O Despertar de Cthulhu: conheça os selecionados da Draco

Depois de chamar o rei para dar uma volta, a Editora Draco despertará um dos Grandes Antigos em O Despertar de Cthulhu. A nova coletânea, editada por Raphael Fernandes, vem na esteira do sucesso de O Rei Amarelo, inspirado na obra de Robert W. Chambers. Despertar, por sua vez, não se baseia somente na obra de H. P. Lovecraft, que trouxe os contos de loucura e servidão ao inescrutável, mas também em autores subsequentes como Clive Barker, Stephen King e Junji Ito.

Confira abaixo os escritores e desenhistas selecionados. O Despertar de Cthulhu terá o mesmo formato de seu predecessor e já está em produção, com previsão para o segundo semestre:

Os Tambores de Azathoth
Roteiro: Antonio Tadeu Ferreira
Arte: LuCas Chewie

O Salmo do Sangue Antigo
Roteiro e arte: Dudu Torres

Macio
Roteiro: Airton Marinho
Arte: Fabrício Bohrer

Sob a Insana Luz
Roteiro: Caiuã Araújo
Arte: Marcio de Castro

O Caso da Truta Salmonada
Roteiro: Jun Sugiyama
Arte: Daniel Bretas e Hilton P. Rocha

A Língua da Fé
Roteiro: Raphael Fernandes
Arte: Samuel Bono

Projeto Clhithmaek’ Tyivh
Roteiro e arte: Lucas Pereira

O que dorme
Roteiro: Bárbara Garcia
Arte: Elias Aquino

O Rei Amarelo Em Quadrinhos. Arte de capa de João Pirolla.
O Rei Amarelo Em Quadrinhos. Arte de capa de João Pirolla.

O Terra Zero falou também com o próprio Raphael Fernandes a respeito da nova edição. Ele conta um pouquinho do processo de seleção e o que ele espera para o futuro:

Terra Zero: Foram mais de 100 roteiros desta vez. A qualidade também subiu junto com a quantidade?

Raphael Fernandes: Os roteiros escolhidos estavam muito acima da média. Porém, a grande maioria dos roteiros recebidos era inadequada para publicação. Formatação ruim, histórias batidas, diálogos enfadonhos e gigantes, falta de carisma, tramas confusas e a maioria delas não estava dentro da proposta: o horror moderno de Takashi Miike, Clive Barker, Stephen King, Junji Ito, etc.

Como é, no geral, trabalhar com antologias, com tantos autores trabalhando juntos num único livro?

Trabalhar com tantos autores diferentes ao mesmo tempo exige muita experiência e pulso firme. Porém, a diversidade acaba ensinando bastante sobre como conduzir uma boa história. Me sinto privilegiado de estar cercado de tantas pessoas criativas e capazes de criar histórias realmente instigantes.

Duas seleções, muita coisa enviada. Dava mais um livro ou mais só com o que vocês cortaram por último, o que deu mais dó de não selecionar?

Para falar a verdade, foi difícil fechar a obra e tivemos que produzir alguns roteiros por aqui para abranger alguns dos temas que estávamos esperando encontrar. O terror nacional ainda está muito preso nos grandes mestres de revistas como Calafrio. Gostaria de ver coisas realmente doentias e loucas, que provocassem pesadelos nas pessoas. Reuni as melhores histórias que pude e estou editando o material para ser o mais perturbador possível. Espero encontrar o terreno melhor sedimentado na última coletânea da série que vamos anunciar mais para o final do ano. Será uma trilogia do horror cósmico em cores.

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