[Terra 10] O que achamos do caso Marvel vs Diversidade

O Terra Zero vem repercutindo o que vem acontecendo com a Marvel desde o encontro Marvel Retailer Summit onde aconteceu a polêmica em que lojistas falaram sobre “diversidade não vender HQs“. Desde então, houve vários textos em sites internacionais mostrando que os problemas da Marvel não são nem de perto apenas a diversidade e as mudanças de seus personagens. Como você vai ver em vários artigos no site ao longo dos próximos dias, Zeronauta. Porém, a equipe do TZ queria púlpito para tecer algumas opiniões. É para isso que serve o Terra 10! A seguir, algumas breves palavras dos nossos redatores sobre o assunto.

Vlad

Eu tenho uma teoria sobre os leitores de quadrinhos americanos. Por causa de problemas como esse da Marvel agora, muita gente começa a tachar os leitores como conservadores, racistas e homofóbicos. Eu acho que não é necessariamente o caso.

Pra mim, o público que compra quadrinho de super-heróis nos EUA é quase sempre o mesmo. É fato que a renovação de leitores dessa indústria é mínima há anos. Portanto, quando o gibi X ou Y de um personagem antigo começa a vender mais, não significa que ele atingiu novos leitores, mas que (1) leitores que acompanhavam esse personagem antes e pararam, voltaram a comprar agora, e/ou (2) que leitores de outros personagens resolveram dar uma chance para este agora. Uma terceira opção, que leitores que nunca leram super-heróis começaram a acompanhar agora por este personagem, é tão ínfima que pode ser desprezada.

Portanto, a primeira parte da teoria é essa: os leitores americanos de quadrinhos de super-heróis ficam se revezando entre títulos, ou param de ler por um tempo e depois voltam quando algo chama a sua atenção. Estabelecido esse ponto mais fácil, vamos para um mais especulativo.

Pra mim, a grande maioria desse público começou a ler quando criança/adolescente, e mantém uma memória afetiva dos personagens da maneira como eles eram na juventude do leitor, em seus primeiros contatos com eles. Portanto, retornos aos clássicos sempre chamarão a sua atenção. E é exatamente nesse ponto que entra a questão da diversidade. Antigamente, quando esses leitores começaram a ler quadrinhos, existia pouca diversidade. Por isso, quando eles veem um quadrinho estrelado por uma mulher, ou que trata de questões como diversidade de gênero, eles não compram. Não por serem contra isso, mas porque não é o que eles estão procurando em um quadrinho, isso não desperta a sua memória afetiva.

Resumindo, a segunda parte da teoria é: os leitores americanos de quadrinhos de super-heróis buscam gibis que despertem a sua memória afetiva. Dado isso, vamos para o ponto conflituoso.
Pra mim, esse público enjoa muito fácil de um gibi. Eles não são mais adolescentes com tempo sobrando, as responsabilidades da vida já estão cobrando demais o seu tempo, e passada a euforia inicial com um título, a sua tendência é parar de acompanha-lo, a não ser que sejam muito fãs do personagem. Na verdade, eu acho que eles querem parar de ler mas não conseguem, é como um vício que você tenta largar mas sempre acaba voltando pra ele.Então, a terceira e última parte da teoria é: os leitores americanos de quadrinhos de super-heróis não conseguem acompanhar um título por muito tempo.

Juntando as três partes dessa teoria, temos que: leitores que não se renovam compram gibis que despertam a sua memória afetiva, porém não conseguem continuar comprando-os por muito tempo.
Considerando que isso seja verdade (não estou dizendo que é, é só uma teoria), o problema maior da Marvel hoje cai no ponto 2, porque eles mudaram tanto os seus personagens que eles não despertam mais a memória afetiva dos leitores, que não se sentem compelidos a comprar. Aliás, esse é o mesmo problema dos Novos 52 e do DC You. Parece que a DC entendeu isso, e está fazendo uma coisa bastante interessante no Rebirth, que é trazendo interpretações clássicas de volta, que despertam a memória afetiva do público, ao mesmo tempo em que mesclam com elementos novos, introduzindo diversidade e outros conceitos novos sem ser muito radical nisso. Mas com o tempo eles fatalmente vão cair no ponto 3, quando os leitores começarem a enjoar de novo. Como resolver esse conflito? Essa é a pergunta de um milhão de dólares, que dá base pra outro textão, mas que seria mais especulativo que esse.

Débora Albuquerque

A minha opinião é que a Marvel está sofrendo o efeito dominó de más decisões editoriais, com os sucessos dos filmes, muita gente começou a comprar quadrinhos, mas poucas continuaram, afinal, ler quadrinhos exige certa dedicação, e para manter este público, a editora resolveu manter sempre a numeração das hqs baixas e assim fazer o público novo sentir que pode ler, porque não tem tanta cronologia por trás. Mas para manter este sistema de constantes renumerações, são necessários eventos que mudem o status quo dos personagens, logo, todo ano tem um mega evento que muda tudo. Porém, os leitores novos não continuaram como eles esperavam, e os antigos começaram a se desgastar do excesso de eventos, títulos e renumerações. Vendo que o público não estava se interessando tanto por esta estratégia, ela resolveu ir para as minorias, uma vez que Kamala e Miles ganharam muita popularidade, por que não apostar nas minorias para ganhar dinheiro? Daí veio a decisão de mudar quase todo seu panteão de heróis por novos, em pouco tempo a Marvel substituiu Wolverine, Hulk, Homem de Ferro, Thor, Gavião Arqueiro e parcialmente o Capitão América, heróis extremamente populares. Algumas mudanças até tiveram impacto como da Thor, mas a maioria não foi bem sucedida, porque não dá pra você colocar um personagem novo do nada para substituir um clássico, sem preparar o leitor antes, leitor de hqs é apegado, tanto a cronologia quanto a personagens.

Soma-se isto a tentativa da Marvel de tentar substituir os mutantes pelos inumanos no coração do público, algo que não deu certo,uma vez que são equipes diferentes, tanto em conceito quanto em execução, querer substituir uma pela outra, seria como trocar bananas por maças, e o evento Inumanos v X-Men não foi tão bem sucedido quanto o esperado. Como tentar substituir os mutantes não deu certo, vemos que a editora está querendo voltar com a equipe ao auge dela nos anos 90, porém, sem trabalhar questões sociais, e X-Men que não discute questões sociais são só uma sombra da equipe, sem falar que as equipes criativas são bem fracas para os “novos” títulos dos mutantes.

Há também o fator da Marvel tentar aproximar as HQs dela com os filmes, algo que tem desagradado aos antigos leitores e também não conquistou fielmente o público dos filmes.

Então, a Marvel tem sofrido por uma série de decisões erradas, e como diria a minha mãe ” a corda sempre pende pro lado mais fraco” assim, é mais fácil culpar que tem mulheres, negros, latinos, asiáticos e lgbts nas capas do que assumir a falha no planejamento.

Diego Bachini

Fui olhar o que sempre gostei. Números. E números mentem. muito. Já fazia um bom tempo que eu falava que queria pegar uma série e analisar o real comportamento de vendas delas. Selecionei Old Man Logan, uma das poucas séries com numeração mais alta na Marvel e peguei todos os números da Diamond.

Fiz três comparações em porcentagem. Em uma a relação com o mês anterior que é o que normalmente as pessoas só olham. Uma em relação a edição 1 pra saber quanto da venda estratosférica da primeira edição se mantêm. E uma em relação a 3 meses antes, o que indica o tempo que o lojista teve pra pedir a revista (agora em abril por exemplo, se pedem as revistas de julho, então nesses pedidos temos uma noção do que é sucesso ou o que vende até esse mês). O que é possível observar nos gráficos:

Hoje a média de vendas de Old Man Logan é de aproximadamente 38% do número de vendas da edição 1, quase 40 mil;

No terceiro mês os lojistas solicitaram 35% das revistas comparando com o primeiro mês, 58% das que foram pedidas no segundo. Ou seja, nos dois primeiros meses após o lançamento, os lojistas preveem uma queda de 60% em relação ao anterior. Os pedidos são sempre feitos 3 meses antes do lançamento das hqs. Quando chegamos em abril, as vendas em fevereiro fazem a hq voltar a subir as vendas. Esse valor se reflete com pouca diferença em maio. Ocorre, porém uma brusca queda em junho, o que significa um reflexo de abril.

