Casa dos Quadrinhos homenageia a Mulher-Maravilha em exposição

Começou no dia 10 de junho, em Belo Horizonte, a exposição Mulher-Maravilha: Uma Homenagem da Casa dos Quadrinhos. A tradicional escola de artes visuais mineira exibirá diversas peças produzidas por artistas brasileiros e alguns quadrinhos originais a fim de prestar tributo à maior super-heroína dos quadrinhos (e o ícone do momento na cultura pop, graças ao sucesso do filme).

Entre as peças da exposição estão pôsteres, álbuns e revistas nacionais e norte-americanas da personagem, além de homenagens de alunos, artistas convidados e professores, incluindo Eduardo Pansica, que já trabalhou com a heroína na fase escrita por J. Michael Straczynski. Estão nela Eddie Vieira e Fernando Marinho, os quadrinistas Ig Guara, Carol Cunha, Cecília Marinho, Márcio Fiorito, Valdo Alves; os ilustradores Alexandre Tso, Flávia Carvalho, Lucas Barros, Edmilson Cotrim, Salomão Hubner, Geraldo Araújo; além dos alunos Eduardo Furtado, Yuri Alves, Bruna Cambraia, João Bogo, Luiza Bastos, Felipe Alvares, Ana Beatriz Valgas, Helena Moraes, Cecília Lana, Júlia Pádua.

O Terra Zero conversou com Salomão Hubner (coordenador da Casa) sobre a exposição. Confira!

O que influenciou a decisão de criar essa exposição e como ela foi estruturada?
A principal influência foi, sem dúvidas o lançamento do filme, além do grande destaque que ela já teve no filme Batman vs Superman. Assim como, atualmente, a retomada da Mulher-Maravilha nas HQs como uma personagem de grande expressividade e representatividade.

Também levamos em conta o fato de termos cada vez mais mulheres no mercado dos quadrinhos e um contingente crescente de meninas procurando nossa escola, e no quanto essa personagem foi e é significativa na formação de grande parte delas.

A exposição foi estruturada para abranger produção de artistas locais, mas também trazendo livros, memorabilia e quadrinhos que evocassem aspectos importantes da trajetória da heroína.

Como foi selecionado o material que compõe a exposição?
A seleção do material foi feita conforme os critérios mencionados na pergunta anterior.

Em relação aos artistas presentes na exposição, demos prioridade para professores, alunos e ex-alunos que já possuíam alguma relação de identificação com a Mulher-Maravilha, trazendo um um olhar peculiar e pessoal, além de um leitura expressiva sobre a personagem.

Não restringimos a faixa etária, tanto que temos trabalhos que vieram dos nossos alunos do curso infantil, passando por nossos alunos dos cursos livres e profissionalizante, até de nossos professores mais experientes.

Acreditamos que o critério maior foi a pluralidade de olhares e interpretações que uma heróina com mais de 75 anos nos permite.

Havia ideia de levá-la ao FIQ caso ele fosse um fato neste ano?
Ainda não tinhamos cogitado essa possibilidade, pois nossas exposições são sempre restritas à Casa dos Quadrinhos, mas a ideia nos parece bastante interessante, especialmente pela chance de mobilizar artistas para fazer ilustrações que tenham uma nova visão da Mulher-Maravilha. É algo a se pensar.

Há algum material do filme para os fãs não familiarizados com HQs?
A maior parte do material da exposição foca principalmente nos quadrinhos e nas ilustrações, que, de certa forma, seriam bons para os fãs não familiarizados com HQs adentrarem neste universo que é novo para eles.

Mas, para os fãs do filme, temos uma réplica exclusiva da tiara e do bracelete que ela usa no filme, feitos pelo nosso professor Eddie Vieira, que tem ampla experiência no mercado, como, por exemplo, com as esculturas oficiais do Espadachim de Carvão (do Affonso Solano) e das Graphic MSP (Astronauta).


A exposição vai até o dia 05 de agosto deste ano, funcionando de segunda a sexta-feira das 09 às 21 horas, e aos sábados das 09 às 17 horas.

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