[#Review] Justice League: Rebirth, de Bryan Hitch

Bryan Hitch continuará com a Liga da Justiça. Essa é uma das melhores notícias que os fãs da DC poderiam receber com o advento do Rebirth. Além de mudar várias equipes criativas e direções editoriais de certos títulos, a DC também estudou o que estava funcionando antes do Rebirth para saber o que manter. Quem mais ganhou com isso foi a Liga, pois o quadrinista britânico continuará a escrever suas aventuras por tempo indefinido.

Hitch é conhecido principalmente por sua arte. Seu traço e sua narrativa visual mudaram a forma de se fazer quadrinhos de super-heróis no século 21, graças a tudo que ele fez na revista The Authority, na época escrita por outro premiado britânico, Warren Ellis. Dono de uma capacidade apurada para criar cenários, desenhar anatomia e narrar coisas visualmente, Hitch se tornou um dos desenhistas mais queridos e requisitados do mercado norte-americano de quadrinhos. Demorou um bom tempo para que ele começasse a escrever, mas isso finalmente aconteceu.

Justice League: Rebirth por Tony S. Daniel.
Justice League: Rebirth por Tony S. Daniel.

Diferente do que estava fazendo antes do Rebirth, Hitch não desenhará mais as aventuras da Liga, sendo responsável apenas pelo roteiro e algumas capas das novas aventuras. Em seu lugar estará Tony S. Daniel, veterano artista da DC. Portanto, a edição Justice League: Rebirth marca sua despedida do cargo de artista do título. Sendo assim, o quadrinista fez questão de criar uma história épica ao mesmo tempo em que montava a nova formação da Liga para o Rebirth.

Como o Superman do Universo DC voltou a ser o antigo, ou seja, o pré-Novos 52, todo o resto do elenco precisa se adaptar à presença deste homem. Ele sabe que os heróis que compõem a Liga não são seus amigos, assim como esses fantasiados sabem que esse Superman não é o mesmo de antes. Isso não impede, é claro, que eles se unam para derrotar a ameaça de Starro – em uma nova versão, assustadora e interessantíssima -, mas a presença desse novo kryptoniano e a troca dos lanternas verdes de Hal Jordan para Simon Baz e Jessica Cruz trouxe elementos inéditos para o grupo.

Hitch sabe dosar muito bem drama e ação. A invasão de Starro e a batalha contra ele tem o apelo visual esperado de uma história épica. Por outro lado, os momentos de drama e de conversas entre personagens são tratados com total delicadeza pelo quadrinista. Se essa for a despedida absoluta de Hitch como desenhista da Liga, ele o fez com chave de ouro. Justice League: Rebirth é obrigatória para qualquer fã de super-heróis, gostando ou não do Universo DC.

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