No caso de Old Man Logan, o primeiro arco/encadernado fecha em abril justamente na edição 4. Em abril, julho, novembro e fevereiro (17), aonde tivemos 2 edições por mês, os valores são idênticos de vendas, sempre com a segunda edição do mês com valores menores. Justamente esses meses são os de fechamento de encadernado, e por isso a edição que abre o encadernado seguinte é lançada. O motivo não posso afirmar, mas parece ser para segurar as vendas da revista, não deixando a mensal morrer em prol dos encadernados. A Marvel lança encadernados na sequência do fechamento do arco, então faz com que as edições de abertura do seguinte estejam frescas nas lojas.

O final do segundo encadernado na 8 já vemos que os lojistas têm uma noção melhor que a série é capaz, em maio eles perceberam isso e dali pra frente temos uma constância.

Old Man Logan ainda por cima não teve a “capa da edição que tem um número 1 na frente mesmo não sendo número 1”. Por isso mesmo é um exemplo mais sólido de como ver não só como funcionam as vendas americanas, mas o que representa as vendas de um número 1 e quanto tempo leva para o mercado definir qual é o real número de vendas de uma revista.

É possível aplicar todo esse conceito com outras séries. Veja por exemplo Spider-Man do Miles Morales. Quedas como a do mês de março de 2016 são totalmente justificadas pelas lojas avaliando situações de risco. Na edição 6 a revista começa a se estabilizar e com isso temos seus valores mais reais de venda. A entrada de Miles para o Universo 616 subiu bastante as suas vendas se comparadas com suas fases anteriores. Enquanto sua série de 2011 tem uma média final de 29331 (considerando a mini de Cataclismo parte da série), na de 2014 tem 30467, a atual está em 40773, e mesmo se for feita a média apenas da 6ª edição para frente quando chegamos ao patamar estável, ela ainda supera em mais de 5 mil as anteriores.Com isso podemos afirmar que a chegada de Miles ao universo 616 ampliou ainda mais suas vendas.

Outra coisa, os dados de março: A capa de Spider-Man Vol 2 12 tem o número 1 na capa por ser parte do Marvel Now. É uma informação que ainda não temos e veremos o quanto o número 1 “falso” influencia.

Leandro Damasceno

O grande problema dos reiniciamentos constantes é que fica difícil demais acompanhar as séries. Não dá pra saber quando uma parada terminou, apesar de, em teoria, sempre sabermos onde uma nova história começa. Só que este “começo” não é um começo de fato, uma vez que o nº1 é um stunt de vendas mais do que o início de uma temporada. A nº1 dá continuidade à linha narrativa que já vinha acontecendo. Então, por exemplo, Invincible Iron Man #1 tem a Riri Williams como IronHeart e dá pra ler numa boa, mas a história dela não começa em Invincible Iron Man #1, começou muito antes. Assim acontece com quase todos os títulos da editora. Até eu, que sou leitor antigo, não sei muito bem por onde começar se eu quiser ler, por exemplo, Inumanos.

Inumanos de Paul Jenkins e Jae Lee.

Felipe Morcelli

Meus dois centavos:

Há várias coisas que soam engraçadas em ver o Terra Zero comentar, com profundidade e profissionalismo, a situação editorial de uma empresa que sempre foi motivo de tiração de sarro nos primeiros seis anos de vida do site, quando falávamos só de DC. Mas não tem graça nenhuma no que está acontecendo agora, e não é porque o site hoje cobre quadrinhos em todas as suas formas e idiomas; é porque a crise da Marvel ultrapassa qualquer rivalidade (saudável ou não) entre fãs e empresas. Ela é um reflexo da complicada relação, inexistente no Brasil, entre consumidores, varejistas, distribuidora (só existe uma lá fora, a Diamond) e editoras.

Mais jovem, quando estudava administração de empresas no colégio, um professor mostrou um vídeo do Professor Marins dizendo que, se o McDonalds fosse ouvir o que o brasileiro quer antes de chegar aqui, eles seriam a maior franquia de arroz e feijão do mundo. Ele tem razão. A maioria dos leitores médios de quadrinhos de super-heróis quer (e o trocadilho é proposital) o arroz e feijão. Querem que Clark Kent seja o Superman, que Peter Parker seja o Homem-Aranha etc. Isso não mina o esforço dos editores e artistas de quererem que representatividade seja o nome do jogo, mas isso não vai resolver quando se fala de representar todo o espectro de leitores que consomem HQs de super-heróis. Se resolver, será a curto prazo, como tem acontecido na Casa das Ideias. O nome do jogo deveria ser equilíbrio.

É equilíbrio para a Marvel (que é o tema deste texto, mas isso vale para qualquer outra editora) dar: aos seus personagens, novos e antigos; à contratação de profissionais e o devido respeito por eles; aos preços, para ser competitiva no mercado; aos leitores, pesquisando com ferramentas sólidas quais parcelas do público querem o quê.

Em poucos meses, a Marvel fez todo mundo engolir, de uma só vez, uma nova “Homem” de Ferro, um novo Homem-Aranha, um novo Capitão América, uma nova Thor etc. Chegou ao ponto de o Homem de Gelo “virar” gay, o que não fazia sentido nenhum com o legado do personagem.

Todos esses super-heróis, porém, são interessantíssimos. Aqui no site comentamos em diversos ComicPods, resenhas e tudo mais como Miles Morales era um Homem-Aranha mais interessante que o Peter para o mundo de hoje, por exemplo; o mesmo com Jane Foster, a maravilhosa Kamala Khan e assim por diante. O problema não está no que foi feito, está em como foi feito. Empurrar goela abaixo diversidade em quem nunca teve educação pra isso (o típico leitor médio de quadrinhos) gera revolta e até repugnância. Alguns são mal-intencionados, sim; intolerantes. Mas outros, não. Outros precisam entender por que aquilo está acontecendo, pois eles não conseguem ver o tempo todo como os quadrinhos refletem o que acontece no mundo lá fora.

Acredito de verdade que a diversidade precise permanecer, ela é fundamental! Acredito também que ela não seja a principal causa da crise comercial-editorial da Marvel. Porém, sou da opinião de que a abordagem precise de outro sentido: educação. Ensinar às pessoas que não tiveram educação para pensar de forma mais aberta ou que são intolerante sem realmente saber por quê. As coisas só mudam com boa educação e, desta vez, diferente do que aconteceu nos primeiros 20 anos da empresa, o público não foi educado para as novas mudanças. Não houve explicação. As coisas simplesmente aconteceram, sem razão, sem satisfação. Ninguém é obrigado a aceitar as coisas de forma tão brusca.

Portanto, público, exija da editora o que eles podem dar; editora, não exija do público que eles mudem de ideia do dia para a noite. Não vai funcionar.

Arte de divulgação para Generations com as duas versões do(a) Thor.
Arte de divulgação para Generations com as duas versões do(a) Thor.

Pedro “Ninfeto” Kobielski

Desculpem pelo textão, mas eu precisava desabafar no ombrinho de vocês. <3

Bom, em primeiro lugar é importante pontuar que a diversidade não é o principal problema. O primeiro e maior problema de todos é o excesso de eventos que reiniciam toda a cronologia da Marvel de 6 em 6 meses. Isso torna praticamente impossível para um ser humano normal acompanhar algum título da Casa das Ideias e não, isso não é exagero.

