Panini Comics assume a distribuição de seus produtos no Brasil

Não é de hoje que os leitores de quadrinhos no Brasil reclamam da distribuição de quadrinhos. São décadas de críticas ao formato de venda de HQs e aos atrasos. Já houve muitas justificativas, mas nenhuma solução real. Porém parece que a Panini Comics Brasil chegou à um limite e, de acordo com informações do site Universo HQ, a editora está assumindo a distribuição de seus produtos em todo país.

Um dos maiores problemas das editoras de HQs no Brasil é a distribuição. O ramo de distribuição de banca era um monopólio dominado pela Total (Antiga Dinap), um braço do Grupo Abril. Muitas editoras reclamavam dos altos preços pagos para distribuição de qualidade ruim, enquanto os leitores reclamavam dos vários atrasos que os títulos sofriam ao não conseguirem adquirir seus títulos com conforto nas bancas de revistas.

No ComicPod #366, foi discutido como estava a distribuição de HQs da linha da DC com o advento da fase Renascimento nas bancas. E, em uma pesquisa informal, detectamos que havia cerca de 70% de leitores que não tinham conseguido encontrar os oito títulos lançadas pela Panini no mês de junho.

Durante a ComicCON RS, o editor Levi Trindade já havia adiantado em palestras da Panini que a editora estava para anunciar mudanças no quesito distribuição. Ele também se mostrou bastante insatisfeito com o trabalho que a Total vinha fazendo.

Levi Trindade na CCRS 2017

Na matéria que foi lançada pelo UHQ, foi entrevistado o presidente da Panini Comics Brasil, José Eduardo Severo Martins. O dirigente explica que a ideia da editora é organizar a sua distribuição e se aproximar de seu publico, cuidando do seu produto em todos os níveis. As mudanças que a editora italiana anunciou demoraram oito meses para serem concretizadas. Não foram anunciados os valores do investimento, por conta da política de não revelar valores da empresa.

Martins ainda pontua que a Panini agora assume a entrega direta de seus produtos pelo Brasil em bancas por via de distribuidoras regionais. Ele reitera que a editora não está criando nenhuma empresa de distribuição, mas passando a controlar negociações e o modo de entregar seu produto. Esse movimento de transação direta, que já era utilizado com o mercado livreiro, vai possibilitar um maior contato com a rede e a implementação de atividades promocionais dirigidas para certas regiões.

No fim da tarde de ontem (09), algumas bancas do Rio de Janeiro receberam a carta abaixo, com anúncio das mudanças na distribuição dos produtos. Ela informa que a Infoglobo passava à cuidar das entregas de HQs e mangás da Panini.

A Infoglobo é a segunda maior empresa responsável por jornais impressos no Brasil. No início de 2017, inaugurou sua nova sede e integrou as redações de suas quatro publicações, também distribuídas pela empresa, que são os jornais O Globo, Extra, Expresso da Informação e Valor Econômico. A empresa pertence ao Grupo Globo.

Vale lembrar que outras regiões deverão ser servidas por outros distribuidores.

A distribuição para livrarias e comic shops da Panini não terão alterações. Elas continuam sendo feitas pela Devir sem qualquer alteração na parceria entre as empresas

  • Alan Leonardo Rodrigues Leo

    Ainda bem pois já estava mais que passando da hora dessa mudança.

  • Nosferatu

    Precisam relançar os primeiros números de Rebirth, afinal não consegui achar nada nas bancas…

  • Jhonatan Pavarini

    O que eu quero saber-e ninguém diz-é se com essa mudança, haverá acréscimo ou decréscimo no valor dos produtos? Ou isso não vai ser alterado?

    • Eduardo Asso

      Até agora onde eu li foi dito que no momento não seriam alterados.

    • Vai permanecer a mesma coisa.

      AH MAS O PREÇO DA DISTRIBUIÇÃO ESTAVA EMBUTIDO…

      Sim, mas agora que não está vai ficar do mesmo jeito e assim nosso empresariado vai lucrar mais ainda!

  • Banzé Menezes

    Talvez abaixe os preços das revistas, já que parte do valor era pra pagar a distribuidora.

    • Eduardo Asso

      Quase certo q não. Mas os preços podem se manter por mais tempo.

      • KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

        A SEGUNDA PIADA DO ANO!

        O DÓLAR AUMENTA É A MELHOR SACADA PARA AUMENTAR OS PREÇOS POR AQUI SEMPRE!
        E É CLARO QUE NOSSOS HONESTOS EMPRESÁRIOS SEMPRE PODEM APELAR PARA ISSO.

        • Eduardo Asso

          pode parecer piada, mas quando foi o ultimo aumento da panini tirando o da troca de papel?

          • Foi justamente na troca de papel: as edições da DC saíram mais caras do que as da Marvel.

          • Eduardo Asso

            Mas vc n me respondeu, e antes disso?

          • Não te respondi, é?
            Se o fato do mesmo formato ter preços diferentes, numa mesma época numa mesma editora e ainda levando em conta que o material original da DC é mais barato, eu vou te dar a resposta que você merece.
            Está certo.
            Pois bem.
            Antes disso, a Panini lançava uma edição mensal com 76 páginas (Superman, Os Novos 52, Nº 22, Abril de 2014) por R$ 7,20; em Dezembro de 2015 a mesma revista,o mesmo número de páginas, 76, em seu número 39, estava ao preço de R$ 7,90; em Janeiro de 2016, apenas 30 dias depois, a edição 40, 76 páginas bem como as edições do Superman com 76 páginas neste ano já estavam ao preço de R$ 8,40! AUMENTOS ANUAIS! E no caso das edições 39 e 40 aumentos seguidos! Em Março de 2017, Superman, Os Novos 52, Nº 52 custou R$ 7,60, detalhe, esta edição tem 68 páginas, mais cara do que a edição 22, com 76 páginas.

            Aumentou sim.
            Ou você não coleciona, ou é apenas um defensor de empresário!

          • Eduardo Asso

            De uma coisa vc está certo. Os últimos anos foram anuais. Na minha cabeça ainda estava os aumentos entre 2013 e 2015.

            Como seus dados estão incorrretos, veja os corretos:
            Edição 8 era 7,20 (01/2013) e ficou assim até 11/2014 na edição 28.
            São quase 2 anos sem aumento
            edição 30 era 7,90 com 76 paginas e ficou assim até a 39 também com 76 páginas

            Não foi de um mês para o outro como vc fala, foi quase um ano já que 30 data de jan e a 39 de dezembro.
            E nos mangás segue a mesma linha e com aumentos menores que a inflação.
            A Panini pode não ser santa e manter os preços toda vez mais que um ano, mas está longe de ser como as outras como a Eaglemoss em que os aumentos foram muito maiores e em um prazo muito menor.

          • Aumentou.
            Fato.
            Apenas o espaçamento de um ano e a indecência da Panini de não ter um número fixo de páginas, ora aumenta ora diminui confunde a clareza.

    • kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
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      A PIADA DO ANO!

      EMPRESÁRIO BRASILEIRO VAI DAR UM MIMO PARA O CONSUMIDOR!

      SÓ NO SEU MUNDO ENCANTADO!

  • James Pistola

    Desde que chegue a todo recanto do Brasil ,um aumento de leitores.

  • Gladson Pendragon

    Custos de distribuição continuam existindo. Apenas retira-se o terceirizado do ramo. Há uma despesa e uma receita com a distribuição que se mantém estáveis, enquanto suas variáveis não mudarem (forma de distribuição, custo de combustíveis, impostos federais, estaduais e municipais, pedágios, contratação de pessoal etc). Quer ler de graça? Vá às bibliotecas. Não gosta do preço? É direito do consumidor discordar e não comprar o produto. O resto é demagogia e discurso de quem não entende do Mercado.

  • Gladson Pendragon

    O que se espera com isso (a mudança de distribuição) é que a Panini envie seus produtos dentro de prazos razoáveis para todo o Brasil, em períodos iguais para todas as regiões. É um absurdo que em pleno Século XXI a Panini não saiba quantas edições vendem por Estado, cidade, bairros e bancas, a ponto de centralizar tudo em SP-RJ e só depois enviar o encalhe de forma aleatória para o restante do país.

  • Neo

    Nao sei se melhora ou piora.