[#Review] DC Super Hero Girls: Heroínas do Ano

Lançado no último dia 23 de agosto, o DVD do longa DC Super Hero Girls: Heroínas do Ano traz um time de personagens femininas da DC Comics em suas aventuras na escola. Este é o segundo longa do universo da série, que estreou no Youtube em outubro de 2015 e mais tarde foi para os canais Cartoon Network e Boomerang. A direção é de Cecilia Aranovich (Pink Panther & Pals) e o roteiro, de Shea Fontana (Doutora Brinquedos).

Na história, Mulher-Maravilha, Supergirl, Batgirl, Arlequina, Abelha, Hera Venenosa e Katana,além de várias outras colegas, estão juntas enquanto desenvolvem seus poderes e aprendem como é ser uma super-heroína. A animação é muito divertida, retratando a agitação juvenil (como as famosas High School de diversas séries) das Monster High aliado ao universo corrido e complexo dos super-heróis. É um momento perfeito para o público infantil aprender sobre super-heroínas.

A animação começa mostrando rapidamente como cada uma se comporta e a vida no colégio, onde elas são mais descontraídas, dignas de adolescentes que estão em período de muitas descobertas. A amizade é algo bem trabalhado durante a narrativa. Há muitos personagens inseridos nesse contexto. Um dos professores é nada mais, nada menos que Comissário Gordon, pai de Bárbara Gordon (Batgirl), dublado pelo famoso Isaac Bardavid (a inesquecível voz do Esqueleto, de HeMan).

O festival para a escolha do Herói do Ano, entretanto, está ameaçado. Eclipso alia-se ao Opala Negra para roubarem artefatos das heroínas que têm ligação com culturas alienígenas. Seu objetivo é construir um artefato que poderá dar poderes quase ilimitados que assegurem o domínio sobre todo o universo. Somente capitaneadas por Mulher-Maravilha, as meninas e seus amigos, como Mutano, Ciborgue e o Lanterna Verde Hal Jordan, podem impedí-los.

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A recepção às Super Hero Girls da DC tem sido imensa. Não precisamos ir muito longe em eventos de HQs e Cosplay para avistar uma mini Arlequina, uma Mulher Maravilha correndo com seu bracelete dourado… É algo realmente mágico e divertido. É um momento que se tem esperança de criar as crianças lendo HQs e conhecendo um mundo diferente e profundo.

A alguns anos atrás esse fenômeno não ocorria com tanta força e intensidade: os pais sempre ficavam receosos com a violência e cenas fortes que os quadrinhos também proporcionam. Com a chegada de animações como Monster High (criada em 2010), temos meninas com poderes sobrenaturais e totalmente diferentes visualmente de Barbies e Bratz. Isso influenciou o surgimento da animação da DC, juntamente com a chegada de heroínas para as telas do cinema, o que foi determinante para a linha de produtos da DC para o público infantil.

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Entre bonecas, camisetas e acessórios, as histórias dessas heroínas levam as crianças e adolescentes (considerando adolescência a idade de 11 anos em diante) a criarem maior interesse em leitura, pesquisa e entendimento de temas complexos, muitas vezes tratados de forma sutil em alguns episódios de Super Hero Girls. No filme não é diferente: são tratados temas como adolescência, responsabilidades e como encarar problemas e encontrar soluções.

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Sobre a animação: é um longa bem voltado ao público teen, com aquela narrativa de colégio e todos aqueles problemas e conflitos que ocorrem. Nesse caso, algumas heroínas não são tão rebeldes, como a Mulher-Maravilha (já bem conhecida pela “bandeira” feminista) e a Batgirl. A personagem Arlequina é retratada com seu lado brincalhão, bem infantil e mimada. Nesse caso, não enxerga-se problema nessa retratação, visto que o público alvo não é o adulto, não fariam uma criminosa para crianças de 10 anos assistirem… Senão a Record já faria matéria criticando e botando fogo nas HQs. Tudo é demônio!!

Os gráficos e finalização de cada personagem é semelhante ao design dos desenhos animados de Monster High e Ever After High. Seguem a mesma receita, tanto graficamente como no modo de narrativa, de forma bem explicada e detalhada, para prender a atenção dos espectadores.

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Além de ser um desenho que reforça o poder feminino – o chamado “empoderamento” -, dá para entender também que a animação mostra que os super-heróis são humanos, que sentem as mesmas coisas que nós e que comportam-se em sociedade igual qualquer pessoa. Para a criança ou adolescente é agradável ver que seu personagem favorito (ou que será favorito) comporta-se semelhante a ela, ou que parece com algum colega/amigo.

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O papel social e cultural das HQs, filmes e desenhos animados é algo maravilhoso. Especialmente, a história em quadrinhos (levada ou não ao cinema) é uma possibilidade de comunicação, capaz de se expressar acerca das questões sociais pertinentes em nosso cotidiano. Dessa forma, produtos como as Super Hero Girls trabalham a linguagem dos quadrinhos para tentar construir novas gerações de leitores – neste caso, principalmente leitoras – do conteúdo da DC. Nesse caso, de forma muito competente.

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