Imagine uma pessoa que teve que deixar de acompanhar quadrinhos por um ano apenas. Imagine que esse leitor teve um filho, passou por um aperto financeiro, juntou dinheiro para comprar uma casa ou um carro; ou seja, imagine que esse leitor é um ser humano normal e sujeito a qualquer uma dessas situações. Se ele tivesse abandonado a Marvel um ano atrás e retomasse suas leituras agora, ele encontraria uma Marvel onde [SPOILER] Ciclope está morto, Tony Stark foi substituído por uma adolescente negra, os Inumanos não estão mais presentes, o Capitão América é um agente da Hidra e o Magneto é nazista. TUDO isso aconteceu no últimos 12 meses. Ninguém pode discordar que se trata de um exagero editorial, que eventualmente desgastará os leitores. Sejam eles antigos ou não.

Outra questão é a desvalorização do papel do criador, o que não é novidade para ninguém que acompanha minimamente a Marvel. Desde os anos 1970, quando a rixa entre Jack Kirby e Marvel se tornou pública, a editora tem sofrido severas críticas quanto á sua política de valorização de artistas, movimento que teve seu ápice no início dos anos 1990, quando McFarlane e cia abandonaram o barco e deixaram a Marvel com as calças na mão. Desde então, parece que a Casa das Ideais pouco aprendeu com seus erros. Artistas continuam sendo pouco valorizados e tratados como meras peças substituíveis, já que todas as histórias vem encomendadas e há pouco espaço para autoralidade. É um problema histórico, mas que talvez agora, devido aos “vazamentos” (ponho entre aspas pois me recuso a acreditar em ingenuidade nesse meio de cobras criadas), possa finalmente receber atenção dos executivos.

E, finalmente, vem a questão da diversidade – mais especificamente, a substituição de personagens consagrados por outros, mais jovens e pertencentes a minorias. Creio que os leitores tradicionais de quadrinhos (estes que foram tão massacrados por David Gabriel) até aceitam personagens desse tipo substituindo outros, desde que:

1) O personagem “substituto” seja bem estabelecido e popular;
2) O personagem “original” não seja totalmente esquecido.

Exemplos bem sucedidos não faltam, mas os dois que vem á cabeça de imediato são Wally West e Dick Grayson, que substituíram, por um tempo, respectivamente Barry Allen e Bruce Wayne.

Wally foi moldado durante décadas como um aprendiz, conhecendo tudo sobre ser um herói com seu maior ídolo de infância. Aí quando Barry se sacrifica heroicamente para salvar a humanidade da Crise nas Infinitas Terras, é natural que o Wally assuma seu posto. Tanto que Wally foi o protagonista das histórias mais queridas pelos fãs do Flash até hoje.

E Dick Grayson é um caso semelhante, mas ainda mais emblemático. Quando Bruce Wayne se sacrificou para derrotar Darkseid e salvar a humanidade da Crise Final (notaram um padrão?), Dick Grayson tinha quase sete décadas de caminhada, passando por um longo período de provação como Robin até virar o Asa Noturna – um dos heróis mais queridos dos fãs da DC. Ou seja, novamente, houve uma preparação para que o Dick assumisse o manto do homem-morcego.

Ou seja, fãs de quadrinhos até são capazes de aceitar essas mudanças, mas não aceitam que elas sejam feitas de maneira brusca, ainda mais sacrificando os personagens clássicos de maneira grosseira (que, cá entre nós, foi como a Marvel desativou Bruce Banner e Tony Stark).

A Marvel tem todas as condições de mudar seus rumos narrativos e apresentar histórias mais competentes aos seus ávidos fãs. Mas, para isso, precisa repensar o exagero editorial das fáceis e desinteressantes megasagas, valorizar seus artistas e tratar com respeito tanto os velhos quanto os novos personagens. Que foram, basicamente, os fatores que levaram aquela nanica editora de Nova York a virar a maior referência em qualidade de histórias em quadrinhos no mundo inteiro. É tempo de recuperar esses valores.

Delfin

Vamos lá. Eu acho que os argumentos colocados no Marvel Retailer Summit são estranhos, pra começar. Acho ainda mais estranho uma reunião desse porte ser feita na sede da editora, mas eu não conheço os meandros que levaram as coisas a serem assim. Enfim, eu gosto de estranhar as coisas e este é um bom começo para perceber que tem coisas esquisita ali.

Existe, me parece, um processo de culpabilização do inocente. Nesses tempos de recrudescimento do espectro ideológico de direita, eu deveria achar incrível isso acontecer, mas não acho. Acho só tosco. Afinal, estamos em 2017 e o que me choca (não deveria, mas choca) é o fato de muita gente ainda andar com o freio de mão puxado, tentando parar um carro com potencial de velocidade incrível. O nome do carro é diversidade e o nome do freio pode ser conservadorismo, status quo, perenidade, encaixe aí que você já entendeu.

Parece, para mim, que há setores da Marvel que não querem assumir suas próprias culpas e culpabilizam outros fatores, criando uma pós-verdade na qual ela está certa e o resto do mercado é que está errado. O processo de legado da Marvel é correto, mas atômico, ultrassônico, forçado. O excesso de megassagas é exaustivo. A mudança constante nas equipes criativas fazem o leitor ficar tenso, confuso e, muitas vezes, com birra. Leitor pode ter birra. A questão é entender os motivos e não sei se eles entendem.

Sobre ouvir os lojistas: tá, é importante, mas deixar que opiniões comerciais ditem um negócio que depende da criatividade, de ideias, de conceitos, de inovação? Departamentos comerciais classicamente são conhecidos como inimigos da criatividade, com conceitos bastante ortodoxos e que, quando desafiados, não se saem bem no quesito “ouvir o outro lado”. Acontece muito mais do que se deveria em empresas de comunicação. E isso nunca é bom.

O legado, a inclusividade, são caminhos corretos, necessários e que são o futuro. Resta à Marvel entender como fazer com que as mentes que recebem esta informação, os leitores, aceitem este futuro. E aí tenho de concordar plenamente com o Felipe: educação. Senão, é a vitória da pós-verdade, dos que acham que o mundo tem de continuar a ser como era no passado. E cada um que encaixe sua caveira do passado aqui.

Pablo Sarmento

Normalmente eu tento ter uma visão mais analítica do que vem acontecendo. Falei sobre isso várias vezes em textos diferentes e em um vídeo do 2 Quadrinhos. Em ambos os casos sempre teve alguma crítica e dizendo que estava procurando pelos em ovos. Os movimentos da Marvel eram bastante previsíveis e agora tudo está estourando junto. Mas vamos aos fatos:

1) Diversidade é a culpada?

Não! Não é. Existem vários ótimos personagens criados na Marvel que funcionam muito bem dentro da editora, criaram novos leitores e conseguiram se aproximar bem de minorias que não tinham espaço nos quadrinhos.

2) O lojistas estão errados em criticar essa diversidade?

Sim. Estão. O formato de comic shop se mostra defasado e essas empresas não conseguem vender bem novas ideias. Você pode ter um excelente gibi sendo feito e não emplacar nas lojas apenas pelo motivo que não existe um “vendedor” na loja para apresentar novidades ou indicar algo de acordo com o que o leitor está procurando.

Porque vamos lembrar que o público de HQs não se atualiza tem tempos. É difícil uma pessoa passar à comprar HQs em um mercado tão fechado como o do EUA em comic shops. Criar novos leitores demanda tempo. Marvel tentou uma iniciativa que necessita de um longo prazo, porém o varejo e diretores da Casa das Ideias querem resultados rápidos.

3) Falta boas histórias e a cronologia tá bagunçada?

SIM! ISSO! Desde Guerras Secretas você precisa de um manual de instruções para entender o que está acontecendo dentro da Marvel. Imagina que você parou de ler 3 meses a editora e volta, não tem Quarteto Fantástico, Peter anda de bug-aranha, o Miles agora tá no 616 (não que isso seja ruim), e Wolverine está morto e a X-23 é a atual dona do manto. Isso tudo acontecendo em menos de 6 meses. Isso cria um ranço dos velhos leitores que vão culpar a diversidade e dizer que tudo está errado. Quando na verdade é tudo nostalgia gritando em seus ouvidos ou algum tipo de conservadorismo besta, para ver homens de collants.

