[#HQInked] As várias faces da Arlequina

Com o lançamento de Esquadrão Suicida, Arlequina (Dra. Harleen Quinzel) ressurgiu de forma massiva, não só nas revistas e objetos de colecionismo, como também em tatuagens. Ela já é queridinha de muitas pessoas como opção para marcar a pele desde suas primeiras aparições – inclusive, esta vos fala também a tem tatuada no braço…

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Harleen Frances Quinzel é uma personagem criada por Paul Dini e Bruce Timm para a TV, em Batman: The Animated Series (BTAS). Apareceu pela primeira vez no episódio Joker’s Favor (“Um Favor para o Coringa”), que foi ao ar em setembro de 1992. No Brasil, quando passava no canal SBT, The Batman Adventures era traduzida como “Batman – O desenho da TV”.

A presença da futura parceira de crime do Palhaço do Crime era para apenas um episódio, algo passageiro. Porém, a boa recepção e reação positiva do público e da crítica à personagem fizeram com que os autores incluíssem a psiquiatra convertida em criminosa em diversos outros episódios de BTAS. Ascendendo em popularidade, a recorrência culminou com a ida de Harley para os quadrinhos em setembro de 1993, em The Batman Adventures #12. Até então, ela não fazia parte do Universo DC regular, já que a revista era uma expansão do universo da animação (popularmente conhecido como Timmverso, por ter sido idealizado por Bruce Timm).

A história da origem do relacionamento de Arlequina e Coringa ocorre dentro do Asilo Arkham, enquanto ela procurava tratar da psique do maior vilão do Cavaleiro das Trevas. A narrativa, mostrando como uma médica virou uma criminosa procurada, foi contada no quadrinho Mad Love (no Brasil, “Batman: Louco Amor”), de fevereiro de 1994 – um especial parte da série The Batman Adventures. Ao contrário de boa parte da revista, feita por outros criativos, esta parte foi contada pelos criadores, Timm e Dini. “Louco Amor” foi publicada no Brasil pela primeira vez pela Abril Jovem, em duas edições em formatinho de 1995, e posteriormente colecionada em um volume pela Opera Graphica.

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A Personagem e As Tattoos

Arlequina é uma personagem sujeita a milhares de interpretações. Há quem odeie todos os atos e comportamentos dela, bem como quem a ama incondicionalmente apesar de sofrer abusos de relacionamento e cometer crimes (muitos hediondos). Começar um debate sobre cada ponto e evolução (ou involução) da personagem é assunto que rende horas de conversa. Ainda há muito a descobrirmos e entendermos sobre Harleen Quinzel. Por isso, a escolha de eternizá-la na pele, seja ela a versão clássica das animações, alguma mais moderna (como as dos Novos 52 ou da série de games Arkham, da Rocksteady), ou ainda a interpretação do cinema, de Margot Robbie, é também algumas vezes considerada arriscada.

Isso porque, quando se lembra que ela é uma criminosa e “palhaça”, há pessoas que realizam a associação com o mundo do crime organizado no mundo real. As tatuagens com o personagem Coringa já dão muito o que falar, pois remetem ao “palhaço”, com seu ar sarcástico e misterioso, que infelizmente é o principal símbolo ostentado entre quem mata policiais. Por sua vez, segundo a polícia (em manuais de tatuagens de cadeia/de criminosos), mulheres que possuem tatuagem da Arlequina são envolvidas em pequenos delitos ou são companheiras de algum chefe de quadrilha/traficante. O preconceito com tatuados é complicado, com a Harley não é diferente – nesse caso, fica até pior.

Harley Quinn passou por algumas mudanças de roupa e de comportamento. No início temos ela mais séria, determinada e dedicada a fazer tudo certo em prol do sucesso e amor ao seu querido companheiro, o Coringa. São poucos os momentos que ela fala “Pudinzinho” e demais adjetivos potencialmente fofos, até porque o Coringa procura desviar disso, tornando-se um pouco violento (o que começa a piorar ao longo dos anos para a personagem). Repara-se que o palhaço não está preparado para a grandeza e força da personagem brincalhona, porém muito inteligente.

Mais tarde, com um visual mais sensual e um jeito mais jovial, temos uma Arlequina debochada, mais cruel em seus atos e que em alguns momentos não parece se importar com o que ocorre entre ela e seu namorado. Hoje, pelo menos nos quadrinhos da iniciativa Rebirth, a personagem ainda pode recorrer a métodos violentos, mas livrou-se do antigo parceiro, tendo suas próprias aventuras em sua mensal própria, Harley Quinn – a mensal brasileira Arlequina ainda está na fase da personagem no DC You. Ela aproveitou para arranjar uma série de novos amigos em Long Island, em Nova York, onde mora no Universo DC, e tem um relacionamento com outra personagem que tinha o título de doutora em sua vida anterior – Pamela Isley, a Hera Venenosa.

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