[Review] Secret Empire #9, de Spencer, Yu, Bennett e Reis

Vingadores, X-Men, Supremos, Guardiões da Galáxia, Tropa Alfa, Campeões e Defensores se unem contra a Hydra na penúltima parte de Secret Empire. O reinado de caos de Steve Rogers finalmente começa a ruir quando as forças lideradas por Sam Wilson desferem golpes duros e certeiros às bases da fundação da Hydra. Enquanto isso, descobrimos o que, de fato, é o lugar chamado Vanishing Point, qual sua relação com a jovem Kobik e testemunhamos o despertar do Primeiro Vingador novamente.

Secret Empire 9 é uma das edições mais cinéticas de toda a série de Nick Spencer. Apesar de muitos diálogos e “amarração” de algumas pontas soltas (as situações de Odinson, Pantera Negra e X-Men, por exemplo) no meio, a revista é pura ação super-heroica de alta octanagem. Seja no campo de batalha ou na próprio alto comando da Hydra, aqui vemos ação quase que o tempo todo e uma construção de clímax com um ritmo divertido e muito equilíbrio entre humor e austeridade.

Sam Wilson merece destaque especial aqui: apesar de não aparecer muito, a atitude e o respeito de todos os personagens em relação a este Capitão América é louvável. Aqui, temos Sam finalmente como um líder, encabeçando uma verdadeira revolução, em meio a uma das horas mais sombrias do universo Marvel em anos.

O ponto negativo de Secret Empire a partir daqui é que o roteiro se encaminha para um desfecho bastante óbvio. A partir do meio da edição, o leitor já sabe praticamente tudo que irá acontecer até o seu fim, e muita coisa da edição final também já é entregue aqui. Portanto, não espere surpresas e reviravoltas neste ponto da história. A intenção de Spencer não é mais surpreender ou chocar neste momento e, sim, dar um desfecho digno para sua jornada pelas publicações do Capitão América.

Secret Empire #9 tem uma das apresentações mais bonitas de todas as edições da série. A tríade Yu, Bennett e Reis trabalha com bastante sincronismo e, finalmente, temos uma edição na qual as sequências de ação se complementam com naturalidade. Não que, nas edições anteriore,s a arte decepcione, mas na nona edição temos uma fluidez grande de páginas e muitos quadros épicos mesmo com alternância entre cenas e um elenco enorme de super heróis lutando. As cenas em Vanishing Point de Reis continuam emocionantes e com uma sensibilidade visual ímpar.

A penúltima edição de Secret Empire não tem nada de surpreendente. As pedras já estão cantadas para o final, mesmo com um gancho bem espalhafatoso na última página da revista. Isso pode tornar a leitura levemente enfadonha para certos leitores. No entanto, para quem aprecia ação super heroica bem desenhada com ritmo acelerado e arte de alto nível temos aqui uma edição que não fica devendo.