[Review] Batgirl: Além de Burnside/Retorno a Burnside, de Larson e Albuquerque

Além de Burnside

Férias. Quem não precisa de uma de vez em quando? Até mesmo os heróis precisam de um tempo longe das preocupações do dia a dia para espairecer e começar de novo. E isto leva a nossa querida Barbara Gordon a uma viagem de férias pela Ásia. Após passar por situações bem difíceis nos últimos arcos (pré-Rebirth), indo desde a perda de sua memória até terminar um relacionamento, Barbara precisava de férias para retomar as energias.

Com isto, a nossa Batgirl pega a Mochila e parte para uma viagem pela Ásia, onde. além de espairecer. vai atrás de uma antiga vigilante japonesa, conhecida como Fruit Bat. Ao chegar em seu destino, Babs encontra um amigo de infância que há tempos não via: um jovem problemático, mas também muito bonito, chamado Kai. Em seu primeiro dia lá, após jantarem e encontrar Fruit Bat, Kai é atacado por uma estudante/ninja japonesa que busca uma fórmula.

Achando a situação muito estranha, Barbara resolve passar as férias com seu amigo e assim descobrir o que está acontecendo. Ao longo da trama eles viajam por vários lugares do continente como: Japão, Singapura, Coréia do Sul e China, enfrentando situações comuns como: cansaço de viagem, internet ruim e intoxicação alimentar.

Barbara Gordon — podem chamar ela do que for, mas não de burra -, apesar de se sentir atraída por Kai e até beijá-lo em determinado momento, não permite que isto atrapalhe sua investigação e diminua suas suspeitas sobre ele. Em sua investigação vemos Babs se inscrevendo numa academia de MMA, usando de forma muito boa sua memória eidética e seguindo pistas para descobrir o que esta fórmula e Kai tem em comum, e porque isto é perigoso.

A trama é simples e leve e usou muito as habilidades de detetive da Barbara. A história é um pouco arrastada, mas sólida. Uma HQ divertida e leve. Hope Larson tem uma boa compreensão da personagem, fazendo dela inteligente, determinada, corajosa, mas também uma garota normal, que passa por situações que uma garota de 21 anos passa. O que acho que é um bom equilíbrio para a personagem.

A arte de Rafael Albuquerque é mais uma vez excelente. Ele tem uma ótima concepção da Barbara/Batgirl, fazendo o corpo dela magro, mas musculoso. Assustadora, mas leve. Gentil, mas determinada. Minha única crítica seriam as cores, que são extremamente pastéis, que não casam muito com o tom da revista.

Batgirl: Além de Burnside explora a personagem fora de seu ambiente e sem seu elenco de apoio. Porque, assim como é importante mostrar um herói que trabalha em equipe, também é bom mostrar que ele (no caso, ela) consegue ser heroico mesmo quando se vê sozinho.


Batgirl: Retorno para Burnside

Edição única que faz uma ponte entre o arco na Ásia e o de retorno a Burnside com o filho do Pinguim, arco que se passa no… avião.

Após uma viagem cansativa, com investigações e lutas, Barbara está no avião pronta pra voltar pra casa. Entretanto como nada é perfeito, o avião passa por uma turbulência, o que desperta uma planta escondida nele e, assim, vem a jornada.

Após a turbulência, o avião fica infestado por um cheiro muito ruim. Barbara veste seu manto e vai investigar, logo descobre que o cheiro vem de uma planta. Logo, quem mais poderia estar envolvida? Hera Venenosa.

Hera aparece e explica que aquela é uma planta em extinção que ela está resgatando. Entretanto com a turbulência a planta “despertou” e além de cheirar mal, também começa a crescer absurdamente, causando problemas no avião.

Vemos Barbara e Hera trabalhando juntas para deter um acidente, e foi muito feliz velas juntas, não precisamos do clichê “bate primeiro conversa depois”. Além de vermos a evolução de Hera desde os Novos 52, onde ela tem deixado de ser uma vilã se tornando uma anti-heroína. Hope escreveu muito bem a personagem e ambas juntas.

Espero ver mais disto.

Outra vantagem do título foi que a Barbara usa, além dos punhos, sua inteligência para deter a planta, algo que Hope tem feito com a personagem. Barbara é uma das personagens mais inteligentes e capazes do DCU, e é bom vê-la assim.

Algumas coisas exigem do leitor a credulidade: “Ok, é uma história em quadrinho, não precisa ser tão realista”. Como quando Barbara acorda com roupas civis ao lado de Hera Venenosa no avião, ou ela sair e assumir o manto de Batgirl, num avião com lista de passageiros e tal.

A arte de Rafael Albuquerque está, como sempre, muito boa, e desta vez as cores estavam mais vivas. Foi a também a despedida do brasileiro do título, o que acho uma pena. Foi muito bom enquanto durou, mas também estou curiosa para ver o que o novo artista, Chris Wildgoose, fará.

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