Rebirth: o Pirata Psíquico ainda sabe de tudo!

Em entrevista publicada na semana passada no Comic Book Resources, o roteirista da revista mensal do Batman na linha Rebirth, Tom King, afirmou que seu planejamento com a revista do Homem-Morcego leva em conta não somente a história que ele quer contar, mas também a grande trama iniciada no final de maio, quando o especial DC Universe: Rebirth #1, escrito por Geoff Johns, chegou às lojas especializadas dos EUA e meios digitais.

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O escritor, que é também um ex-agente da CIA, disse que o Pirata Psíquico estar associado a outros personagens vilanescos neste primeiro arco não é uma eventualidade. À primeira vista, também aparentar ter sido pela importância do inimigo na Crise nas Infinitas Terras – o que já tornava interessante o seu uso em uma época onde importa para a DC Entertainment é a valorização de seus legados e do retorno da continuidade fechada –, a própria narrativa de Rebirth é um motivo.

Isso tudo por uma única razão: o Pirata Psíquico ainda retém a habilidade de recordar das continuidades anteriores.

Capa de Showcase #65, a estreia de Roger Hayden como o Pirata Psíquico. Arte de Murphy Anderson.
Capa de Showcase #65, a estreia de Roger Hayden como o Pirata Psíquico. Arte de Murphy Anderson.

Roger Hayden, o segundo homem a ostentar o título de Pirata Psíquico, foi criado por Gardner Fox, que também havia gerado a sua versão na Era de Ouro, e Murphy Anderson, para a revista Showcase #65, de 1965. Ali o então manipulador de emoções enfrentava o Senhor Destino e o Homem-Hora. Apesar de, inicialmente, a Máscara Medusa ser a fonte de seu poder principal, o personagem acabaria por manifestar outras habilidades, que podem ou não ter a ver com o artefato.

Homem Animal #10 (1988). Arte de Chaz Truog e Doug Hazelwood.
Homem Animal #10 (1988). Arte de Chas Truog e Doug Hazlewood.

Uma delas, em sua primeira aparição após a Crise nas Infinitas Terras, era justamente a de saber que a continuidade anterior, que fora desfeita pelo reboot de 1986, um dia existiu. Por isso, ele inclusive deixava de dormir no Asilo Arkham, por medo que “eles” o transformassem em um personagem adequado ao novo universo compartilhado, alterando-o.

Batman #3 (2016). Arte de David Finch.
Batman #3 (2016). Arte de David Finch.

Segundo Tom King, o desenvolvimento de dois anos da trama envolvendo o universo de Watchmen, arquitetada por Johns, é também desenvolvida nas revistas mensais por quatro escritores. Além de King, Scott Snyder (All-Star Batman); Peter J. Tomasi (Superman) e Joshua Williamson (The Flash) estariam trabalhando de forma muito próxima nesses desenvolvimentos. Na ausência do escritor de Rebirth – afinal, hoje Geoff Johns é inclusive presidente da DC Entertainment – seriam estes os novos Arquitetos do Universo DC, pelo menos para o ciclo atual, previsto para se encerrar em dois anos?

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