Acho que podemos ir além disso. O mercado de quadrinhos não absorveu bem esses monte de mudanças anuais da Marvel. Ela vende a ideia que quer fazer HQ com “temporadas” mas o problema é que você é obrigado a ler 10 revistas para estar pelo menos entendendo o que se passa lá. Fora as mega sagas sem noção (Guerra Civil 2, abraço), feitas apenas para capitalizar em cima dos filmes.

A diretoria da Marvel cisma em achar um culpado, quando na realidade tudo tem a ver com simplificar as coisas e atender melhor todos os públicos. Ao mesmo tempo que os varejo tem que se modernizar e buscar atender melhor esses neófitos que chegam no mundo das HQs.

Phelipe “Lib” Peregrino

Vou tentar não me estender muito, então vamos lá… No que diz respeito ao argumento de que “os leitores não querem saber de inclusão”.
A Marvel está culpando o elo mais fraco nessa história, na minha opinião. As histórias estão fracas. Mas… “Ninguém compra porque os heróis são de legado e de minoria”. Não… Ninguém compra porque as histórias estão fracas!A Marvel se embriagou de uma fórmula que deu certo. Agora está curtindo a ressaca e culpando a pessoa errada. Ora, lá atrás, há alguns anos, a Marvel introduziu o Miles Morales e alguns anos antes, a DC tinha introduzido o Jaime Reyes como Besouro Azul. Só para citar um exemplo de cada editora de um personagem de minoria assumindo o manto. Os dois casos, eu acho que posso dizer com segurança, foram grandes sucessos.E aí veio a majestade: Kamala Khan. Cara! Que acerto lindo! Que personagem incrível! Que HQ foda! Ela “criou um gênero”. Veio uma galera de carona nesse “hipster way”: Batgirl, Spider-Woman, Canário Negro… Só que aí a gente caí no que eu disse do “embriagar”.
Há muito tempo, lá na faculdade, um professor meu falou uma vez: “quando se tenta dar destaque pra tudo, nada ganha destaque”. Com o DC You a DC tentou fazer com que toda a sua linha editorial tivesse esse “toque”. Fracassou. Agora, a Marvel caiu na mesma armadilha. Fracassou.

De quem é a culpa?

Dos personagens de legado? Das minorias? Ora, porque enquanto as histórias estavam boas e interessantes, esses personagens se destacavam e se popularizavam rumo ao horizonte, mas as vendas caindo por conta da qualidade questionável das histórias joga a culpa nos personagens?

O mais triste disso é ver que, agora, as duas editoras vão poder alegar que “nós tentamos dar uma chance para esse tipo de história e não deu certo, por isso, toma aqui, mais uma saga Homem-Aranha vendendo a alma pro diabo”.

Spider-Woman #1 - Javier Rodriguez - Marvel Comics
Mulher-Aranha #1, por Dennis Hopeless e Javier Rodriguez

Igor Tavares

É difícil comentar algo novo sobre o assunto da proverbial “Crise” na Marvel. Primeiramente, porque temos uma equipe ótima no Terra Zero que já apontou as principais causas da perda de mercado para DC e outros concorrentes de forma extremamente precisa. Segundo porque as tais causas são tópicos que nós, entusiastas e profissionais do meio, estamos carecas de falar semanalmente. Portanto quando há admissibilidade por parte da empresa de que há um problema e o apontamento de fatores que levam a esta “crise” vem à tona, fica difícil não levantar o estandarte do “Eu já sabia!”.

A Marvel nos últimos anos tem adotado um modelo de auto mimetização em estratégias editoriais: Isso significa que se algo tem boa aceitação, a empresa repete a prática a exaustão visando maximizar o lucro até o esgotamento da ideia. Isso ocorreu com sagas e tie ins, relançamentos em sistema de temporadas, linhas narrativas baseadas em premissas polêmicas sustentadas por marketing massivo e finalmente legados e diversidade. Em 2017 na Marvel portanto, temos tudo isto ao mesmo tempo sendo jogado na cara de leitores que, em sua maioria, só querem boas histórias para passar seu tempo livre. Quando as histórias ficam em segundo plano em favorecimento de uma estratégia de vendas que não escuta público e lojistas (ou escuta de forma unilateral) este é o resultado: Uma evasão gradativa.

É muito importante para nós como público no entanto, identificar através de leitura de fatos (por meio de veículos sérios) e interpretação de informações, que a empresa não atribui exclusivamente a queda de vendas a um público que não quer diversidade em seus quadrinhos. Há sim uma interpretação binária e simplista da Marvel de números fornecidos pelo varejo, o que, infelizmente resultará em medidas ainda mais simplistas e retrógradas por parte de uma editora que vinha sim, de forma desordenada e muitas vezes apelativa, fazendo esforços notórios pela diversidade não só em seus personagens, mas em suas equipes criativas. Em horas como essa, é importante ponderar e identificar onde a Marvel acerta e onde exagera ao invés de simplesmente condenar práticas que poderiam funcionar bem se usadas com parcimônia.

Essas são as opiniões da nossa equipe. Fique ligado no Terra Zero que vai ter mais textos aprofundando nas causas do que vem acontecendo na Marvel.

  • O Cachorro DCneco Espectral

    Gostei do(s) texto(s), mas eu não acho que todos os personagens de minorias vão danças, acho que a trindade Khamala, Miles e o Nova vão se manter, quem pode dançar é a Riri e o Chulk.

    • Galadriel

      Vei que? A Riri nem teve sua chance. Você não sabe se a história dela vai ser boa. Pode ser uma nova Kamala

    • Geo V

      As histórias do nova original eram muito melhores do que essa versão Peter Parker, falando dele o que difere está nova versão do homem aranha do antigo? As histórias são as mesmas, os vilões são os mesmos, pra mim isso é falta de criatividade, usar como base algo pronto e já consolidado é mais fácil do que criar algo novo.

  • Yuri Peixoto

    Adorei ler a opinião de todos, em vários sentidos as falas de cada um casam com o que eu penso e entendo como sendo o problema. Tem apenas duas coisas que me causam arrepios e me fazem querer levantar uma voz dissonante:
    – cada vez que alguém diz que a Thor é uma boa ideia, um viking desaparece dos salões do Valhala. Vocês vão acabar fazendo com que a gente se lasque no Ragnarok, e aí serei eu a dizer “eu avisei” :v
    – não, gente, não. Reduzir o leitor que vai “contra” as minorias como alguém “nostálgico” ou “conservador” é muito simplório. Ainda mais dados os sentidos que nossa pós-modernidade e situação política incutem nesses termos (principalmente conservador).
    Para mim, o buraco é mais embaixo. Mitos. Sim, Campbell, Jung, lá vamos nós. “A religião tradicional virou comércio” (existem aspas aqui apenas para deixar claro que não, não é tudo, nem todo mundo, a gente sabe.), quando não piada de mau gosto. Os mitos e lendas do passado ou foram esquecidos de vez, ou chegam a nós pasteurizados e prontos para vender cd de trilha sonora (hello, Disney). Nosso panteão divino atual, se encontra nos quadrinhos, e em alguns grandes expoentes da cultura pop. E os mitos e lendas são importantes, como ferramentas para que cada um identifique e realize seus ritos de passagem, inspirados nessas histórias. O leitor “conservador e nostálgico” de quadrinhos é uma pessoa que pautou suas experiências e seus ritos de passagem não em Zeus, Hércules, Teseu ou Gilgamesh. Mas em Bruce Banner. Em Tony Stark. Em Kal-el. Em Bruce Wayne. Em Diana Prince, e Ororo Monroe, e tantos outros.
    Não lhes foi tirado seu “homenzinho branco de collant” preferido.
    Lhe foi tirado seu deus e seu referencial.
    Isto posto, a meu ver, fica mais fácil entender porque mudanças bruscas e feitas nas coxas, como as últimas da Marvel, tem desagradado, perto de mudanças mais graduais e assimiláveis, como exposto acima.

