[#Review] Batman #2, de Tom King e David Finch

Apenas duas semanas depois do lançamento da revista de estreia, o Batman comandado pelos quadrinistas Tom King e David Finch volta para mais aventuras quinzenais. Este, aliás, é o novo formato de lançamento dos principais títulos da DC. Portanto, desde que o DC Rebirth foi instituídos, revistas de personagens como Superman, Mulher-Maravilha, Aquaman e, claro, a Liga da Justiça, serão publicados quinzenalmente.

Logo de cara vale dizer que essa mudança de periodicidade foi muito benéfica para a revista, o que está se refletindo nas outras publicações também. Agora, os autores têm maiores possibilidades narrativas por saber que as suas histórias serão publicadas semana sim, semana não. O desenvolvimento da história agora toma duas edições por mês, o que permite melhor aprofundamento de personagens e trama.

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Dito isso, é bom destacar também que o estilo de contar a história não mudou. As publicações continuam exigindo que o leitor saiba um pouco sobre o personagem e, claro, que tenha lido a revista anterior. King tem o cuidado de colocar frases nas bocas dos personagens que explicam eventos anteriores, mas deixar de ler o número anterior pode ser bem prejudicial, ainda mais se forem levados em conta os detalhes da trama dessa história.

King e Finch apresentaram na primeira edição da nova revista Batman dois novos protetores de Gotham City: Gotham e Gotham Girl. Eles apareceram do nada e seu passado continua sendo um mistério completo, mas o Batman parece ter uma estranha confiança neles. Isso é até comentado na revista, mas King é bom o suficiente para fazer com o que o leitor realmente não saiba se o Batman tem um plano contra eles ou está realmente dando um voto de confiança para esses novos superpoderosos. Enquanto isso, uma outra trama começa a se desenrolar, envolvendo o Comissário Gordon, algumas mortes misteriosas e o retorno surpreendente de um dos maiores, mas menos utilizados, vilões do Batman.

A narrativa de Batman #2 é fantástica, elevando muito o nível da revista que passou tantos anos nas mãos de Scott Snyder. King é um escritor versátil, que sabe a hora de agir como um ilusionista e surpreender o leitor no final de seu truque. Finch não está entre os melhores desenhistas do mercado, mas, considerando que é o Batman, seu desenho cai como uma luva na revista. O trabalho da dupla é muito bom, é de nível elevado. Fazia tempo que o Batman não ficava em mãos tão boas.

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