[#Review] Nightwing: Rebirth, de Tim Seeley e Yanick Paquette

A popularidade de Dick Grayson é algo que merece um aprofundado estudo. Criado em 1940, o sidekick do Batman se tornou um personagem forte demais depois que passou a liderar a equipe de jovens super-heróis Novos Titãs. Sendo assim, na década de 1980 os quadrinistas Marv Wolfman e George Pérez, criaram para ele a identidade de Asa Noturna, algo que ele sustentou, com pouquíssimos intervalos, por mais de 25 anos.

Então veio a saga Vilania Eterna. Lançada há poucos anos, ela mudou o status de Dick Grayson, tornando sua identidade pública e o obrigando a forjar a própria morte e se tornar um agente secreto da agência Espiral. Apesar da revista mensal Grayson, que mostrou essas aventuras, ter sido muito elogiada, os fãs estavam se perguntando quando Asa Noturna iria voltar. A hora chegou.

Capa de Nightwing: Rebirth #1. Arte de Javier Fernandez
Capa de Nightwing: Rebirth #1. Arte de Javier Fernandez

Com a revista Nightwing: Rebirth, lançada na última quarta-feira, o quadrinistas Tim Seeley e Yanick Paquette tiveram a chance de fazer com que Grayson encerrasse suas atividades como agente secreto e fizesse a transição para ser, novamente, o Asa Noturna. Esse processo é feito com muita naturalidade e mostra que Seeley conhece bem o personagem. Por ter lidado com ele nos últimos anos, inclusive na revista Grayson ao lado de Tom King – que atualmente é responsável pela revista mensal do Batman – Seeley sabe muito bem onde o protagonista está e para onde ele deve ir.

Entre os elementos interessantes de Nightwing: Rebirth estão a retomada do mito kryptoniano para explicar a origem do nome Asa Noturna e, claro, a excelente dinâmica entre Dick e Damian Wayne. Os dois foram Batman e Robin há alguns anos, uma ideia que partiu do escritor escocês Grant Morrison. e Seeley respeitou o legado do autor muito bem ao brincar com os dois em algumas páginas. Quanto à parte kryptoniana, nos anos 2000 foi estabelecido que o Superman sugeriu a Dick o nome de Asa Noturna ao contar uma lenda de Krypton, seu planeta natal. A ideia foi retomada por Seeley e ele a amarrou muito bem ao resto do roteiro.

Apoiado por uma arte sempre matadora e dinâmica do canadense Yanick Paquette, Seeley fez uma boa edição e truxe o Asa Noturna de volta. No entanto, algumas páginas têm muito texto, o que torna a leitura um pouco enfadonha em alguns momentos. De qualquer forma, o autor cumpriu seu objetivo, o que já é muito bom.

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