[Necessaire] A Mulher-Maravilha Venceu

Olá, Zeronautas. Tudo bem com vocês?

Hoje chega ao Brasil, com um dia de antecedência em relação aos Estados Unidos, o filme da Mulher-Maravilha. É o primeiro longa da maior heroína de todas, que abre o caminho pra uma nova era — tanto para as heroínas, quanto para a Warner/DC. O filme, que tem sido elogiado pela crítica especializada, pode se considerar um vencedor não apenas por isto, mas por ter superado todas as críticas e obstáculos enfrentados até debutar nas telonas.

Desde o anúncio de Gal Gadot como Diana Prince, a atriz e o filme tem sido vítima de vários ataques. Àquela altura dos acontecimentos, especialmente quanto à aparência da atriz, que não condizia com a da Amazona. Porém, após Batman vs Superman, a atriz conseguiu calar a boca de seus críticos e se mostrou digna de calçar as botas da Mulher-Maravilha, vindo assim a protagonizar o seu filme solo. Houve vários empecilhos, começando com a perda da primeira diretora, Michelle MacLaren, por diferenças criativas, abrindo caminho para Patty Jenkins assumir o longa.

Dentre os problemas surgidos, o filme também teve que lidar com os fracassos de crítica dos filmes precedentes, como o já citado Batman vs Superman e o jocoso Esquadrão Suicida. Isso fez com que a produção passasse por mudanças estruturais, buscando acertar o tom de seus filmes e convidando ninguém menos que Geoff Johns para encabeçar a nova fase do UCDC, e ele estava diretamente envolvido com a produção do filme da Mulher-Maravilha. Foi durante estas transições que ocorreu a produção do filme, u  processo cercado de polêmicas e rumores, especialmente após as filmagens e durante a pós-produção.

Desde uma carta lançada ano passado, assinada por uma suposta ex-funcionária da Warner e que dizia que o filme era uma bagunça, houve promessas de boicote por grupos extremistas, aliadas a rumores de que o filme era ruim, críticas ao visual da Mulher-Maravilha e, inclusive, às axilas da heroína. O filme enfrentou várias fofocas e obstáculos, como a falta de interesse da mídia na divulgação do filme, além da pressão por resultados, tanto por ser o primeiro filme da heroína mais simbólica da cultura pop quanto por ser um filme da DC, cujos resultados seguiam abaixo da crítica.

Outra polêmica envolvendo o nome da personagem foi sobre a sua nomeação como embaixadora da paz pela ONU, que durou poucos dias, algo que se tornou um papelão para a instituição, para a personagem e para as pessoas envolvidas. Recentemente, com a chegada do filme, e começando a chegar as primeiras reações positivas, veio uma reação contraditória do público: uma contenda entre fãs de Zack Snyder contra fãs de Patty Jenkins. Os fãs mais xiitas da DC e do diretor começaram a tirar o crédito de Jenkins pelo sucesso do filme, devido à participação de Snyder na produção, o que diminuiria o crédito da diretora, numa tentativa de relegá-la amera coadjuvante dos bastidores.

Outra polêmica recente foi a da sessão do filme feita apenas para mulheres por um cinema nos Estados Unidos. O caso gerou revolta de alguns internautas, o que levou a discussões na internet sobre o tema. Mesmo sendo apenas uma sessão, havia o componente dela ser a primeira exclusiva para o público feminino. Os poucos internautas engajados na discussão encarram o fato como se eles estivessem proibidos de ver o filme, como se a exclusividade fosse ocorrer em todas as sessões normais, ou mesmo de pré-estreia.

A Mulher-Maravilha é a maior heroína da cultura pop, mas não vinha tendo o mesmo reconhecimento que os maiores ícones masculinos da própria editora. No primeiro filme da personagem, após 76 anos de história, este foi feito enfrentando vários obstáculos, como rumores, infelicidade das pessoas com cada detalhe visual do filme, fofocas maldosas, infantilidade do público — tão preso as briguinhas de Marvel versus DC — e também o desinteresse do próprio estúdio com a divulgação da película para o público em geral, claramente inferior à divulgação de Batman vs Superman e Esquadrão Suicida.

Porém, apesar destas pedras no meio do caminho, Diana Prince venceu, graças ao amor, dedicação, comprometimento e competência de Patty Jenkins. Ela entrega um filme que resgata o Universo DC de um estigma longínquo de filmes contraditórios. Graças a paixão de Gal Gadot pela personagem, apesar da ausência de olhos azuis e com seu corpo esguio, é entregue uma Mulher-Maravilha que se tornou a versão contemporânea definitiva da personagem, sendo a protagonista do longa que abre caminho para uma nova era para o UCDC, além de abrir caminho para produções de outras heroínas, como Vespa, Batgirl, Capitã Marvel e outras que estão chegando.

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