Asa Noturna: Mudanças e novidades ótimas no cinema e nas HQs

Asa Noturna é o assunto do momento. Sério. O público ama a persona mais independente e bem-sucedida de Dick Grayson, cujo retorno às raízes desta identidade no ano passado, como parte do Renascimento DC, foi uma mostra de sucesso. Com o constante crescimento do DC Extended Universe e o interesse por parte da Warner por personagens que não façam parte do rol clássico de seus heróis, um longa-metragem com o mais popular sidekick de todos os tempos era uma questão de tempo. Asa Noturna ganhará seu filme ao mesmo tempo em que será o astro da vindoura série de TV Titans!

Criado em 1984 por Marv Wolfman e George Pérez, que o reformularam a partir da criação original de Bill Finger, Bob Kane e Jerry Robinson em 1940, o Asa Noturna foi líder do grupo de super-heróis Novos Titãs por muitos anos, mas passou a agir sozinho na violentíssima cidade de Blüdhaven, uma irmã ainda mais feia de Gotham City. Foi quando ele ganhou sua própria revista mensal, em meados dos anos 1990, comandada por Chuck Dixon e Scott McDaniel. Ela teve longa vida, com diversos momentos históricos para o herói, e ainda passou pelas mãos da autora Devin K. Grayson. Seu nome é bem sugestivo.

Primeiramente, vamos falar de quadrinhos.

Capa de Nightwing #35 por Yasmine Putri marca a nova fase do Asa Noturna.
Capa de Nightwing #35 por Yasmine Putri marca a nova fase do Asa Noturna.

Tim Seeley está deixando o personagem, depois de anos o escrevendo em diversas ocasiões, como na revista Grayson e na própria Nightwing. A nova equipe oficial da mensal do herói é Sam Humphries (roteiro) e Bernard Chang (arte), nomes bem conhecidos dos fãs. Humphries passou os últimos anos na Marvel, mas, desde o Renascimento DC, entrou com tudo neste universo, narrando as aventuras dos Lanternas Verdes Simon Baz e Jessica Cruz. Chang também trabalhou com os Lanternas e diversos outros títulos da editora.

De início, eles oferecerão um novo vilão, um que saiu da cabeça deles mas que mexerá com o passado de Dick Grayson. Ou seja, retrospectos importantes acontecerão no primeiro arco de histórias, intitulado The Untouchables: Hunter (“Os Intocáveis: Caçador”, em tradução literal). Humphries e Chang prometem equilibrar a confiança de Grayson no fato de Blüdhaven finalmente parece estar sob seu controle quando uma nova ameaça promete estremecer tal estabilidade.

No âmbito do cinema, muita coisa foi dita pelo diretor Chris McKay nos últimos dias. Ele foi escolhido pela Warner para dirigir o primeiro longa-metragem do Asa Noturna (que ainda não tem data para estrear) e elogiou bastante o estúdio na semana passada, reafirmando que o objetivo deles é dar liberdade para que diretores marquem os projetos com sua assinatura, diferentemente do que acontece na concorrência.

Capa variante de Nightwing #4. Arte de Ivan Reis.

Aliás, sobre como a WB funciona e como o DCEU está em andamento no momento, as palavras dele foram:

A Warner Bros. é um estúdio mais voltado para o trabalho autoral do diretor. Ponto. Mais do que em qualquer outro estúdio que se possa trabalhar. É só olhar no rol de cienastas que a Warner já teve sob suas asas. Eles são assim e é desta forma que estão operando estes filmes [os novos da DC].

(…)

Eles ainda estão criando o universo, por isso tem tanta gente batendo a cabeça pra lá e pra cá, tentando descobrir o que fazer. É difícil. É difícil lidar com tanta gente, com tantos egos, e colocar as peças num lugar só para que tudo funcione. Mas eles estão comprometidos com isso, e o isso é o mais fantástico de trabalhar com Jon [Berg] e Geoff [Johns]. Eles são parceiros de verdade, assim como todo mundo na WB.

Sobre o filme, suas expectativas e planos, McKay falou ainda mais empolgado:

Será uma porra dum filme de ação badass com muito coração e emoção. Será insano. Quem quer que seja escolhido como Asa Noturna, e quaisquer outros dos atores, terão que se mexer bastante, pois vamos forçar a barra. Não teremos muitos efeitos digitais, vai ser de verdade. Com dublês fazendo as coisas na frente das câmeras, de forma crível. Para o elenco e a equipe, será uma experiência visceral, assim como para o público. Não será como esses filmes em que os caras voam com CG e coisas assim. Tudo precisa ser real. Os “superpoderes” do Asa Noturna é ser realmente bom, como ser humano, como lutador e ginasta, então é isso que vocês verão na tela. Será divertido!

De fato, parece algo incrível. Faz todo o sentido com o personagem e com as recentes revelações de que a Warner estaria considerando criar um universo à parte do DCEU, com histórias independentes e mais liberdade criativa para os cineastas. Portanto, pode até ser que o filme do Asa Noturna, que, lembrando, ainda não tem data de produção nem estreia, referencie o Batman de Ben Affleck, mas não precise dele em momento nenhum para se desenvolver.

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