Editora Draco lança coletânea Space Opera em quadrinhos

A Editora Draco vem se tornando cada vez mais uma grande referência em quadrinhos autorais no Brasil. Ela trabalha com títulos de ficção cientifica, fantasia e terror, incentivando a produção de novos talentos no Brasil.

Após as coletâneas Imaginários em Quadrinhos, Rei de Amarelo em Quadrinhos e O Despertar de Cthulhu em Quadrinhos, a editora está lançando uma obra com histórias baseadas em conceitos de Space Opera: histórias sobre exploração espacial, raças alienígenas, conspirações políticas e blasters.

A coletânea Space Opera foi organizada pelo editor Raphael Fernandes. Os seguintes nomes farão as histórias da HQ: Jun Sugiyama, Tiago P. Zanetic, Larissa Palmieri, Luís Carlos Sousa, Rafael Levi, Alessio Esteves, Fernando Barone e Angelo Dias. Para arte temos: Kazuo Miyahara, Eder Santos, Rocher Knight, Braziliano, MJ Macedo, Carlos Sekko, Giovanni Pedroni e Ioannis Fiore (este último, também responsável pela capa da obra).

O Terra Zero conversou com editor assistente da coletânea, Airton Marinho, sobre as dificuldades de organizar uma obra dessa magnitude e como lapidar novos talentos.

A Draco está se especializando em fazer coletâneas. Qual a liberdade que esse formato dá para a editora?

Airton Marinho: Nos dá muita liberdade, pois podemos escolher um tema específico, que tenha apelo com nosso público alvo, e escolher as histórias que mais combinem entre si e não soem repetitivas.

Para Space Opera em quadrinhos, como funcionou a triagem de histórias que serão impressas?

O Raphael Fernandes estuda o tema da coletânea e pega os estilos que mais agradam aos leitores para montar o álbum. Por exemplo, no Space Opera, temos histórias que vão do viés político até aventuras com naves espaciais e muitos tiros. As melhores histórias que abordem esses gêneros são pré-selecionadas e depois discutimos quais serão finalmente publicadas.

O formato de coletâneas que a Draco monta consegue garimpar talentos. Como é feita a escolha e lapidam esse novo talento?

É bem trabalhosa essa questão de novos talentos, pois eles precisam ser direcionados corretamente e acredito que somente com a orientação de um bom editor é que isso poderá ser concretizado. Além do talento, outro fator importante para o autor é saber ouvir as críticas dos editores para evoluir a cada página.

Qual história que você destacaria da coletânea, Airton?

Gostei muito do resultado da coletânea. Porém, a história que mais me impressionou foi a Protocolo 66, escrita pelo Alessio Esteves e desenhada pelo MJ Macedo. É uma história sobre política e burocracia muito bem feita.

Space Opera em Quadrinhos tem 160 páginas em preto e branco, formato 17 x 24 cm, capa cartonada, papel pólen e a versão impressa custa R$ 39,90. A coletânea está programada para sair durante a CCXP Tour: Recife e você pode adquirir sua HQ com o próprio Raphael Fernandez na mesa F4 no Artist Alley do evento.

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