram convidados Priest e o desenhista Mark Texeira.

Priest fez algo com o personagem que Coates também fez, colocando-o no dilema de ser um super-herói ou um rei. Contudo, sua abordagem é diferente, fazendo T’Challa ser muito mais comparável a monarcas como Namor e o Dr. Destino do que com seus colegas Vingadores. Foi o autor que também conseguiu extrair alguns dos melhores momentos do vilão Ulysses Klaw (o Garra Sônica), além de ter criado o agente governamental Everett K. Ross, um coitado perante a realeza imponente do Pantera em sua nação.

O autor usou doses igualitárias de humor, drama e ação para criar a fase mais longeva do personagem até agora (durou seis anos consecutivos) e certamente vale muito a pena ser lida! Pode parecer intimidador ler quatro encadernados volumosos de quadrinhos, mas não se enganem: valerá cada momento.

Pantera Negra de Hudlin e Romita Jr.
Pantera Negra de Hudlin e Romita Jr.

3) Quem é o Pantera Negra?

Se você não sabe NADA sobre o personagem, este é um bom ponto de partida. A história de Reginald Hudlin e do astro John Romita Jr. reconta a origem de T’Challa. O autor não escondeu críticas ao governo de George W. Bush, o que faz o material ser situado em um momento específico da nossa história, mas não menos importante por isso. Hudlin também explorou a história por trás do manto do Pantera Negra, mostrando o primeiro encontro dele com o Capitão América na época da Segunda Guerra até chegar em nossos tempos.

Wakanda é muito bem estabelecida como uma nação independente, que se recusa a aceitar as demandas absurdas de potências como os Estados Unidos.

Hudlin ainda escreveu o personagem por mais algum tempo, casando ele com a mutante Tempestade (um dos momentos mais importantes da Marvel moderna, mas que infelizmente não durou) e durante alguns crossovers da Casa das Ideias, como Dinastia M, Guerra Civil e Invasão Secreta.

Ah, sim, e também escreveu Shuri, a irmã de T’Challa, como Pantera Negra em seus últimos meses à frente das histórias do personagem.

Quando o Pantera Negra virou o Homem sem Medo - arte de Simone Bianchi e Simone Peruzzi.
Quando o Pantera Negra virou o Homem sem Medo – arte de Simone Bianchi e Simone Peruzzi.

4) Quando o Pantera Negra virou o Homem Sem Medo

Em 2010 a Marvel publicou o evento Terra das Sombras. Nele, o Demolidor retorna à Cozinha do Inferno como líder do clã ninja Tentáculo. Lá, ele constrói um templo-prisão de nome Terra das Sombras, mas começa a se comportar de forma cada vez mais extrema e errática. Isso atrai a atenção de outros heróis urbanos da editora, causando um grande conflito entre eles. Quando tudo é resolvido, o Demolidor pede para T’Challa cuidar da Cozinha por um tempo.

Sem seu uniforme de vibranium e os recursos de um monarca, T’Challa se vê em uma situação inédita que muitos fãs acharam estranha na época. Contudo, David Liss conseguiu tirar leite de pedra e fazer uma das fases mais curiosas que o Pantera Negra já teve. Nela, o herói enfrentou gente do calibre de Kraven e Mercenária.

Arte de Gil Kane e Klaus Janson.
Arte de Gil Kane e Klaus Janson.

5) O começo de tudo

Diabos, é impossível listar histórias de qualquer personagem de quadrinhos e não mergulhar até suas raízes. Felizmente o encadernado Panther’s Rage resolve este problema para os leitores, publicando as primeiras histórias do Pantera Negra, que foram (infelizmente) lançadas na infame Jungle Action nos anos 1960.

Depois de ser criado por Lee & Kirby nas páginas de Quarteto Fantástico, o Pantera passou a ter suas próprias histórias, criadas principalmente por Don McGregor. É uma boa pedida e um documento histórico do início de vida do primeiro super-herói negro dos quadrinhos nos EUA.

Para mais sobre o Pantera Negra leia nosso especial – Pantera Negra: Herói, Vingador, Monarca – que faz um apanhado da história deste personagem quando o mesmo completou 50 anos em 2016.

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