    • Pedro Souza

      mulheres Vikings lutavam nas guerras junto aos homens…

      • Yuri Peixoto

        Sim, sim, por Odin, essa informação é bem conhecida.
        Não tem problema nenhum uma personagem mulher ser digna de ter os poderes de Thor.
        A questão é essa mulher ser a Jane Foster. XD
        Se me falassem que apareceu uma Rochelle, mãe de muitos, guerreira, barraqueira que não parava no trabalho mas mantinha a marra porque “o marido tem dois empregos”, tava de boa;
        Se me pegam uma Hermione da vida, traça de livros, estudiosa, cheia de si e aventureira, tava ótimo;
        Se me pegam uma Joana Ninguém passando pelo mesmo arco da personagem – para poder retratar a luta contra o câncer e a identidade dual, tava mais que ótimo.
        Mas pegar uma personagem que todo mundo conhece e sabe que não é digna de erguer Mnjolnir, é…

        • Jeff

          Pra mim, o erro é justamente ter uma “Thora”…porque não criaram uma personagem nova? Essa mania de termos versões femininas de TODOS os heróis é forçado demais e tira a individualidade do mesmo, na minha opinião…

  • Adriano DeSouza

    A verdade é que a Marvel só está pagando o preço por ser conservadora por décadas. Eles chegaram no século XXI com um universo “machista” vamos dizer assim. Pra DC fica fácil apelar pro “Clássico” porque o clássico não é ofensivo aos nossos tempos. Eles não precisavam fazer o Thor ser mulher, eles tem a Mulher-Maravilha. Eles não precisam criar uma nova Miss Marvel, eles tem a Supergirl desde 1958. O “deadpool” da DC é mulher desde os anos 90, a Arlequina. Não precisam criar uma equipe só de mulheres, pois publicam as Aves de Rapina desde os anos 90 também. Não precisam fazer nenhum personagem virar gay de repente, pois tem a Batwoman, Apolo e Meia-noite. Mesmo quando fazem uma mudança como a bissexualidade da Mulher-maravilha, isso sempre esteve no ar desde a criação as personagens e é tão adequado a personagem que nem gerou polêmica! Persoangens como a Mulher-Gato, criada em 1940, não nasceram ontem, fruto de algum modismo comercial de “empoderar” pra atrair leitoras. Então a DC pode fazer mudanças mais gradativas, pode tornar a mulher-maravilha bi sem gerar buzu, pode ter um lanterna verde mulçumano, essas coisas são aceitas com uma naturalidade por um tipo de leitor que foi EDUCADO a aceitar a diversidade – bem diferente do leitor da Marvel.

    E também não ajuda a Marvel ter algo nos filmes – seu maior chamariz para tentar novos fãs para os quadrinhos -e quando o leitor de primeira ocasião pega um gibi tem outra coisa TOTALMENTE diferente neles.

    • Moroni Machado

      Cara você viajou na maionese. O quarteto tinha uma mulher e um judeu (leia Will eisner), teve luke Cage, pantera e Sam Wilson. Teve homem aranha falando sobre drogas, teve a vespa na primeira equipe. Nossa velho falou muita coisa nada ve. Tem herói cego, teve de terror, teve história de adulto (cavaleiro da lua foi antes de monstro do pântano), teve Nick fury falando sobre sexualidade, surfista falando sobre isolamento. Apolo e meia noite era de outra editora e foi COMPRADO, nada ver com a DC. Passou vergonha

      • Adriano DeSouza

        As MULHERES na marvel até 2010 eram resumidas ao papel de esposas ou ajudantes. Susan Storm no quarteto era mais sequestrada que outra coisa. A vespa era só a esposa do hank Pym. a feiticeira escarlate era só a esposa do visão. A marvel tentou lançar gibis de mulheres nos anos 70 que foram um fracasso: miss marvel cancelada na 25ª edição. mulher aranha na edição 50. mulher hulk na edição 36. shanna na edição 04. detalhe: ERAM TODAS VERSÕES FEMININAS DE SUPER-HERÓIS MASCULINOS da editora (no caso capitão marvel, homem aranha, hulk e ka-zar).

        Se a marvel tivesse desde sempre essa diversidade que vocês dizem ter, não teria a necessidade de repente achar que precisa SUBSTITUIR todos os seus personagens como aconteceu. A verdade é que a editora sempre foi MACHISTA. Vide o ESTUPRO da MISS MARVEL, quando os editores publicaram uma histoira que carol danvers é abduzida e se apaixona pelo car que drogou ela. E os editores achavam que tava tudo bem.

        • Moroni Machado

          Você já ouviu falar de Alias?

          • Moroni Machado

            Você já viu as capas de Aves de Rapina? Arlequina e Batgirl foram realmente criada pela DC? Elas são todas originais? São todas baseadas nelas próprias? Mulher maravilha era da DC ou da National Comics? Comprar uma empresa e depois dizer que ela que inventou é sacanagem. Agora vai dizer que quem criou Star Wars é a Marvel, quem criou o Miraclemen foi a Marvel. De acordo com você, Lois Lane com 80 edições não conta, porque se não for lésbica não conta como mulher.
            Segundo, uma escritorA FEMINISTA fez um reboot que Harpia tinha sido estuprada, depois não foi mais, depois fez sexo porque quiz e matou o cara porque estava afim… e nem vou falar do mimi da Piada Mortal e da fraqueza da Mulher Maravilha é ser amarada… entendeu? amarada?

    • Galadriel

      A diversidade é uma das características dá Marvel desde sua criação. Você está totalmente equivocado meu caro.
      E a mudança dá sexualidade dá Mulher Maravilha gerou sim um bafafá

      • Adriano DeSouza

        Diversidade sim, mas em termos de GENERO não. Vamos ao ano de 2000, a virada do século. Revistas da DC estreladas por mulheres: mulher-maravilha, aves de rapina, supergirl, batgirl, mulher-gato e arlequina. Revistas da marvel estreladas por mulheres…

        • IDRIS ELBA RAMALHO

          “Alias” já valia mais do que todas essas juntas.
          “Aves de rapina”, principalmente, era uma desgraça, mostrava um grupo que SÓ falava de homens, roupa, maquiagem (reforçando todos os esteriótipos), e tinha pelo menos 2 closes de bunda e peito em cada página (tanto que chegava a parecer norma editorial).

          Com “Alias” foi mostrado que dava pra fazer uma revista com personagem feminina forte, sem ser superficial.
          Jessica Jones virou um ícone que até hoje é lembrado pelas leitoras como uma lutadora contra o relacionamento abusivo. (basta ler todas as postagens que as meninas do collantsemdecote fizeram sobre ela, por exemplo.)

          E se for pra citar revistas sem qualidade como essas, na marvel também tinha. As filhas do Dragão, heroínas de Aluguel, Viúva Negra (essa era escrita até pelo Greg Rucka), Elektra, Tigresa Branca e etc…

          • Caio Arthur

            Não era norma editorial, era o Ed Benes que era um imbecil mesmo. Ele não mudou muito hoje, é um Brett Booth pouco melhorado.

          • IDRIS ELBA RAMALHO

            Não disse que era, mas era um bagulho tão exagerado, que era como se fosse.
            Realmente ele apelava bastante.

    • Geo V

      Deadpool da DC kkkk pensei que estava falando do Exterminador, Arlequina está longe de ser um Deadpool, ela não foi um plágio quando foi criada

      • Adriano DeSouza

        Falo no sentido do humor. Mas sim, Arlequina de fato é um personagem bem mais origianl que o Deadpool. Se bem que este personagem deve muito ao Fabian Nicieza que deu um senso de humor ao que deveria ser apenas um vilão esquecivel “criado” pelo Rob Liefeld que não passava um plagio do Exterminador.

        • Geo V

          Verdade

    • Índio Valdemar

      “E também não ajuda a Marvel ter algo nos filmes – seu maior chamariz para tentar novos fãs para os quadrinhos -e quando o leitor de primeira ocasião pega um gibi tem outra coisa TOTALMENTE diferente neles”.

