[Review] Mighty Morphin’ Power Rangers: Pink

Quando criança eu era fã de Power Rangers e sempre dizia que era a Rosa. Mas, com o passar do tempo, fui deixando de acompanhar as séries e ela virou apenas uma lembrança da minha infância. Então quando eu vi um quadrinho da Power Ranger Rosa, eu fiquei encantada. Toda a nostalgia voltou ao ver aquela capa, e com certeza tinha que ler sobre a heroína que me inspirou tanto.

O quadrinho realmente dá isto ao leitor: uma narrativa que nos recorda a nossa infância, com Zordon, Goldar, Rita Repulsa e muito mais. A medida que lia, me via assistindo à série de novo.

A equipe composta por: Brenden Fletcher (Batgirl de BurnsideMotor Crush), Kelly Thompson (Jem and the Holograms, Captain Marvel and the Carol Corps) e Daniele Di Nicuolo (Mirror’s Edge: Exordium), resgata em uma minissérie em 6 edições publicada pela Boom! uma das personagens mais queridas da série de televisão.

A trama mostra Kimberly Hart — primeira Power Ranger Rosa da série — sendo a heroína que ficou mais tempo no manto e quarta maior do show. Agora ela está aposentada e competindo como ginasta ao redor do mundo. Sua mãe e padrasto vivem num vilarejo no interior da França e sua vida não poderia ser mais tranquila. Pelo menos é o que parecia.

Um dia, ao visitar sua mãe, ela não a encontra, bem como quase ninguém da população do vilarejo. Ao investigar, descobre que eles foram sequestrados por Goldar e transformados em monstros, como parte do plano dele de conquistar o mundo.

Cabe agora a Kimberly retomar o manto, pelo menos temporariamente, para resgatar sua mãe e os habitantes da vila e impedir os planos de Goldar. Afinal, ela deixou de ser heroína, mas a heroína não saiu de dentro dela.

A HQ é muito bem-sucedida ao aprofundar a personalidade da Power Ranger Rosa. Brenden Fletcher já mostrou ser capaz de escrever personagens femininas fortes que conversem com a atual geração, em trabalhos como Batgirl de Burnside e Academia Gotham. Com Kimberly não é diferente. A personalidade da Ranger Rosa é explorada, sua determinação, liderança, maturidade e relacionamentos, sendo também uma personagem crível que é relacionável ao público que lê.

Ao longo da trama, temos alianças esperadas e inesperadas, ação, trabalho em equipe e muito do que fez Power Rangers ser tão querido ao público. Em termos de roteiro, algumas coisas são sofríveis, com problemas de ritmo e leves furos, mas nada que atrapalhe esta divertida aventura.

Ao final do arco, temos uma nova história que dura apenas uma edição. Esta serve para aquecer os corações dos fãs e unir o elenco desta HQ com os Rangers ativos.

A arte de Danielle di Nuculo é muito boa, conseguindo destacar expressões, painéis e cenas de ação. Tenho porém, que destacar o trabalho da colorista: Sarah Stern. Sarah usa as cores muito bem, sempre tonalizado os ambientes para o rosa, mas também usando muito bem as outras cores e dando personalidade aos diferentes personagens encontrados.

Power Rangers: Pink é uma aventura interessante e divertida, na qual a ideia de heroísmo é levantada e na qual podemos rever uma das Rangers mais queridas pelo público. Kimberly é uma ótima personagem e este quadrinho foi muito feliz ao explorá-la. Para os fãs de longa data, é um presente revê-la e para os leitores novos uma heroína ótima de se conhecer.

Se você procura uma história com uma heroína forte e uma trama divertida, esta HQ é pra você.

Para mais sobre Power Rangers, leia nosso Jab sobre a primeira edição da nova série em quadrinhos da BOOM! Studios.