[#Breaking] Netflix compra o Millarworld

A Netflix anunciou, via Twitter, que adquiriu os direitos do Millarworld – o universo das criações do polêmico roteirista escocês Mark Millar. O autor se manifestou através de uma carta em seu blog pessoal. Não foram divulgados os valores do negócio. Essa é a primeira aquisição de uma empresa por parte da gigante dos serviços de streaming. Confira abaixo o vídeo:

Em um pronunciamento oficial em seu fórum, Mark Millar falou que está é a “terceira vez na história que uma companhia de quadrinhos tem uma compra nesta escala”, citando a aquisição da DC pela Warner em 1968 e da Marvel pela Disney em 2009. De acordo com ele, a compra começou a ser acertada no último natal, e as conversas envolveram Millar, sua esposa Lucy e executivos da empresa estadunidense – Bill Jemas, ex-editor da Marvel, teria apresentando o escritor a um representante da Netflix. Millar não deu mais detalhes, mas disse que está empolgado com o projeto e que em breve, mais anúncios ocorrerão nas redes sociais da empresa.

No press release da Netflix, Ted Sarandos, chefe de conteúdo da companhia, disse:

Como criador de algumas das histórias e personagens mais memoráveis da história recente dos quadrinhos, que vão desde Os Vingadores, da Marvel, até o Kick-Ass, Kingsman e Reborn da Millarworld, Mark é o mais próximo que chegaremos de um Stan Lee dos dias atuais. Nós mal podemos esperar para aproveitar o poder criativo da Millarworld e começar uma nova era na forma de contar histórias.

O Millarworld foi criado cerca de 15 anos atrás, e desde então lançou em torno de 20 franquias dos mais variados gêneros. Entre os maiores êxitos da iniciativa, estão O Procurado, Kick Ass e Kingsman – todos viraram franquias cinematográficas bem-sucedidos. Além disso, outras obras chamaram a atenção do público e da crítica, como Jupiter’s Legacy, Superior e Nemesis.

Ainda não existem informações sobre como se dará a relação entre a Millarworld, a Netflix e a FOX. O certo é que a Netflix é agora proprietária de todo o conteúdo produzido pela editora. Confira a carta de Mark Millar aqui, na íntegra.