      Na mosca!!!
      Com essa “estratégia”, a Marvel não consegue fidelizar novos leitores e espanta os antigos…

  • Daniel Costa

    Adorei essa discussão, acho que o consenso que se chega é que os justiceiros sociais são ótimos pra fazer textão lacradores nas redes sociais, mas na hora de comprar não é bem assim, quem consome de verdade é aquele que ja faz isso a algum tempo, geralmente desde a infância (meu caso rss), e ai não tem essa de diversidade, mudar os personagens clássicos pra atender essa demanda é proselitismo barato, que alias ta saindo bem caro pra Marvel, e merecido, acho que falta criatividade pra criar coisas novas e assim atingir novos públicos e falta também respeito com leitores fieis que sentem que seus ídolos foram descaracterizados em prol do politicamente correto chatissimo. Resumo: NÃO COMPRO Nova Thor, Coração de Ferro ( ou sei lá que nome tenha) Wolverine garotinha, e nem nada que deturpe tudo aquilo que eu curto desde muleke!

  • Daniel Costa

    Adorei essa discussão, acho que o consenso que se chega é que os justiceiros sociais são ótimos pra fazer textão lacradores nas redes sociais, mas na hora de comprar não é bem assim, quem consome de verdade é aquele que ja faz isso a algum tempo, geralmente desde a infância (meu caso rss), e ai não tem essa de diversidade, mudar os personagens clássicos pra atender essa demanda é proselitismo barato, que alias ta saindo bem caro pra Marvel, e merecido, acho que falta criatividade pra criar coisas novas e assim atingir novos públicos e falta também respeito com leitores fieis que sentem que seus ídolos foram descaracterizados em prol do politicamente correto chatissimo. Resumo: NÃO COMPRO Nova Thor, Coração de Ferro ( ou sei lá que nome tenha) Wolverine garotinha, e nem nada que deturpe tudo aquilo que eu curto desde muleke!

    • Jonathas Ramos

      Acho que vc não entendeu oq eles disseram, cara. Eu resumiria dizendo que: Renovar é preciso, mas sem boas histórias, isso não vale de nada.

  • Turambar

    O problema não é a diversidade, personagens como a Kamala Khan, Miles Morales e o Nova Sam Alexander foram muito bem recebidos, o problema é que com o tempo a qualidade das histórias desses personagens caiu bastante. O que estão fazendo com o Miles agora é de dar dó, colocaram o personagem para ficar viajando por dimensões junto com a Gwen Aranha numa trama que ninguém liga, volta com o moleque para a escola e dá continuação para a fase dele antes de Guerras Secretas. A mesma coisa pode se aplicar a Kamala, a personagem só fez esse sucesso todo porque ninguém esperava uma personagem tão bacana assim, agora a Marvel quer ficar enfiando ela em tudo quanto é time e em tudo quanto é saga, particularmente, eu já estou começando a ficar enjoado da personagem de tanto que ela aparece em uns títulos nada a ver.

    • Não gostei de terem acabado o Ultiverso

      • Caio Arthur

        Ele já havia morrido muito antes das Guerras Secretas.

        • Ainda tinha coisa boa vai…

          • Caio Arthur

            O que ainda tinha de bom parou no universo regular, segue o baile.

          • Era meu universo favorito :(

          • Caio Arthur

            Entendo, é uma pena. Eu entendo sua relevância para o início do século na Marvel, mas nunca comprei tanto a sua premissa.

      • Turambar

        Nem fala, tinha muito personagem bom lá e que acabou ficando perdido no limbo.

  • Sheriff of Babylon

    Parabéns para todos os envolvidos pela sequência de ótimos textos!

    Falar que a culpa das vendas estarem fracas é por causa da diversidade é uma desculpa tão preguiçosa, principalmente quando existem vários gibis da Marvel que não tem nada de diversidade e também vendem mal. Qual a desculpa que eles vão inventar? Vão jogar a culpa em quem?

    Os maiores acertos da Marvel recentemente foram personagens como a Kamala, Miles, Thor do Jason Aaron que é bom e vende bem independente de quem seja o protagonista (acho que a fase com a Jane vende até um pouco mais do que na época do Odinson), Pantera Negra foi uma das revista da Marvel mais bem sucedidas de 2016 e etc.

    Mas parece que quando algo que a Marvel faz da certo, ela decide usar aquela mesma estratégia de forma desenfreada. Deadpool era uma máquina de fazer dinheiro a 2 ou 3 anos atrás, agora por causa do excesso de títulos, cada HQ nova que é lançada vende menos que a anterior. E isso se repete em vários gibis e estratégias de vendas. Mega-sagas e crossovers, números #1, tudo isso aumentava as vendas temporariamente, e hoje os efeitos duram muito menos pelo excesso de uso.

    A Marvel viu que Hqs com diversidade, personagens de legados e títulos que fogem da “mesmice” como Demolidor do Waid e Hawkeye do Fraction estavam dando certo e então começaram a fazer várias mudanças nos seus principais heróis para seguirem essa mesma linha.
    Incluíram minorias, criaram personagens de legados, mas muitas vezes não se preocuparam em trabalhar esses personagens antes de darem destaque, só arrumaram um jeito de se livrar do personagem clássico para que um outro assuma o lugar.

    Mas a mudança foi tanta que hoje não há um grande heroi da editora que não tenha sido substituído ou sofrido alguma mudança no status quo. E é meio obvio que tudo isso num período muito curto e feito de qualquer forma não ia dar certo.

    Parte dos leitores não gostam de mudanças nem de diversidade, seja por conservadorismo ou o que for, mas tem aqueles que gostam ou não tem nada contra quando isso é bem feito.

    E aparentemente a “fórmula” que a Marvel usa é simplesmente jogar na parede pra ver o que gruda. Ocasionando um excesso de títulos desnecessários e/ou de baixa qualidade.

    Por mais que o “leitor médio” que é o público que sustenta as comics shops, e os próprios lojistas, preferirem o “arroz e feijão”, não existe apenas esse público. Hoje você tem o público que lê HQ digital, os que só compram encadernados, e muitas vezes aquele quadrinho que tava vendendo pouco nas comics shops é sucesso quando se trata de encadernados.

    As editoras precisam aprender a encontrar aonde está o público para cada tipo de titulo, a Image já aprendeu.

    Eita porra… O comentário ficou maior do que esperava.

  • Willian Salgueiro

    Olha Vlad, eu sinto em te dizer que tua teoria não podia estar mais redondamente errada. Passa uns dias em fóruns Br da comunidade dita “geek”, que se estende de HQs, passando por jogos e chegando em filmes e séries (um amplo espectro do pop). Os caras são brancos, classe média, machistas, homofóbicos até o último fio de cabelo e uns cuzões. Eles não compram os quadrinhos por que realmente não querem ter seu protagonismo de homem branco e escolarizado retirado, só isso.

    • Moroni Machado

      Você está errado. Simplesmente pelo fato de fórum na Internet não é parâmetro para nada. Segundo, fui para comic shop de Oregon, Califórnia, Nova York e Utah. E as pessoas são bem legais e mente aberta. Sempre querem vender quadrinhos fora do main stream.

  • Moroni Machado

    Incrível como é fácil esquecer o óbvio… crise financeira, o desemprego aumentou muito com Obama.

    • Joanna Bladgen

      O que o Obama tem a ver com desenvolvimento de histórias bostas? Não foi ele que mandou a Marvel tomar decisões erradas no modelo de negócio.

      • Moroni Machado

        Joanna. Concordo com você. Mas não importa se a história é boa. Se o quadrinho aumentou e o dinheiro diminui/sumiu você vai trocar comida para comprar quadrinhos? Ou crise financeira não afeta o mercado dos quadrinhos?

        • Luis Henrique Garavello Filho

          Isso não explica o boom que a DC teve com o Rebirth

          • Neo

            Não explica também o aumento das vendas de mangás e o sucesso de outras editoras.

