[Universo em Crise] Mulher-Maravilha Sem Poderes (1)

Olá, Zeronautas! Voltamos para mais uma matéria sobre a Mulher-Maravilha. Hoje o dia está fervilhando, graças à declaração feita ontem pelo roteirista Greg Rucka, e a nossa Amazona favorita domina as atenções. Até mesmo quando seus poderes são arrancados!


Vamos falar sobre uma fase nas histórias da Mulher-Maravilha em que ela perdeu seus superpoderes e seus equipamentos, como os braceletes, o laço mágico e, inclusive, o jato invisível. Isso durou de Wonder Woman v1 #179 (dezembro de 1968) até Wonder Woman v1 #204 (fevereiro de 1973). Parece ter sido pouco. Afinal, foram somente 25 edições. Porém, isso foi o equivalente a um pouco mais de quatro anos, pois essa série tinha suas publicações, na época, em frequência bimestral.

Meu caríssimo colega Smee já falou sobre esta fase antes aqui na Laço da Verdade, mas eu acho que poderíamos (perdoe-me pelo trocadilho, Smee) esmiuçar essa fase mais um pouco.

O Início das Novas Aventuras da Mulher-Maravilha

Arte: Mike Sekowsky
Arte: Mike Sekowsky

Bem, conforme já citado, esta fase se iniciou em Wonder Woman v1 #179. A história começa com o Coronel Steve Trevor fazendo um ato teatral e batendo no general de uma agência não nomeada. Em seguida, guardas intervêm e isso obriga Steve a fugir. Trevor consegue escapar da base militar e se inicia uma caçada humana para capturá-lo, pois ele seria um espião. Tudo um embuste criado por um general para que Steve conseguisse se aproximar e prender o Doutor Cyber.

Diana Prince está andando pelas ruas de Manhattan e escuta a notícia da traição de Steve Trevor pelo rádio de um transeunte. Além de ver isso num jornal e em transmissões na televisão. A esta altura, a caçada humana a Steve Trevor se tornou nacional. Diana vai se trocar para Mulher-Maravilha e descobrir o que se passa, mas ela é convocada telepaticamente à Ilha Paraíso por sua mãe, a Rainha Hipólita.

Arte: Mike Sekowsky
Arte: Mike Sekowsky

Como a lealdade da Mulher-Maravilha é, em primeiro lugar, com a Ilha Paraíso, a heroína parte para lá no seu jato invisível. Ela é recebida por Hipólita, que revela que, após dez mil anos, a magia atuando sobre as amazonas está se exaurindo. Elas precisam viajar para outra dimensão e descansar lá por um tempo, para renovar suas energias místicas.

Diana decide não acompanhar suas compatriotas: ela precisa ajudar Steve Trevor. Portanto, ela abre mão de seu equipamento e uniforme de Mulher-Maravilha, e também de todas suas habilidades místicas, num ritual especial no Altar Sagrado das Glórias das Amazonas. Assim, a Princesa Amazona se despede de sua mãe e parte da Ilha Paraíso no jato invisível. Durante sua partida, ela observa a ilha das amazonas desaparecer, como se nunca tivesse existido. O jato invisível leva Diana até os EUA e, depois, também some.

Agora, Diana possui preocupações mundanas, como um lugar para morar e um meio de obter dinheiro para sobreviver. Por isso, ela aluga uma casa, um imóvel comercial no primeiro andar e um apartamento para morar no segundo andar. Ela nota que, no beco atrás dessa casa, está ocorrendo um assalto a um chinês velho e cego. Porém, embora não possa enxergar, o homem surra facilmente os assaltantes. Ele se apresenta para Diana Prince, já sabendo o nome dela e sabendo que ela, na verdade, foi a Mulher-Maravilha e perdeu seus poderes e equipamento. Também sabe dos perigos que Steve Trevor corre, pois o chinês cego tem também o Doutor Cyber como seu inimigo. Seu nome é I Ching e está ali para ajudar Diana.

Arte: Mike Sekowsky
Arte: Mike Sekowsky

I Ching era membro de uma antiga ordem de monges. Seu monastério ficava escondido bem alto numa montanha. Os monges mantinham o conhecimento perdido pela humanidade há séculos. Um dia agentes do Dr. Cyber atacaram o monastério para roubar um tesouro guardado, com metais preciosos e joias. Os monges lutaram bravamente, contudo foram chacinados pelos agentes. I Ching foi o único sobrevivente.

Arte: Mike Sekowsky
Arte: Mike Sekowsky

Segundo o velho chinês, o Dr. Cyber é um vilão meio homem e meio máquina e precisa ser detido. Ele tem planos de dominação mundial e pretende reduzir a humanidade a escravos autômatos. I Ching treina Diana Prince em karatê, e ela, dedicada, aprende em poucos meses o que alguém levaria anos para aprender.

Arte: Mike Sekowsky
Arte: Mike Sekowsky

“Mas como assim? Um monge chinês ensinando karatê? Isso é uma luta japonesa, não deveria ser kung fu? E a Diana perdeu seus poderes, tá, mas e quanto ao seu treinamento em luta que recebeu desde que era criança?”. Meu caro Zeronauta, são questionamentos válidos, mas não se prenda a esses detalhes. São os anos 1970. Vamos simplesmente aproveitar a viagem, sem questionamentos, pequeno gafanhoto.

De dia, Diana treinava com I Ching e, de noite, ela espancava uns bandidos, atrás de informações sobre Steve Trevor, e procurava por ele nos meios de comunicação. Até qu,e um dia, Steve aparece baleado no ginásio onde a outrora amazona realiza seu treinamento, sob a supervisão do chinês cego. Eles chamam uma ambulância e, até ela chegar e levar Steve para o hospital, ele revela o que lhe aconteceu: os capangas do Dr. Cyber não acreditaram que ele fosse um traidor e atiraram nele. Esses capangas se escondem em uma fábrica abandonada nos limites da cidade, onde colocam bombas em brinquedos, que serão mandados para os filhos de senadores. Eles pretendem, com isso, causar caos no governo para tornar mais fácil para o Dr. Cyber tomar o controle.

Diana e I Ching vão para a tal fábrica impedir o plano maléfico e lutam primeiro com brinquedos letais e, depois, com os bandidos escondidos ali. O líder desses capangas aparece com uma metralhadora para matar os dois, todavia é morto por um avião de brinquedo.

Arte: Mike Sekowsky
Arte: Mike Sekowsky

No dia seguinte, a dupla vai ao hospital ver como está Steve Trevor. O coronel está em coma, devido aos extensos ferimentos e o médico acha que ele teve danos cerebrais e pode ficar nesse estado vegetativo pelo resto da vida. Ao sair do hospital, Diana Prince e I Ching são seguidos por um homem misterioso. O que acontece depois? Ah, isso é assunto para um outro dia!


Espero que tenha curtido, valoroso Zeronauta! Até a próxima!

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