[Emulador de Críticas] E os filmes de heróis de 2016?

E aí, pessoal! Tivemos um ano intenso quando se trata de filmes de heróis: muitas novidades, várias estreias, duelos épicos e personagens que nunca esperávamos que ganhassem espaço nas telas. A pergunta que fica é: será que o saldo foi positivo? Afinal, após muitas idas ao cinema, o tempo de nós, fãs das HQs, foi bem investido? São perguntas que permeiam minha cabeça desde que saí da sala de cinema, após Doutor Estranho.

Foram seis filmes de heróis, na seguinte ordem de lançamento: Deadpool, Batman Vs Superman: A Origem da Justiça, Capitão América 3: Guerra Civil, X-Men: Apocalipse, Esquadrão Suicida e Doutor Estranho.

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Filmes que estavam levando os fãs de heróis ao delírio, com muitos memes, brincadeiras e principalmente enchendo todos de expectativa sobre o que essas películas poderiam trazer. Muitos deles conseguiram realmente fazer o grande público comprar a ideia, enquanto outros nem tanto. Mas existem muitos fatores que podem ser levados em consideração quando falamos desse assunto.

Então vale a pena comentar sobre eles, um filme de cada vez, para entendermos melhor o panorama.

Deadpool foi a grande surpresa de 2016. O filme foi lançado em fevereiro e conseguiu abrir temporada dos heróis do cinema em bom nível. Ryan Reynolds consegue se livrar do estigma do Lanterna Verde dando vida ao mercenário tagarela da Marvel, com um roteiro totalmente nonsense e aproveitando de cenas de violência que só poderiam ser proporcionadas pela classificação do filme, que era indicado para maiores de 16 anos.

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Batman Vs Superman: A Origem da Justiça é um filme que foi vendido como uma gigantesco épico, mas que, no fim, teve alguns problemas de coesão. Zack Snyder teve que diminuir o filme que havia fechado na edição, pois a Warner Bros. achou o resultado muito longo para uma exibição no cinema. Isso acabou transformando o projeto em uma grande colcha de retalhos. Além da crítica especializada ter pontuado muitos defeitos no filme, dividindo quem assistiu ao filme, BvS causa discussões acaloradas na internet diariamente desde seu lançamento, em março de 2016.

Trindade da DC em Batman vs Superman - A Origem da Justiça. Reprodução.
Trindade da DC em Batman vs Superman – A Origem da Justiça. Reprodução.

O encontro de Batman, Superman e Mulher-Maravilha nos cinemas tem vários pontos positivos como a presença de Gal Gadot, Ben Affleck se reencontrando como Homem-Morcego (após o fracasso de Demolidor), uma trilha sonora excelente, ótimas cenas de ação. Entretanto, ainda deixa a desejar na edição péssima do filme e no roteiro aquém da expectativa para um personagem crucial: Superman.

Capitão América 3: Guerra Civil é o primeiro filme da Marvel Studios do ano. Outro filme que jogava com a ideia de embate entre o Capitão América e o Homem de Ferro. Além desse grande chamariz, a película tem como subtítulo uma das histórias mais populares do universo Marvel nas HQs. Um filme cheio de boas ideias, que é carregado muitas vezes no carisma dos atores e na boa direção dos irmãos Russo. Que esconde um roteiro fraco por conta do vilão, Zemo, ser um personagem subaproveitado.

Arte oficial de Capitão América 3: Guerra Civil. Créditos: Marvel Entertainment.
Arte oficial de Capitão América 3: Guerra Civil. Créditos: Marvel Entertainment.

Esse filme tem como grandes pontos a chegada do Homem-Aranha no universo Marvel dos cinemas e conseguir cativar os espectadores com o excelente Pantera Negra. Esses são as melhores surpresas desse filme mediano.

X-Men: Apocalipse é um dos filmes que mais me pegou desprevenido. Quando sai do cinema tinha gostado muito do filme, mas quando parei para pensar e fui analisando, percebi que Bryan Singer havia feito mais do mesmo. O filme da franquia dos mutantes tinha tudo para ser o melhor filme de heróis do ano, mas foi caindo repetidamente em clichês que já vemos desde 2001 na franquia X, gerenciada pela Fox.

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Apocalipse é um filme sem tempero. Ele oscila entre momentos incríveis, como a cena do Mercúrio, com grandes easter eggs para os leitores, e cai em clichês novelísticos, dramas em excessos e deus ex machinas absurdos.

Esquadrão Suicida tem como seu maior vilão a expectativa. O filme do grupo de vilões da DC não é nada além de mediocre. Os trailers mostrando Arlequina, Coringa e várias cenas de ação gigantescas chamaram atenção para o público, mas não foi o que foi visto no cinema. Essa é outra das películas que sofreu com interferências da Warner, porém aqui muito mais pesadas que em BvS, pois a versão final do filme não teve supervisão do diretor David Ayer. Vamos lembrar que esse filme também foi massacrado pela crítica especializada, por várias inconsistências de roteiro e mudança de tonalidade visível, por conta das refilmagens para deixar o filme mais “engraçadinho”.

Pôster promocional de "Esquadrão Suicida". Foto divulgação.
Pôster promocional de “Esquadrão Suicida”. Foto divulgação.

Ainda com todos os problemas extras, Esquadrão Suicida conseguiu uma boa arrecadação, muito por conta das boas atuações de alguns de seus atores, que realmente entraram de cabeça na ideia da equipe. Vale ressaltar o bom trabalho de Viola Davis como Amanda Waller.

O último filme do ano talvez seja o mais equilibrado de todos. Doutor Estranho era um dos filmes que os fãs de quadrinhos mais estavam esperando, principalmente por mexer em um personagem admirado por grande maioria dos leitores, mas também por ter Benedict Cumberbatch no papel de Stephen Strange e por inaugurar um novo filão no universo da Marvel nos cinemas: agora teríamos um mundo místico para ser explorado.

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Doutor Estranho é um bom filme de heróis. Mesmo tendo vários dos clichês dos filmes de origem da produtora, ele consegue ganhar o espectador pelos lindos painéis e efeitos especiais bem dirigidos por Scott Derrickson. Uma película muito honesta com o fã e que capta muito bem a essência desse personagem muitas vezes subaproveitado no universo dos quadrinhos. Mas vale ressaltar que, novamente, a Marvel peca em escrever seus vilões.

Foram seis filmes e o saldo para os fãs foi médio. Oscilamos entre filmes bons e médios. Ainda que não tenha aparecido nada inovador e que mereça de fato uma grande ode, 2016 entregou muitas discussões, mudanças e fracassos perante a crítica especializada. Alguns se decepcionaram com as expectativas, outros acabaram encontrando o que queriam.

Na minha visão, entre mortos e feridos todos se salvaram. Também, fico bastante feliz da Warner ter dado carta branca para Geoff Johns e parar de mexer nos filmes, reconhecendo que ela não está conseguindo o resultado satisfatório para os fãs de seus personagens.

Savior Of The Universe!
Geoff Johns, Savior Of The Universe!

Até a próxima! Aproveitem os comentários e deixem sua análise sobre os filmes de heróis 2016 e expectativas para os de 2017.

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