          • Moroni Machado

            Acredito que o mercado de quadrinhos aumentou, acho que tem mais pessoas comprando. O que acontece é que em 2009 por exemplo era menos pessoas comprando mais quadrinhos. E agora vejo, mais pessoas sem poder aquisitivo de comprar o mesmo tanto que o pessoal de 2009. Fora que antigamente, as pessoas comprava a mensal, o encadernado, o capa dura e depois o absolute. Hoje em dia, as pessoas esperam para o encadernado. O sentido que eu coloco na crise é este. Mais pessoas compram, menos poder aquisitivo, mais pessoas poderiam ter comprado. Tenho dois amigos americanos e ambos falaram que falta dinheiro para comprar quadrinhos, obviamente duas pessoas não são um parâmetro para estudar o mercado inteiro. Mas também acho que é muito raso, jornalistas esquecerem de colocar esse fator na balança. Claro, que não é novidade jornalista brasileiro (de qualquer área) apenas vomitar o que fala lá fora.

          • Neo

            Se olhar bem, só Marvel e DC lançam ao todo a cada mês juntas mais de 250 revistas. Nao da pra acompanhar tudo mesmo.

          • Moroni Machado

            Explica. Ela diminui o preço e o catalogo. Espera a DC aumentar o catalogo e você vai ver ela diminuindo.

          • Neo

            Ja aumentou das revistas mensais. As quinzenais continuam baratas.

          • Moroni Machado

            Me corrige se eu tiver enganado, mas o top 10 da DC, sempre é repetido. Batman e Detective comics?

          • Neo

            Batman sempre domina. Detective Comics fica no top 20. All Star Batman, LJA, e outros títulos da DC completam o top 10.

          • Neo

            Marvel no top 10 depende muuuuito das HQs se Star Wars e das edições #1. Basta olhar os relatórios da Diamond. Desde o Rebirth a DC praticamente domina o top 10, mesmo a Marvel tendo “recuperado a liderança ” do mercado.

          • Moroni Machado

            Pelo que viu duas revistas do Batman fica só um dólar a mais do que uma das marvel

          • Neo

            Sim. As quinzenais da DC ficam a U$$ 2,99.

          • Moroni Machado

            Não estou negando que a DC Rebirth está muito boa. Estou falando que temos um fator importante que não está sendo levado em conta.

        • Luis Henrique Garavello Filho

          Argumento errado e provo:

          Vendas dos 300 quadrinhos mais vendidos em Jan/2009: 19 milhões
          Vendas dos 300 quadrinhos mais vendidos em Jan/2010: 19 milhões
          Vendas dos 300 quadrinhos mais vendidos em Jan/2011: 15 milhões
          Vendas dos 300 quadrinhos mais vendidos em Jan/2012: 20 milhões
          Vendas dos 300 quadrinhos mais vendidos em Jan/2013: 24 milhões
          Vendas dos 300 quadrinhos mais vendidos em Jan/2014: 23 milhões
          Vendas dos 300 quadrinhos mais vendidos em Jan/2015: 27 milhões
          Vendas dos 300 quadrinhos mais vendidos em Jan/2016: 25 milhões
          Vendas dos 300 quadrinhos mais vendidos em Jan/2017: 26 milhões

          Em suma, a crise não fez vender menos. Se compram os mesmos montantes nos últimos anos (até bem mais se comparar com 2009/2010).

  • Olavo Lima

    A Marvel está fazendo historias ruins isso não tem nada com diversidade, ela ainda tentou maquiar as vendas fingindo que vendia mais dando exemplares de graças como brinde em comicshops, mas esse tipo de tatica para apenas aparecer no top 10 não funciona a muito tempo e levou a editora a essa crise, ainda bem que a disney paga as contas dela com as explorações de imagem, mas é isso que adoro no capitalismo, se uma hq é ruin não vende e pronto acabou, agora a editora deve se focar em fazer boas historias e não polemicas

    • Galadriel

      As vezes uma HQ no não vende simplesmente porque as pessoas desconhecem e isso me causou revolta

  • boom

    Antes de iniciar, queria dizer que: Eu leio um site a um bom tempo, muitas vezes concordei. Hoje, estou concordando novamente, mas criei coragem para comentar apenas agora.
    Felizmente e Infelizmente, tenho que concordar com todos, de certa forma, mas o meu raciocínio se encaixou mais no do Felipe; Pedro e o Pablo, os três tem um ponto de vista mais próximo ao meu.

    Obs: Li um comentário, dizendo que: leitores da DC, foram educados, os da Marvel, não. Claramente, eu discordo, me arrisco a dizer, que talvez você não saiba o motivo da criação dos x-men (infelizmente, estão perdendo a verdadeira identidade deles. Tá feliz, marvel?), ou, então, na vez em que a marvel colocou o próprio capeta pra representar o presidente dos EUA, acho que esses são um dos exemplos e não podemos apagar esses fatos, talvez voce precisa pesquisar mais, antes de falar uma coisa dessa…
    Se podes dizer que a “marvel é conservadora” eu posso apagar os fatos da DC, e dizer que ela também é conservadora?
    Sim e não. Já vou ressaltar que as duas tem o seu lado conservador, basta ter uma visão imparcial, ai verás os defeitos de cada um.

  • Gilberto Santos Junior

    A Marvel conseguiu o que queria, que é criar propaganda gratuita através da polêmica. Já a algum tempo sobrevive mais de polêmica e Filmes do que de boas histórias. Passei o dia lendo e vendo vídeos sobre isso na net.^^
    O problema da Marvel não é propriamente o discurso de representação das minorias, mas sim erros editorias graves, cujo único objetivo é o lucro rápido e a qualquer custo (novidade^^).
    No geral, acho que faltou um pouco de respeito da editora para com seus leitores (no meu ponto de vista, não estão tratando devidamente os problemas enfrentados pelas minorias) e sobrou preguiça (como outro se manifestou mais em baixo) (muito plot requentando e pouco novo vilão foda)
    Um dia a onda dos filmes de heróis vai acabar e ninguém sabe como vai ficar o universo de HQs de heróis. Novos leitores, mesmo com a onda dos filmes, estão cada vez mais raros. Se a DC acertar nós filmes deste ano… A situação da Marvel pode ficar pior

  • Caio Léo

    O problema da Marvel NÃO SÃO histórias ruins.

    Alguém aqui acha que a DC está com histórias excelentes? Tá tudo uma merda também. Eu até comentava com uns amigos que Marvel estava com uns enredos bem melhores que a DC, no geral (o Rebirth começou bem, mas agora ficou muito morno). Fora que a Marvel não ia perder tanto público apenas se as histórias estivessem ruins.

    O motivo do fracasso não é a qualidade, é a carga ideológica que a Marvel impôs goela abaixo do seu público. Vocês só tocam na “diversidade”, e esquecem o viés político por trás dela dela.

  • Caio Léo

    Uma coisa é você botar uma minoria aqui e ali, e desenvolver ela da maneira mais natural possível (como a DC acertadamente faz). Outra coisa é você basear toda a sua linha editorial em uma agenda política, e ainda sucatear os seus personagens consagrados em detrimento disso.

    Quem lê, sabe que isso é falso. Sabe que é transformar quadrinhos em propaganda política. Por isso resolveu largar.

  • Pedro Souza

    e muita teoria da constipação achar que a Marvel faz agenda politica por causa de diversidade, todo mundo sabe que e principalmente o bom e velho marketing, funcionou com a Kamala, funcionou com o Miles, quiseram fazer com todos os personagens( o que não deu muito retorno), esse povo tem que tirar o chapeu de aluminio de vez em quando pra esfriar a cabeça…

  • Claus by the Wind

    “Chegou ao ponto de o Homem de Gelo “virar” gay, o que não fazia sentido nenhum com o legado do personagem.”
    Falou merda, foram oportunistas porque EXATAMENTE fazia sentido com o legado dele que deixava a subentender que ele cortava pro outro lado.

  • Geo V

    É até engraçado chamarem de novos e interessantes personagens várias versões dos personagens clássicos, que a Marvel tentou substituir, começando com o Nick Fury, novos personagens mesmo foram poucos, Fantomex é um deles.

    • Caio Arthur

      Mas aí entra um ponto de extrema relevância: essa galera que acredita que a realidade da inclusão seja criar novos personagens ao invés de apostar em heróis de legado também não compra quando personagens “totalmente originais” são lançados.

      Se pararmos para pensar talvez seja isso que iniba a criação de novos personagens em títulos solo. Talvez o único caso em uns 5 anos seja o Mosaico, mas também não possui tanta vendagem assim. Ou seja, mais dia ou menos dia, acabaremos voltando ao velho status quo. Infelizmente!

  • Neo

    Vlad falou muito bem.

    Virou o maior argumento de certos grupos de determinadas ideologias acusar outros de fascistas, homofóbicos e preconceituosos por terem opiniões diferentes.
    Nem todo mundo quer ficar lendo sobre esses temas, já não basta todas as outras formas de mídia que já temos.
    Na maioria das vezes o leitor só quer sentar e ler uma boa história e não ver o que já é comentado demais na TV.

  • Neo

    Alguém ta acompanhando o Wildstorm da DC???

    • Moroni Machado

      Estou. fale a pena e young animal também

      • Neo

        Wildstorm estou gostando bastante da história (principalmente a narrativa, só dialogos) e da arte. Young Animal ainda não abrir traduzido, mas não conheço nada do selo. Mas Gerard Way deu um alívio aos fãs que o título não vai acabar.

        • Moroni Machado

          Espero que a panini lance em encadernado o Young Animal. Se gostou de Umbrella Academy, vai gostar. E para mim, Umbrella é uma das melhores coisas que já vi

          • Neo

            Vish, Nem sabia. Achava que era só Young Animal.

  • Alexandre Neves

    Interessante, mas tem mais algo a ser dito. Muitos leitores estão abandonando as revistas mensais, que são importantes para editora sustentar títulos, e migrando para encadernados. Isso ao meu ver também prejudica o mercado.

    • Neo

      Eu prefiro encadernados. Não da pra ficar sempre na mensal. A pirataria na Internet também prejudica. Aqui no Brasil até ajuda pois motiva a comprar novos títulos. Mas nos EUA vc lê de graça no readcomics e no viewcomic, fora os outros sites. Há uma seletividade na hora de comprar as mensais.

  • Neo

    Já começaram com os clickbaits.
    No UOL, por exemplo, lançaram o seguinte título:
    “Mulher negra e muçulmana: diretor da Marvel culpa diversidade por fracassos nas vendas”.

    Esse pessoal que não sabe de nada do gênero tem a ousadia de usar uma fala (que é o menor dos problemas da Marvel) para criar a ideia de que pessoas são preconceituosas.

    • Leandro Damasceno

      Pois é. Pra piorar, a mulher negra e muçulmana (que não é negra, é paquistanesa), é um dos exemplos mais bem sucedidos da Marvel dos últimos anos. Ou seja, tá tudo errado nessa matéria do UOL. Bando de abutres.

    • Foda mesmo foi quando chamaram a Miss America de Nova Heroína

  • Daniel Macedo

    É muito ruim ver que tantos redatores existem e nenhum sabe o que significa conservadorismo de verdade. Pior, que nenhum seja um conservador. As ideias acabam caindo na mesma vala comum e não consegue mesmo entender o que se passa com a baixa de vendas da Marvel. Aliás, pode-se dizer que é o mesmo problema que está ocorrendo na editora. FALTA DE DIVERSIDADE DE PENSAMENTO. Falaram muitas coisas corretas nos textos, o excesso de sagas, a cronologia maluca, a forçação de barra com personagens novos em detrimento dos clássicos. Só não tocaram na coisa mais importante. Quem é que compra quadrinhos. Sabe quem compra quadrinhos em comics shop? Quem é o leitor de hq na média mesmo? É o gordo, nerds que lê sua hq para fugir da merda de vida que ele tem. Sempre foi assim e sempre vai ser. O cara abre uma revista e vê a She Thor falando sobre patriarcado enquanto na vida real toma pinote e bullying das meninas mais pop da sala. O cara pensa: Porra aonde que tá o patriarcado que eu não to incluído? O cara vê que a cultura negra e os garotos negros são os mais populares do colégio e fica pensando porque tá escrito na hq que ele tem privilégio branco? O Problema é a lacração, vocês e as editoras estão mergulhados nesse oceano do tumblr, da lacração onde como disse um dos redatores “há recrudescimento do espectro da direita” e a realidade mostra o contrário. Falta, como eu já citei, DIVERSIDADE DE IDEIAS. Enquanto tanto sites, editoras, produtoras de filmes e afins não entenderem que o mundo do tumblr, do twitter não é o mundo real vão continuar perdendo dinheiro e afundando a indústria.

    • Leonardo Balmant

      É isso msm. E é muito triste ver q ninguém no site pense assim. Vão continuar xingando o motivo errado.
      E indo pro buraco igual a Marvel.

      • Igor Tavares

        Olha, felizmente tenho oportunidade de visitar comic shops estrageiras (em diversas localidades) com certa frequência. Nestas oportunidades tento conversar com lojistas, consumidores e curiosos para sentir o público e me municiar com informações de campo que me ajudam a escrever melhor. O fato constatado na maioria da lojas é que o perfil “nerd gordo solitário” existe sim, mas ele deixou de ser predominante há algum tempo. Aqui no Brasil ainda persiste este estigma de um perfil padronizado de consumidor de quadrinhos o que não se comprova no campo atualmente.

    • Diego Bachini Lima

      Boa tarde Daniel. Eu sou liberal por exemplo, como seria possível você afirmar esse tipo de coisa sem verdadeiramente conhecer os redatores do site? Meu texto sobre “A Liga” que quase ninguém leu, tratava de guerras de ideologias. Mas meu pensamento é, dentro do conceito imbecil de esquerda e direita, de direita. Caso você ache isso relevante, se você for na página UFF Livre no Facebook, vai ver um agradecimento a mim pelo logo deles. Algo que fiz de bom grado pelo bom relacionamento com a causa.

      Eu por exemplo analisei dados, já que eu sou do campo da engenharia, e trouxe no pouco tempo disponível algumas informações sobre a formatação de vendas. Coloquei um título diverso e de duração longa para aplicar os dados. Meu próximo passo é uma matéria com mais e mais dados das revistas nesse mesmo formato. A questão é trouxe dados que comprovam o que os outros membros estão falando. Não é achismo. É análise de dados. Eu preferi embasar os comentários naquilo que eu sei e que posso contribuir.

    • Caio Arthur

      Então você acredita que deveria ter alguém tido conservador para “representar a classe” aqui no site e conferir uma diversidade de idéias ao mesmo?

      Ora, ora. HABEMUS PLOT TWIST!!!!

  • IDRIS ELBA RAMALHO

    Infelizmente o bom da Marvel tá escondido.
    As novas séries, Jessica Jones, Cavaleiro da Lua, Demolidor, Aranha Miles Morales, Miss Marvel, Surfista Prateado… são bem melhores que 99% do Rebosta da DC.
    São títulos de uma abordagem mais sutil. Não tem coisas como o Batman falar que na verdade nunca ligou pras pessoas ao combater o crime, ele só quer mesmo se suicidar de um jeito mais “produtivo” (porra, Tom King!), a Mulher Maravilha, que SEMPRE FOI BISSEXUAL (afinal, ela foi criada numa ilha SÓ com mulheres) revela esse “fato bombástico” que nem a globo anunciando de forma polêmica o primeiro beijo gay em TV aberta, e por aí vai…

    Em questão de vendas, não é a diversidade, é preguiçoso demais colocar a culpa nisso.
    Mas sim, algumas decisões equivocadas, como mega saga depois da outra e reiniciamento dos títulos diversas vezes.

  • Card

    É maravilhosa a presunção desses caras.

    “Se não gostam dos personagens que eu gosto e se não concorda com a agenda política que eu defendo, é porque ou são machistas, racistas e homofóbicos ou são mal educados”.

    Ok então.